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Criticado por treinadores, diretores e atletas da maioria dos grandes clubes do país, o calendário do futebol brasileiro pode passar por mudanças – mas só depois de 2014, quando o país sedia pela segunda vez uma edição da Copa do Mundo.
Virgílio Elísio, diretor de competições da CBF, diz que alterações pontuais estão na pauta de José Maria Marin, presidente da entidade, que busca ampliar o diálogo com os clubes desde que assumiu o cargo, em março deste ano. Mas cerca de 80 jogadores resolveram reivindicar antes mesmo do fim do Campeonato Brasileiro de 2013.
Na última sexta-feira, Alex, do Coritiba, Rogério Ceni, do São Paulo, Paulo André, do Corinthians, e Elias, do Flamengo, dentre outros, emitiram um comunicado com o intuito de mudar o calendário do futebol nacional. Eles integram um movimento composto por outros 71 jogadores profissionais, das Séries A e B do Brasileirão, cujo objetivo é propor mudanças no calendário – o Bom Senso FC.
O grupo reúne jogadores de 19 dos 20 clubes da Série A, além do Palmeiras e de outras equipes da Série B. Boa parte dos atletas deve se reunir nos próximos dias, em São Paulo, para debater propostas de mudanças na agenda brasileira da bola ainda para o ano que vem. E conta com o apoio de um dos maiores batalhadores por mudanças nesse sentido: o professor Luis Filipe Chateaubriand.

Pré-temporada e adequação à Europa são algumas das exigências dos jogadores

 
“O momento é apropriado, o calendário exposto pela CBF extrapolou em termos de falta de bom senso e ficamos felizes com essa reação, que estava tardando. Lamentamos que isso venha dos atletas, e não dos clubes, nas figuras dos seus dirigentes, que deveriam ter se posicionado há mais tempo contra esses desmandos”, disse o Mestre em Administração Pública pela FGV, Analista de Logística e Suprimentos da DATAPREV e autor do livro “Futebol Brasileiro: Um Novo Projeto de Calendário”.
Três “pilares problemáticos” são citados por Chateaubriand: a falta de adequação ao calendário europeu, o Campeonato Brasileiro sendo jogado nos meios de semana, e a falta de respeito às datas Fifa.
“Há o problema de não fazer uma pré-temporada adequada sem intercâmbio com os grandes clubes do mundo. Interromper o Campeonato Brasileiro para o compromisso das seleções e deixar o principal produto do nosso futebol como algo menor é um absurdo”, acrescentou Chateaubriand.
Nesta entrevista especial à Universidade do Futebol, o professor universitário falou ainda sobre uma situação que perpassa isso tudo, que é a extensão dos campeonatos estaduais. Confira o bate-papo na íntegra.

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