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11/06/2019

Jogadores de futebol universitário podem virar profissionais fora do campo

Jogadores de futebol podem ter melhores empregos nos EUA

Já mencionei no passado que a disputa do desporto competitivo nos EUA está vinculada ao sistema educacional. Sob essa óptica, as instituições educacionais procuram inserir na prática do desporto todas as virtudes que se possa pensar: liderança, dedicação, responsabilidade, etc.

Um jogador de futebol (ou qualquer outro atleta) tem que manter uma média acadêmica mínima para poder participar nas competições. Com isso, gera-se um sentimento de excelência que é atribuído aos atletas. Afinal de contas, só assim o atleta pode conseguir conciliar as demandas dentro e fora do campo. Não é fácil poder estar “quitado” com todas as tarefas e estudos quando há viagens, jogos e treinos.

Com isso em vista, há agora companhias que se especializam em “agenciar” jogadores de futebol e outros esportes na procura de empregos. Essas agências reforçam junto as empresas contratante as vantagens que atletas têm em relação à não atletas. Além das características mencionadas acima, atletas sabem lidar com demandas e stress, possuem um entendimento nato do processo de se trabalhar em time (por óbvias razões) e aceitam o conceito do sacrifício pessoal para o benefício do grupo.

Atletas também sabem lidar com gols e são “experts” em fazer ajustes quando os resultados não vem. Atletas também entendem como ninguém o fato de estarem sempre representando sua organização (seu time).

Essas e outras qualidades têm valor infinito para quem contrata. Com isso, jogadores que tenham sido bons alunos tem seu currículo a prêmio para quem contrata. São muitas as companhias que se especializam em atletas. Aqui vão alguns exemplos:

Outra área que dá muito valor a quem vem do meio desportivo são as escolas de medicina (e outras da área de saúde). O processo para ser aceito a uma escola de medicina é muito competitivo e os encarregados do processo de admissões confirmam que atletas com boas notas tem uma atenção especial pelas qualidades citadas acima. O mesmo se pode dizer de vários outros programas de curso superior.

Eu sempre relembro aos meus jogadores que quando eles colocam sua chuteira estão não só se preparando para fazer gols e passes, mas para darem progressão no futuro profissional fora do campo. As lições de vidas aprendidas no campo, nos jogos e treinos formam o futuro líder e um campeão na vida.

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