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Fora Marcos Assunção, com suas cobranças de falta precisas, talvez seja Deola o principal destaque do Palmeiras na atual temporada. Com 27 anos de idade, 11 deles passados dentro do clube paulista, ele ratificou a história alviverde de grandes goleiros, iniciada com Oberdan Catani e que na última década teve em Marcos seu representante. Diante do Fluminense, na penúltima rodada do Campeonato Brasileiro, também deixou claro um traço atualmente raro de personalidade e caráter: a bravura de ser honesto.

Deola permaneceu virado de costas à arquibancada da Arena de Barueri que inflava gritos contra suas intervenções. Ignorou a pressão de palmeirenses que não admitiam que a equipe para a qual torcem pudesse triunfar e beneficiar um rival da capital – no caso o Corinthians – a levar vantagem e eventualmente conquistar o título nacional. Só foi aplaudido quando não conseguiu evitar dois gols dos cariocas.

“Me senti um lixo, mas lixo é uma palavra muito forte. Nunca tinha passado por isso na minha vida. Foi constrangedor. Prefiro pensar que quem foi xingado foi o goleiro do Palmeiras. Sabia das minhas obrigações e fiz o meu melhor”, desabafou, após o apito final.

“Se a verdadeira torcida do Palmeiras já tinha um conceito sobre o Deola, agora tem que elevar muito mais este conceito”, acrescentou Luiz Felipe Scolari, enaltecendo a postura de seu comandado.

Com uma formação ligada diretamente ao Palestra Itália, certamente, em algum momento, Deola teve contato com Maria Cristina Nunes Miguel. Psicóloga das categorias de base do clube, ela realiza um trabalho integrado com uma das referências da área – Regina Brandão, parceira de Felipão desde os tempos de seleções brasileira e portuguesa.

Ambas são amigas e não raro efetuam produções e trabalhos em parceria. No Palmeiras, Maria Cristina procura preparar os jovens para que eles cheguem ao grupo principal com comportamento, atitude e manutenção da motivação, cientes das oportunidades que estão tendo. Indiretamente, deve ter sorrido com a desenvoltura de um palmeirense da casa, para o qual copos de plástico soaram como medalhas.

“O comportamento e a disciplina fazem parte. Como a base do Palmeiras vem realizando esse processo desde cedo, percebemos que a postura dos nossos atletas, ao saírem do clube, é diferenciada. E acredito que a psicologia vem contribuindo muito nessa formação profissional, e não deveremos ter tantos problemas com atletas quanto tivemos no passado”, apontou Maria Cristina, nesta entrevista à Universidade do Futebol.

Além de falar mais sobre sua área de atuação, a profissional citou o diferencial que é o trabalho no Palmeiras B, qual a importância do ambiente familiar para o bom rendimento do atleta e de que modo pontua suas intervenções com os variados perfis de treinadores no departamento de formação.

Universidade do Futebol – Qual a sua formação e como ocorreu o seu ingresso no ambiente do futebol?

Maria Cristina Miguel Nunes – Sou formada em psicologia e posteriormente fui fazer pós-graduação em psicologia na FMU, com a Regina Brandão, a maior referência nessa área.

Sou mãe de atleta e tenho uma academia de natação em Pirassununga. Comecei a trabalhar com nadadores dentro dos moldes da psicologia esportiva.

Havia trabalhado também com o ballet, em uma academia, visando rendimento, atenção e concentração nessa modalidade. Desenvolvi algumas técnicas próprias e depois acabei aplicando na natação, até conhecer o trabalho da Regina, que orientou meu mestrado em Educação Física.

Durante esse período, ela foi convidada para atuar no Palmeiras. Fui para o Atlético-PR, a partir de uma assessoria dela, em 2006. O Tite a convidou para atuar com o departamento de futebol profissional, e ela me chamou para cuidar das categorias de base. Após a mudança da comissão técnica e com a saída da Regina, no fim de 2006, eu permaneci. Fiquei no profissional e no Palmeiras B, com o Caio Júnior e o Luís Carlos Cruz.

Posteriormente, já com o Vanderlei Luxemburgo, ele não queria uma assessoria direta, mas me pediu para permanecer atuando com os atletas. O mesmo ocorreu no período de trabalho do Muricy Ramalho.

Já com o Antônio Carlos os padrões eram outros, e ele preferiu trazer a Melissa, que já tinha trabalhado com ele – e eu fiquei somente com as categorias de base.

Agora com o Felipão, ele solicitou a presença da Regina Brandão para fazer algumas avaliações, e quando ele necessita de algo ligado somente ao comportamento dos atletas, em especial os provenientes dos times de baixo, eu sou requerida, apresentado materiais e protocolos.


 Amiga e companheira de função, Regina Brandão é sempre requerida nas comissões técnicas de Scolari

 

Universidade do Futebol – Quais as principais distinções de um trabalho psicológico realizado nas categorias de base de um clube de futebol, em comparação ao seu departamento profissional? Especificamente no Palmeiras, existe uma metodologia padrão entre as equipes?

Maria Cristina Miguel Nunes – As categorias de base se diferenciam muito do trabalho do profissional. Na base, as avaliações têm um diferencial: de 15 anos em diante, consigo fazer um mesmo protocolo de avaliação, traçando um diagnóstico de todas as capacidades psicológicas. Abaixo dessa faixa etária, o material é distinto, pois os jovens ainda estão em formação de personalidade.

O que desenvolvemos, com a autorização do treinador, são reuniões semanais com os atletas (mais ou menos 30 minutos), nas quais eu ensino manejo do pensamento positivo, desenvolvimento de atenção e concentração, treinamento mental, visualizações, além de técnicas de curas mentais.

Também trabalho com ginástica artística em São Caetano. Quando os atletas se lesionam, eles desenvolvem o treinamento e principalmente o trabalho da cura mental por imagem.

Procuro mostrar no futebol, um trabalho coletivo, a importância desse trabalho na fisioterapia, o que acelerará o processo de recuperação. Comprovo isso por intermédio da ginástica.

Universidade do Futebol – O que seria esse tratamento de imagem de cura?

Maria Cristina Miguel Nunes – É uma técnica da psicologia clínica que eu adaptei ao esporte, de uma maneira geral. Ela se chama imagem de cura, do Epstein, psiquiatra americano com uma literatura consolidada.

Montei um caderno de orientação no qual os atletas vão imaginar, em um processo de recuperação de uma distensão, por exemplo, um músculo sadio e um músculo machucado. Eles percorrerão as imagens, um manejo imaginário, para acelerar o processo de reabilitação.

Tudo aquilo que você pensa, o cérebro cria um padrão de realidade. E o estímulo de recuperação por células boas, com uma oxigenação profunda, acaba se refletindo nos tecidos, na massa óssea, nas cartilagens e em todo o nosso organismo.

A aplicação em atletas do departamento de futebol profissional depende da orientação da fisioterapia. Mas já há um contato, com um caderno de inst
ruções, para se efetuar esse procedimento.

Universidade do Futebol – Já foi comentada sobre a relação pessoal existente entre você e a Regina Brandão. De maneira mais abrangente, como se dá a integração, na área da psicologia, entre os departamentos principal e de formação?

Maria Cristina Miguel Nunes – Regina e eu somos amigas e trabalhamos e escrevemos sempre algumas coisas juntas. Nossa integração é muito boa, todo o material desenvolvido por uma geralmente passa pela outra, e procuro preparar os jovens para chegarem ao grupo principal com comportamento, atitude, manutenção da motivação, mostrando as oportunidades que eles estão tendo.

Costumo dizer que os degraus da escada são muitos, e que essa transição é apenas o primeiro. E muitas vezes é preciso descer um degrau para, mais à frente, subir dois. Não pode haver frustração quando o atleta, que já treinou entre os titulares do grupo principal, é requisitado pela base para ajudar em alguma competição específica.

Há processos específicos em vários campeonatos, seja time B ou júnior. E o comportamento tem de ser sempre exemplar, especialmente por aqueles que já tiveram uma oportunidade desta, sem deslumbramentos.

O Gabriel Silva, por exemplo. Começou conosco, subiu para o profissional, se firmou entre os titulares, vem jogando, e de tempos em tempos passo por lá para conversar com ele. Ele apresenta uma postura muito boa, mas sempre procuramos acompanhar o desenvolvimento. Essa integração ocorre o tempo todo, apesar das dificuldades por conta da rotina, dos treinos, jogos e viagens.


Enquanto Daniel Lovinho, destaque da base, acabou emprestado para equipes menores, Gabriel Silva (vermelho) se firmou entre os titulares do time principal
 

Universidade do Futebol – Você citou o caso do Gabriel Silva, que foi criado dentro do ambiente do Palmeiras. E em relação aos atletas provenientes de outros Estados, de outras culturas, há um tratamento especial a eles?

Maria Cristina Miguel Nunes – Hoje está mais difícil manter um contato direto com os profissionais, por conta do estilo de trabalho do Felipão e da rotina deles. Mas na base, todos que chegam ao Palmeiras passam pela avaliação e pelas constantes orientações, em grupo. Individualmente, sempre me coloco à disposição. Em alguns casos, porém, é o próprio treinador quem nos solicita alguma intervenção.

Durante treinamentos e jogos, procuro estar presente. Observo atitudes, passes errados, acertos, boa condução da posição de jogo, as atitudes com árbitros, companheiros, adversários, etc. E todas essas situações são analisadas em médio prazo, e caso se repitam, eu chamo determinado atleta para uma conversa e efetuo alguma técnica de controle em relação a esse tipo de comportamento.

Quando não posso acompanhar o campeonato de determinada categoria, o técnico daquele grupo é quem me passa as particularidades especiais dos atletas.

Universidade do Futebol – O Scolari, no profissional, é um treinador que sempre primou pelo bom relacionamento com seu grupo de atletas, valorizando questões emocionais e de sociabilização. Nas categorias de base, você consegue identificar perfis parecidos dos comandantes? Como adaptar sua linha de ação a essas especificidades?

Maria Cristina Miguel Nunes – Há grandes diferenciações, sim, e é bem possível perceber. Alguns dão abertura, até para melhorar a própria capacitação de fala, nas palestras antes dos jogos.

O que procuro fazer, porém, é trabalhar o grupo dos jogadores, para que eles aprendam a lidar com qualquer uma das personalidades dos técnicos com os quais eles irão atuar ao longo da carreira.

Na categoria sub-14, o técnico possui um linguajar e uma atitude que difere muito do sub-15, e este difere mais ainda do sub-17, assim como não há comparação com o sub-20.

Coloco para o treinador a necessidade e a importância de conhecer o material psicológico, e solicito que ele faça a mesma avaliação. Ao fazer, quando efetuo a devolutiva para ele, tracei a sua personalidade, com as devidas orientações.

A partir daí, com o perfil em mãos, posso me dirigir aos jogadores para adequar o comportamento diante do treinador em questão.

Universidade do Futebol – Atualmente no futebol, o ingresso de jovens atletas no ambiente profissional acontece de maneira precoce, sujeitando-os aos holofotes midiáticos de maneira prematura. Como a psicologia pode atuar nessa construção da imagem diante de um processo de espetacularização?

Maria Cristina Miguel Nunes – Sempre aponto que eles não atingiram todos os objetivos da vida. E que se eles se deslumbrarem com esse pequeno passo profissional, podem ser taxados. A mídia irá taxá-los. É necessária uma atitude para que não se torne um jogador problema.

Usei aquele caso do Neymar, após atrito com colegas de time e comissão técnica, para abordar a questão. Tivemos no Palmeiras em 2007 um jogador muito jovem que se deslumbrou demais e não havia meios para mostrar para ele que tal comportamento gerava atitudes contra ele mesmo.

Ele foi sendo punido por treinador, diretoria, e a qualidade do futebol dele acabou. O comportamento e a disciplina fazem parte. Como a base do Palmeiras vem realizando esse processo desde cedo, percebemos que a postura dos nossos atletas, ao saírem do clube, é diferenciada. E acredito que a psicologia vem contribuindo muito nessa formação profissional, e não deveremos ter tantos problemas com atletas quanto tivemos no passado.

Com aquele profissional que vem de fora, com conceitos arraigados, é bem mais difícil lidar. É necessário ter um bom empresário, familiares conscientes, para auxiliar nesse processo.

Fazemos também reuniões periódicas com as esposas dos atletas profissionais, e a partir delas, conseguimos resultados muito bons – na base, o contato é com a família.

Universidade do Futebol – Qual a importância do ambiente familiar para o bom rendimento do atleta dentro de campo? O que o clube pode fazer para garantir uma atmosfera familiar favorável ao jogador?

Maria Cristina Miguel Nunes – Procuramos sempre mostrar que o atleta não pode ser visto como um cifrão pela família. Para ele se tornar essa “salvação financeira”, a família tem que colaborar com todas as atitudes dele.

Solicitações de dinheiro, com muita pressão, não são positivas. Mesmo quando a família está distante, enviamos orientações para que os problemas de casa cheguem apenas minimizados ao jovem.

E quando o jogador vem até a mim com essa reclamação, de que não está conseguindo render por conta de problemas caseiros, tenho que realizar algumas intervenções para isolar a mente dele dessas adversidades e focar a atenção no trabalho de campo – é uma técnica da psicologia clínica, adaptada ao esporte.

A maioria deles consegue êxito nesse processo de segregação. A possibilidade de ganhar mais dinheiro, com melhores contratos, e por consequência beneficiar os parentes, é trabalhar com mais afinco, evitando lesões por conta de pressões emocionais. Temos que ser até um pouco mais cruéis às vezes, explicitando essa realidade.

Os atletas vão sendo orientados para tentar mudar, especialmente aqueles na faixa dos 18 anos, que querem logo tirar a carteira de motorista e comprar um carro de marca. E vivenciamos casos tri
stes, como o do César e o do Alemão.

Cito até o Edmundo, que passou pela “casa”, e com quem trabalhei. Ele me revelou que se deslumbrava no início da carreira, e como perdeu oportunidades na vida por causa desse comportamento.

Houve um período em que muitos jogadores do Palmeiras nos auxiliavam no setor de Serviço Social, em conversas com os garotos, funcionando como exemplo e referência. Hoje, por causa da incompatibilidade de agendas, é mais raro esse contato.


Apelidado de “Animal”, Edmundo trabalhou com Maria Cristina e revelou prejuizos em sua carreira por conta de mau comportamento 

 

Universidade do Futebol – Por se tratar de um espaço para jovens que estão de olho no departamento de futebol profissional e de atletas que estão tentando retomar sua carreira, o time B denota algumas particularidades. O seu trabalho com os atletas do Palmeiras B também é diferenciado?

Maria Cristina Miguel Nunes – Hoje, o nosso time B é basicamente sub-23, sem jogadores mais velhos do que isso. Ano passado contamos com o Osmar, por exemplo, que reforçou o grupo e disse que queria jogar e ganhar ritmo.

Mas há um sofrimento emocional muito forte. Principalmente com aquele jogador que esteve no elenco principal e teve que “descer”.

Costumo, através da avaliação, mostrar para o atleta a análise de cada um dos itens que ele preencheu, devolvendo diretamente. O que vai para o técnico é meramente uma análise geral. As falhas e os apontamentos de solução são individuais, o que cria um comprometimento com o paciente.

Trabalhando bem dentro de campo, é possível que ele tenha uma nova chance no elenco do qual já fez parte, como o próprio Felipão realizou nas rodadas finais do Campeonato Brasileiro.

Procuro motivar, mostrando que as chances podem aparecer, minimizando a sensação de “exclusão” conferida pelo time B.

Universidade do Futebol – Alguns atletas ainda olham para a psicóloga com um pouco de descrença, temerosos de que uma eventual crítica exposta nessa consulta possa ser levada à comissão técnica ou à diretoria?

Maria Cristina Miguel Nunes – Como trabalhamos de maneira continuada, essa sensação não existe, mesmo para o jogador novo. Quando trabalho com o grupo e me coloco à disposição para atendê-los, é certo que ninguém irá se pronunciar e marcar uma reunião comigo perante os companheiros. Mas muitos me procuram posteriormente.

Universidade do Futebol – Para o trabalho de detecção de líderes, a psicologia esportiva realiza alguma intervenção particular?

Maria Cristina Miguel Nunes – Nós fazemos o sociograma. Com o resultado, passamos para a comissão técnica e para os jogadores. O grupo geralmente decide um ou mais líderes, muitos dos quais não têm perfil para tal. A partir daí, realizo um trabalho com esses atletas em potencial.

Todos esses selecionados fazem um esforço para mudar a linguagem. Pego algumas palavras-chave e procuro adaptar ao vocabulário deles. Mas o técnico mesmo define um capitão e um líder, que é repassado a mim para um trabalho individualizado.

O que nos interessa é um bom trabalho dentro de campo – e é o que eu debato com os atletas. Não importa quem irá liderar, gritar ou agir: o melhor de cada um é que está colocado em questão.

Universidade do Futebol – Em se considerando o período de formação do caráter e da orientação sexual mais latente, como a homossexualidade é tratada dentro das categorias de base do clube?

Maria Cristina Miguel Nunes – Como temos um departamento social muito bem equipado, realizamos um programa de trabalho referente às orientações sexuais. Uma equipe de fora é chamada para tratar do assunto.

Neste ano, um sexólogo efetuou todas as abordagens para as equipes de base, com abertura aos profissionais da comissão técnica.

Nossa preocupação é que haja respeito à pessoa, independentemente da orientação sexual à qual ela foi conduzida. O futebol está acima disso. Assim como está de questões envolvendo alcoolismo, drogas, etc.

Individualmente, tive pessoas que me procuraram, conversamos sobre o assunto, e o diálogo foi o mesmo. Por se tratar de um ambiente machista e cheio de brincadeiras, procuramos mostrar que o atleta deve ser respeitado como pessoa.
 

Thais Toledo, assistente social do Palmeiras
 

 

Universidade do Futebol – Em seu trabalho de mestrado, a senhora analisa as emoções vivenciadas por jogadores no momento anterior a competição, denominado pré-competitivo. Conte-nos um pouco mais sobre sua dissertação.

Maria Cristina Miguel Nunes – A tese surgiu de uma necessidade quando estava com a Regina fazendo uns estudos sobre a seleção masculina de basquetebol. Vinha direcionando minha análise para emoções, e acabei delimitando a fronteira do período prévio às competições.

A coleta de dados partia de uma pergunta aberta: “o que você sente no momento antes do jogo?”. A partir das respostas, criamos nove categorias emocionais, e checamos a comparação por experiência.

Classificamos as categorias e percebemos repetição de respostas em apenas seis categorias no grupo principal, enquanto sentidos de pressão, sensação de ansiedade prévia, etc., apareciam mais no time juvenil.
 

 

Emoções pré-competitivas em atletas de basquetebol
 

 

Universidade do Futebol – Quais são as novas tendências da psicologia do esporte aplicada à modalidade e o que se pode esperar dessa área no Brasil?

Maria Cristina Miguel Nunes – A psicologia do esporte está crescendo muito no Brasil, com cada clube tendo sua metodologia de avaliação. Mas vejo que o mito que havia faz alguns anos, de que psicólogo só trata louco, que tem de resolver as questões clínicas, está sendo extinto.

Hoje, a visão de que a psicologia é aplicada mesmo para rendimento, subordinada à comissão técnica, que é quem determina a linha de trabalho, está consolidada.

Muitos clubes, porém, estão exercendo esse trabalho de maneira efetiva na base, mas não no departamento principal. Percebemos muitos técnicos achando que essa área não é relevante, ou que são auto-suficientes, abdicando do psicólogo. Outros técnicos, porém, são diferenciados, como o Felipão, que quando percebe a necessidade, busca nosso suporte.


Com sua “família”, Scolari faturou a Copa do Mundo de 2002; hoje no Palmeiras, tenta repetir o sucesso com seu perfil aglutinador

 

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