Universidade do Futebol

Geraldo Campestrini

17/12/2014

Lições do exterior – Parte 2

Na continuação do Curso de Esporte nos EUA, realizado pela UNISUL, realizamos uma sequência muito positiva de jogos e visitas técnicas a arenas e estádios esportivos de Atlanta.

Na primeira parada, visitamos a Philips Arena, onde conhecemos suas estruturas e instalações antes do jogo da NBA entre Atlanta Hawks e Orlando Magic, na última sexta-feira (12). Conhecer o equipamento permitiu atestar toda a sua versatilidade e multifuncionalidade. Quanto ao jogo em si, tecnicamente, não pareceu dos melhores (apesar do meu parco conhecimento sobre basquete). Mas o espetáculo em torno de um “mero” jogo é realmente incrível. Sons, luzes, música, dança, animação… tudo é feito para que sempre aconteça algo em termos de entretenimento para o público presente.

Já no domingo (14) o dia foi dedicado ao futebol americano, no jogo entre Atlanta Falcons e Pittsburgh Steelers. Novamente, o espetáculo foi incrível. A qualidade da entrega é marcante. Antes do jogo existe um evento que é chamado de Tailgate, organizado pela própria franquia (no caso, o Falcons). Uma área fora do estádio é ocupada por patrocinadores (que oferecem inúmeras opções de entretenimento – desde autógrafo com ídolos do passado a pequenos jogos e música que dão direito a prêmios) e pelos próprios torcedores, que podem alugar um espaço para fazer a sua própria confraternização. O clima positivo do jogo já começa muito antes de ele iniciar de fato.

Segunda (15) e terça-feira (16) foram dias de visitas técnicas ao Georgia Dome (arena do Atlanta Falcons, onde vimos o jogo no dia anterior), Parque Olímpico e Turner Field. Este último foi o Estádio Olímpico nos Jogos de 1996 e desde então é a casa do Atlanta Braves, equipe profissional de beisebol.

Em suma, o que se percebeu destas experiências práticas é a criação de inúmeras atividades de entretenimento em torno do esporte, de modo a atender os diferentes públicos. Existem alternativas para tudo: das crianças, que podem se relacionar com os mascotes e as brincadeiras que são promovidas a cada instante; aos adultos, com música, inúmeras possibilidades de consumo em bares, lojas e restaurantes e espetáculos visuais.

Ainda estamos muito longe de uma entrega de melhor qualidade sobre a perspectiva do entretenimento. Por mais que a gente fale no Brasil sobre esse assunto, a distância é absurda. Um pouco por questões econômicas sim (não dá para repetir com tanta facilidade as entregas mais tecnológicas, por exemplo, que vemos nos mercados mais desenvolvidos). Mas muito por falta de investimento e de falta de compreensão sobre o potencial de retorno que ações e projetos mais consistentes neste campo podem resultar para as entidades esportivas…

(Continua…) 

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