Universidade do Futebol

Entrevistas

20/07/2012

Márcio Corrêa, preparador físico do Criciúma

Relatórios diários, metas de desempenho individual e coletivo, treinamento direcionado à prevenção de lesões e uma equipe interdisciplinar: essas são algumas das minúcias que estão sob controle do preparador fisico Márcio Corrêa.

“Quando tratam a função que exerço simplesmente de preparação fisica, sinto que falta algo para complementar. Lógico não digo que esteja errada a terminologia, mas é bastante reducionista: prefiro pensar que preparador físico é somente ‘fachada’, pois desde que comecei a carreira de comando no meio futebolístico, e lá se vão 20 anos, acreditei que a função pudesse ser sempre maior que o treinar as capacidades motoras”, avalia.

Márcio tem o entendimento de que o desempenho de um futebolista não deve, de forma alguma, ser avaliado meramente em como se situa a forma física. O processo desportivo, como um todo, é o que importa.

“Essa forma desportiva significa estar apto e em equilíbrio para competir sob todos os aspectos que compõem a preparação durante um período de tempo, sejam eles físicos, técnicos, motores, táticos, psicológicos, volitivos, nutricionais, socias, etc”, acrescenta Márcio, que hoje está à frente do departamento de futebol profissional do Criciúma, um dos ponteiros da Série B do Campeonato Brasileiro.

O experiente “treinador” – como ele autenticamente se vê situado na comissão técnica – costuma dizer que o trabalho dele é qualificar os jogadores amplamente, a partir de uma interação em todos os pontos, com todos os outros membros do grupo de trabalho. No time do interior de Santa Catarina, uma das conquistas mais relevantes comemoradas é o que Márcio chama de “Índice Zero”, um limiar relacionado ao número de lesões musculares que o elenco atual apresenta.

“Em parte, isso está relacionado com a metodologia e o controle de trabalho que empregamos dentro do departamento. Graças ao apoio da diretoria que está entendendo todos os nossos passos com o projeto de excelência que temos para os jogadores, estamos tendo a chance de montar uma estrutura muito interessante”, explica.

Nesta entrevista à Universidade do Futebol, o experiente profissional, que já passou por diversas culturas futebolísticas, em países como Arábia Saudita, Paraguai, Portugal, Grécia, Inglaterra e Itália, fala mais detalhadamente sobre o atual projeto no clube catarinense.

Além disso, explica as razões pelas quais só em 2012 conseguiu coordenar a segunda edição do Congresso Internacional de Futebol, um dos eventos mais importantes da região Sul do país e qual é a importância do mesmo para o desenvolvimento e qualificação dos profissionais desta modalidade.

Universidade do Futebol – Em primeiro lugar, fale um pouco de sua formação acadêmica e a trajetória na modalidade.

Márcio Corrêa – Prefiro resumir um pouco dizendo que me formei em Educação Física, cursei duas pós graduações, disputei todas as competições nacionais e várias internacionais. Vivi seis anos no exterior, divididos entre Arabia Saudita, Paraguai e Portugal, realizei trabalhos e observações técnicas na Grécia, Inglaterra e Itália e classifico essa vivência como uma das melhores partes de minha trajetória no mundo do futebol, pois foi onde eu pude confrontar o que penso a respeito da preparação desportiva e também aprender metodos de trabalhos e conviver com os costumes interessantes de cada país.

Trabalho especial com Alexandre Pato, do Milan; no Belenenses, de Portugal; intercâmbio com Luiz Felipe Scolari, no Chelsea

 

Universidade do Futebol – Como é a sua relação de estruturação de trabalho com o treinador? Como você estrutura o treino?

Márcio Corrêa Fui contratado pela equipe do Criciúma de forma independente, mas nos primeiros encontros com o treinador, procuramos estabelecer uma forma de trabalho absolutamente interativa. No inicio de nossa parceria para a Série B do Campeonato Brasileiro, organizamos todas as ideias e objetivos e aí traçamos a meta: [subir para a] primeira divisão.

A partir disso, nossa história de treinamento está sempre baseada para as atividades que os jogadores realizam no campo de jogo. O jogar bem futebol é o que buscamos. Entre outras equações que procuramos resolver para o bom andamento da equipe, eu destacaria: melhorar o entendimento dos sistemas de jogos e conceitos aplicados pelo treinador, reestruturar a resposta individual de força e realinhar seus índices e criar um ambiente de confiança mútua.

Costumo sempre falar aos meus jogadores que quando entramos em campo, nunca temos um foco somente, pois o futebol é composto de vários itens importantes que se interagem durante todo o tempo; então, a proposta é sempre chegar ao máximo de empenho em cada atividade, seja ela mais voltada à aquisição da forma ou mesmo da regeneração das atividades anteriores.

Nossa “brincadeira” é sempre muito séria.

Universidade do Futebol – Descreva um pouco a sua ideia de estruturar um departamento de preparação de atletas?

Márcio Correa – Apesar de o futebol ser um esporte coletivo, cada vez mais buscamos a partir do controle da corrente de treinamento respeitar a individualidade dos futebolistas. Quanto mais buscamos conhecer as respostas que cada atleta tem a determinada atividade, mais afastamos eles dos riscos de insucesso e de lesões.

Hoje, através de alguns equipamentos que já possuimos no clube, temos condições de coletar após cada treinamento ou jogo dados relevantes que nos permitem analisar o desempenho dos futebolistas de forma individual e coletiva, ou seja, passamos realmente a entender a fisiologia específica de cada um deles e a relevância da aplicação tática durante o jogo.

Quando cruzamos os dados de controle, torna-se possível entender por que um jogador teve uma grande movimentação, por exemplo, e uma falta de eficiência durante a partida.

Além disso, algumas respostas fisiológicas também podem antecipar em que condições e qual será o tempo de recuperação ideal que cada um deverá ter para a próxima atividade. Isso vem facilitando muito inclusive a escalação que o técnico pretende usar.
 



O desafio da correta dosagem do treinamento e da recuperação física no futebol profissional

 

 

Universidade do Futebol – O que seria o projeto “Índice Zero” implementado no grupo principal do Criciúma?

Márcio CorrêaEsse projeto é que venho implementando durante toda a minha carreira em todos os clubes pelos quais passei. Primeiro buscamos organizar todo o departamento de preparação e definir algumas funções, depois organizamos um excelente laboratório de fisiologia, ou seja, criamos um ambiente propício para qualificar futebolistas.

Sobre o “Índice Zero”, a ideia é que quanto mais atletas estiverem disponíveis para que o técnico possa optar, melhor. Os cuidados são muitos, desde a pesagem diária para o controle da perda hídrica, até os detalhes com a alimentação. Isso sem falar na individualização de algumas cargas que buscamos fazer, pois mesmo sendo uma disputa coletiva, o desgaste de cada atleta em cada partida depende de muitas variáveis. Cito algumas das principais: a função tática e a própria qualidade e resistência do adversário por setor.

Traduzindo, se um atleta, após uma atividade competitiva, mesmo com o dado repouso ainda não apresenta condições físicas de participar da próxima atividade proposta, faremos algo especial para que ele se regenere com qualidade. Para isso contamos com várias medições bioquímicas e o “Índice Zero” tem dado certo, pois até o momento, mesmo com viagens e fortes disputas, temos um departamento médico praticamente vazio no que diz respeito a lesões musculares.

Cuidados para o desempenho da proposta são muitos, desde a pesagem diária ao controle da perda hídrica, até os detalhes com a alimentação 

 

Universidade do Futebol – Que equipamentos você costuma utilizar para dimensionar e controlar as cargas dentro do trabalho dentro do clube?

Márcio CorrêaPrimeiramente, gostaria de ressaltar que existe entre toda comissão técnica uma conscientização muito grande para que cada um em seu setor respeite os limites dos futebolistas – isso sempre é baseado em elementos palpáveis, como, por exemplo, os resultados que o equipamento de análise bioquímica portátil nos demonstra através da coleta de algumas gotas de sangue extraídas depois de uma disputa ou de atividades intensas a parir de 12, 24 e 48 horas. Dessa forma, entendemos o nível da atividade e a necessidade temporal de recuperação.

 

Passagem pelo Guaratinguetá, em São Paulo

 

 

Universidade do Futebol – O que esse aparelho avalia, especificamente?

Márcio CorrêaBasicamente enzimas, pois algumas delas se alteram através do esforço físico e podem ser consideradas marcadores para o rendimento. Dessa forma, usamos a coleta dos dados, que nos possibilitam quantificar o tempo de recuperação ideal e a intensidade da próxima atividade.

O objetivo final é sempre buscar entender as alterações basais das enzimas e isso passa a ser uma das referências para o desempenho.
Temos outros equipamentos importantes que nos auxiliam em nosso dia a dia. A plataforma eletrônica de força serve para calcular a potência de salto e o nível de força rápida; temos tambem à nossa disposição células fotoelétricas – estas medem a força explosiva, a aceleração e a velocidade dos atletas.

E há pouco tempo o clube também adquiriu um equipamento para medir a força isocinética: essa maquina, entre outras funções, permite que possamos analisar os índices de força máxima, resistência e potência, além de conseguirmos identificar o desequilíbrio da força entre os grupos musculares.

Tal análise e o treinamento que esse aparelho possibilita permite que venhamos “realinhar” os níveis de força entre os grupos musculares. Quando esse processo é bem elaborado e levado à risca, o resultado passa a ser o baixíssimo índice de lesões musculares graves.
 

 

A utilização do GPS na prática de treinamentos e jogos de futebol

 

 

Universidade do Futebol – Existe uma integração entre todas as área de trabalho no departamento de futebol profissional?

Márcio CorrêaA proposta é agirmos de forma interdisciplinar, pois partimos do princípio que a melhora do desempenho dos futebolistas não depende somente do preparador físico, mas sim dos médicos, fisiologistas, psicólogos, fisioterapeutas, treinadores e nutricionistas.

Procuramos deixar sempre bem claro que todas as parcelas são importantíssimas, e o êxito sempre será da equipe.

Sempre tomamos como base o planejamento geral da programação, inclusive é esta que divulgamos para imprensa, mas rotineiramente, durante cada microciclo, alguns jogadores, principalmente os que não foram aproveitados no último jogo, desenvolvem trabalhos em grupos especiais, em que buscamos potencializar o que cada um ainda precisa adquirir para melhor o seu desempenho.

Costumo sempre dizer que a equipe multidisciplinar do Criciúma não tem folga, nem nos dias de folga, pois sempre há algo a fazer por algum atleta.

 

 ”A proposta é agirmos de forma interdisciplinar, pois partimos do princípio que a melhora do desempenho dos futebolistas não depende somente do preparador físico”, diz Márcio

 

Universidade do Futebol – Desde o início da temporada de treinamentos você comandou uma metodologia baseada no jogo, propriamente. Poderia explicar um pouco sobre esse processo?

Márcio Corrêa Isso nada mais é do que a modernidade e a busca pela excelência na preparação de futebolistas. Quem joga futebol precisa treinar jogando futebol. É o que penso e o que observo como tendência mundial nos ultimos dez anos pelo menos.

Já foi o tempo em que correr de forma contínua em longas distâncias, subir escadarias e executar milhares de exercícios inespecíficos faziam parte do treinamento diário de futebolistas.

Lógico que também incluo no meu trabalho sobrecargas, e às vezes com características diferentes dos movimentos competitivos, mas nada que um pouco de criatividade não possa remodelar para chegar mais próximo do que o jogador executa em campo.

Se pensarmos somente na atividade competitiva para organizarmos o nosso trabalho, já poderíamos raciocinar facilmente que o treino deveria ser baseado no jogo, pelo simples fato de que se treinarmos de forma específica, estaremos buscando a preparação do futebolista para o melhor desempenho na competição.

Claro que o “olhômetro” não deve ser o molde ideal de nada e devemos aliar a nossa experiência e sensibilidade toda à fundamentação científica. Tudo ficará mais evidente para a prescrição do nosso roteiro de preparação quando usarmos as coletas de dados de jogos e treinos anteriores como base.

E isso atualmente tornou-se bem fácil, pois existem varios programas estatísticos, GPS, frequencímetros e laboratórios portáteis que nos permitem observar a intensidade e as distâncias que cada jogador executou durante a atividade.

Universidade do Futebol – Como jogos recreativos e/ou esportes relacionados ao futebol (como o futevôlei e o futsal, por exemplo) podem auxiliar na preparação física do futebol profissional?

Márcio CorrêaRespeito quem ache interessante os jogos recreativos. Alguma coisa como futevôlei até pode ser usada como aquecimento, mas na minha opinião, a profissão é muito séria para isso, e além disso podemos perder energia, especificidade e até um pouco do foco com algo que não traduz o jogo.

Sempre brinco: um bancário não escolheria recrear contando dinheiro, um médico não se divertiria operando um paciente, um pedreiro não faz recreação levantando paredes. Então, por que um jogador de futebol fará recreação jogando futebol?

Prefiro que o treinamento do futebol seja tratado de forma muito séria, e tão séria que o título ou o acesso seja o ponto de felicidade final, e a partir daí tudo será festa, e cada um, tenho certeza, irá recrear, brincar e buscar o melhor prazer possível em suas férias.

 

Universidade do Futebol – Qual a fronteira entre a participação do preparador físico no amparo psicológico aos atletas, e o trabalho propriamente dito de um profissional específico da área? Você aborda conceitos de auto-ajuda e neurolinguística no trabalho diário do Criciúma?

Márcio CorrêaO preparador físico é o sujeito mais próximo dos jogadores. Muitas coisas que nenhum outro membro da comissão técnica escuta, este profissional pode vir a saber pela boca ou pelos sentimentos dos jogadores. Pode não ser assim com todos os profissionais da área, é claro, mas no meu caso, faço questão que esse tipo de confiança venha acontecer em relação aos jogadores.

Sempre estou disponível para ouvir uma queixa ou um problema e conduzir ao caminho de uma solução. O diálogo fundamentado nas relações humanas tem sido o ponto forte na minha carreira neste sentido.

Procuro ajudar os meus jogadores a buscarem suas metas e descobrirem os caminhos para chegarem a elas. Aqui no Criciúma eu propus aos atletas um pacto inicial de trabalho. Isso tomou forma física, e hoje está simbolizado em uma parede do vestiário. É algo interativo, que o grupo, depois de uma conversa após todas as partidas, escreve, e essa palavra deve simbolizar qual foi o sentimento no último jogo.

Depois de analisarmos a lista de palavras que hoje já temos, posso dizer que isso está sendo uma boa técnica para pensarmos se o caminho está correto ou se precisamos dar alguma guinada.

 

“O diálogo fundamentado nas relações humanas tem sido o ponto forte na minha carreira neste sentido”, crê Márcio

 

Universidade do Futebol – Em se considerando a integração dos trabalhos físicos e táticos aplicados, nessa perspectiva, como você vê a inserção do preparador físico na comissão técnica daqui a alguns anos? Você acredita que existe chance de essa função perder sua aplicação?

Márcio Corrêa Ser denominado de preparador físico, em minha opinião, é somente uma maneira de ser chamado pelo público em alguns países. Há muitos anos me sinto, sim, um membro da comissão técnica, um treinador também, como alias somos de verdade.

Cada um tem o seu conhecimento e traça a sua carreira de forma diferente, é claro, mas me preparei sempre para treinar jogadores de futebol em todos os aspectos.

Conheço os processos táticos, estratégia, técnica, fisiologia, métodos de treinamento e a psicologia. O meu objetivo como profissional de futebol passou a ser a busca pelo conhecimento dos limites de meus jogadores e como poderei explorar cada caminho para obter o melhor desempenho possível.

O Novo Preparador Físico do Futebol: faça agora mesmo o curso online da Universidade do Futebol. A primeira aula é gratuita!

 

 

Universidade do Futebol – Você coordena o II Congresso Internacional de Futebol: como nasceu esta ideia e o que representa para a comunidade do futebol um evento deste porte?

Márcio Corrêa O congresso está na segunda edição, sendo que a primeira aconteceu em 2005, quando trouxemos além dos profissionais brasileiros, alguns de países como Rússia, Cuba, Argentina, Canadá e Portugal. Na época foi um grande sucesso. Depois, por falta de patrocínios, pois um evento desse porte tem um custo muito alto, não tivemos mais condições de buscar edições em sequência.

Neste ano, resolvi, buscar alternativas, pois não queria deixar essa ideia morrer. Então, comecei uma parceria com profissionais da área da publicidade da empresa “Acontece Eventos” e mesmo sem termos uma verba fixa para iniciar a proposta, resolvemos encarar o desafio juntos.

Tenho certeza de que será o maior congresso já realizado no Sul do Brasil. O público sente falta disso: profissionais que vivem do esporte e para esporte buscam sempre se atualizar para chegarem ao conhecimento e a plenitudes de seus objetivos. Somente a partir desse tipo de evento é que podemos conhecer de perto as ideias de outros profissionais e buscarmos parâmetros para o que estamos fazendo em nosso dia a dia.

Essa versão do evento estará voltada às várias áreas que convergem para a gestão no alto rendimento desportivo. Renomados técnicos, preparadores físicos, médicos, fisioterapeutas, psicólogos, treinadores de goleiros, gestores, advogados e nutricionistas irão disponibilizar suas experiências. Espero que a partir desta edição possamos tornar o Congresso Internacional de Futebol um evento que ocorra a cada dois anos. Além disso, para não deixarmos de pontuar os debates na modalidade, entre esses dois anos de espera pelo acontecimento internacional, continuaremos a realizar nosso outro evento que se chama “Ciclo de Palestras no Futebol”, que está indo para a sexta edição.

 

II Congresso Internacional de Futebol: confira mais informações na agenda da Universidade do Futebol
 

Leia mais:
João Aroso, treinador adjunto da seleção portuguesa de futebol
Nelson Caldeira, treinador adjunto do SC Braga
Vinícius Eutrópio, treinador de futebol
Especial: treinadores estrangeiros – semelhanças e peculiaridades no comando de uma equipe
Rafael Vieira, analista de desempenho da seleção brasileira principal
Marcelo Xavier, gestor do Projeto Sector
Denis Iwamura, analista de desempenho do Santos
Eduardo Fantato, da ScoutOnline
Thiago De Rose, gerente de TI do Corinthians
Manuel Sérgio, filósofo
Entrevista: Rafael Benítez – segunda parte
Scout como um instrumento avaliativo do treinamento esportivo nas categorias de base do futebol
Estudo quantitativo da ação física velocidade em atletas juniores de futebol
Análise estatística do desempenho técnico em partidas do Campeonato Paranaense de 2009
Velhas bobagens táticas
Treino é jogo, jogo é treino
FootballSystem: juntando conhecimento e tecnologia
A ‘intensidade da qualidade’ e a preparação técnico-tática-física-psicológica do futebolista
Musculação, personal-training e periodização: o que Rui Faria diz sobre isso!
Alessandro Schoenmaker, preparador físico do FC Twente (Parte 1)
Alessandro Schoenmaker, preparador físico do FC Twente (Parte 2)
Michel Huff, preparador físico do FC Metalist
Paulo Cesar do Nascimento, treinador dos times sub-11 e sub-13 do Avaí
Sérgio Odilon, treinador da equipe sub-15 do Corinthians 
Marquinhos Santos, treinador da seleção brasileira sub-15
Augusto Moura de Oliveira, treinador da seleção feminina do Haiti  

Ricardo Perlingeiro, treinador das categorias de base da AS Roma

Diogo Giacomini, treinador do sub-17 do Atlético-MG

Comentários

Deixe uma resposta