Universidade do Futebol

Gustavo D’Avila

24/10/2013

Lesão em final de temporada, como reagir?

A temporada do futebol se aproxima do fim e, devido ao excesso de jogos, muitos atletas chegam ao limite do estado físico e mental, fato este que eventualmente levam alguns a sofrerem lesões que podem tirá-los das partidas finais do calendário.

Imaginem os atletas que se encontram nesta situação: como eles podem reagir e buscar motivação para buscar a recuperação em final de temporada?

Sabemos que uma lesão ocasiona reações psicológicas adversas no atleta e um dos modelos mais aceitos que explicam como um atleta reage é o modelo de grief reaction, proposto por Kubler-Ross. Neste modelo, após a lesão o atleta passa por cinco estágios emocionais:

• Negação
• Raiva
• Barganha ou negociação
• Depressão
• Aceitação e reorganização

A maioria dos atletas passa pelas cinco fases, mas a velocidade e a facilidade para a transição entre elas variam de um atleta para outro, podendo durar dias ou até meses.

Conhecendo o cenário citado acima, como podem os clubes contribuir para promover um adequado processo de reabilitação do atleta lesionado?

Várias técnicas de superação podem ser utilizadas com o objetivo de potencializar e facilitar de alguma forma o processo de reabilitação. Dentre as existentes podemos citar:

• Estabelecimento de metas
• Auto conversação
• Relaxamento
• Visualização

Aqui iremos detalhar a auto conversação como uma das técnicas que podem ser utilizadas com os atletas.

A adoção desta técnica é importante pois ajudar a lidar com o baixo nível de confiança apresentado pelo atleta no período de reabilitação. O atleta aprender como e ser capaz de conseguir bloquear pensamentos negativos, como por exemplo: “Eu nunca vou melhorar”; ele precisa substituir estes pensamentos por outros realísticos e positivos tais como: “Estou me sentindo mal hoje mas estou cumprindo meus planos traçados para a reabilitação. Devo ser paciente e assim vou conseguir me recuperar”.

Pensar de maneira positiva contribui para o bem estar pessoal e a saúde do atleta, e este comportamento indica uma boa orientação para a busca para a melhora clínica. Ievleva & Orlick (1991) mostraram em estudo que os indivíduos cujas auto conversações eram positivas, auto encorajadoras e determinadas recuperavam-se mais rapidamente do que aqueles cujas auto conversações eram negativas e autodepreciativas.

Confira alguns exemplos de auto conversação, adaptado de Ievleva & Orlick (1991). Auto conversação positiva do grupo de reabilitação rápida

• “Como eu posso fazer o máximo?”
• “Eu posso vencer isto!”
• “Eu quero jogar. Eu vou me curar totalmente para isso.”
• “Estou me sentindo muito melhor.”
• “Estou melhorando cada dia mais.”

Auto conversação positiva do grupo de reabilitação rápida

• “É provável que isto vá demorar muito para melhorar.”
• “Eu nunca vou conseguir recuperar o tempo perdido.”
• “Nunca vou estar forte como antes.”
• “Que coisa estúpida para fazer, erro ridículo.”

Caro amigo, com o conhecimento acima acredito que os clubes devem utilizar as técnicas de superação para potencializar a recuperação de seus atletas, seja para a temporada atual ou até para que iniciem a próxima aptos à prática desportiva.

E você, o que acha desse investimento de tempo, vale a pena?!

Até a próxima!

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