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Não é apenas dentro de campo que temos muito que aprender com o futebol europeu.

O mais recente clássico disputado entre Barcelona e Real Madrid é apenas uma – importante – mostra do nível de excelência do qual estamos muito distantes.

Os melhores jogadores do mundo disputando grandes jogos, com muita velocidade, poucas faltas, estádios com ótima ocupação e sem violência dentro ou fora das praças esportivas.

Em outras palavras, muito daquilo que veio embalado no “padrão Fifa”, expressão consagrada como sinônimo de excelência na realização da Copa do Mundo no Brasil.

Entretanto, a embalagem não corresponde ao conteúdo que o nosso futebol pode entregar.

Imaginou-se que, simplesmente, a Copa serviria para resolver todos os nossos problemas.

Serviu para escancará-los ao se evidenciar que nossa prática não anda junto com a teoria.

Na Espanha, vimos que o presidente do Barcelona renunciou em meio ao escândalo envolvendo a transferência de Neymar. Imediatamente, o novo presidente veio a público prestar contas à comunidade, bem como o clube pagou ao fisco espanhol um valor milionário referente aos tributos envolvidos no negócio.

Na Alemanha, o presidente do Bayern foi condenado à prisão por sonegação de impostos. Vai pagar – os impostos, a pena e com a destituição do cargo.

O “fair play” europeu não se restringiu a esses dois casos emblemáticos fora das quatro linhas.

Dentro delas, já havíamos visto a história do alemão Klose, que ao marcar um gol irregular, “entregou-se” e assumiu sua culpa e responsabilidade.

Noutro caso recente, um jogador alemão do Werder Bremen confessou que havia simulado um pênalti e o árbitro acatou seu gesto de honestidade.

Nestes tristes trópicos, temos muito a lamentar e pouco a celebrar. Aos olhos do douto juiz que julgou a invasão dos torcedores corintianos ao CT do clube, não foi nada além de uma expressão intensa de paixão…

Aos olhos da Conmebol, as manifestações hediondas de racismo contra o jogador Tinga, no Peru, não foram tão graves, uma vez que proferidas por “mal-educados sulamericanos”…

Aos olhos do Presidente do Comercial de Ribeirão Preto, não pagar salário de propósito e ameaçar os jogadores do clube com armas é uma ótima forma de incentivar o grupo a alcançar seus objetivos…

A gestão do futebol brasileiro tem usado a ginga, o lá e cá, pra driblar suas próprias responsabilidades quanto à própria evolução.

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