Universidade do Futebol

Entrevistas

06/09/2013

Jorge Avancini, diretor executivo de mkt do Inter

O Internacional, “campeão de tudo”, não quer parar. Um dos representantes com mais receita no país, o clube do Rio Grande do Sul quer dar voos mais altos quando o assunto é a Indústria do Futebol. E para isso mira sair de um mercado regionalizado, amplificando os contatos comerciais.

Diretor executivo de marketing do Inter, Jorge Avancini escolheu São Paulo, “grande máquina econômica da America Latina”, para abrir um escritório representativo colorado. Perto das grandes companhias que eventualmente possam ser parceiras, ele tem como alvo oferecer os próprios produtos de maneira mais eficaz e interessante.

“Temos buscado expandir a fronteira e sair do nosso Estado. Não só em nível nacional, mas pensando no exterior, também. Não temos aqui [em Porto Alegre] a facilidade de encontrar grandes corporações a fim de fazer investimentos necessários ao clube”, explica Avancini.

O clube, assim como os principais rivais, tem como principais fontes de receita a televisão, o quadro social (mais de 107 mil sócios ativos) e o marketing em si, com verbas oriundas de licenciamento, patrocínio, merchandising e eventos. A venda de jogadores, algo tradicional no Inter, é um caso a parte.

“A meta até 2019 é chegar a 80, 90 milhões de faturamento só com o marketing. Hoje, o setor representa algo em torno de 38 milhões por ano de receita. Isso iria possibilitar uma autonomia e uma manutenção da competitividade de estarmos entre as três maiores marcas do país”, projeta Avancini.

No clube desde 1998, quando se estabeleceu como conselheiro, ele participou da gestão de Ferando Miranda no Marketing, e atuou como diretor-colaborar por cinco anos. Também exerceu o cargo de vice-presidente de Marketing, como colaborador não remunerado. Uma década depois, quando o clube passou por um processo de profissionalização, assumiu o posto atual, recebendo pelo serviço prestado.

“Temos de definir claramente qual é o papel do dirigente colaborador, não-remunerado, em relação àquele executivo contratado. Valorizar essa função, reconhecê-la de maneira devida. Temos um longo caminho a ser percorrido para que as agremiações consigam conciliar essas duas partes”, entende o profissional que cobra um pensamento mais coletivo quando o assunto é a internacionalização da marca.

“Se você tiver os 15 principais clubes unidos junto com a CBF e com a emissora que detém os direitos de transmissão, poderíamos criar um caminho mais fácil a ser trilhado. Trata-se do melhor futebol do mundo, e nossos clubes não são conhecidos. Apenas a seleção brasileira é vendida. Não conseguimos sequer excursionar ou fazer uma pré-temporada longe de casa. Esse processo nos principais centros europeus é muito mais consolidado. Mas o Inter não pode ficar esperando. E temos tentado realizar algumas ações particulares”, argumenta Avancini.

Nesta entrevista concedida à Universidade do Futebol, o dirigente fala mais sobre a formação de novos profissionais para atuar na gestão esportiva, os gargalos apresentados pelo segmento, quais são os planos envolvendo o novo estádio Beira-Rio e por que o Inter tem uma preocupação social há tantos anos.

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