Universidade do Futebol

Entrevistas

16/01/2015

Miller Gomes, treinador de futebol

Falta de gestão desportiva, uma organização interna problemática e baixa qualificação profissional dos dirigentes. O tripé administrativo nevrálgico que impede o desenvolvimento do futebol não se limita ao Brasil, apenas. Em Angola, a situação é exatamente a mesma.

O diagnóstico foi feito por alguém com espírito vencedor e entendimento das interrelações da modalidade: Miller Gomes. Atleta profissional até os 28 aos, ele decidiu logo cedo abraçar a carreira de treinador. E, para tal, percebeu a necessidade de adquirir conhecimentos que lhe permitissem “poder ensinar da melhor maneira”.

O profissional migrou para Portugal e iniciou os estudos naquele país. Em 2010, concluiu o curso de Treinadores UEFA B pela Federação Portuguesa de Futebol, tirando na sequência a licença de treinadores CAF (Confederação Africana de Futebol).

Em meio ao processo, conciliou e reforçou experiências práticas, fazendo vários estágios técnicos em clubes europeus – tanto com equipes principais, quanto em departamentos de formação de atletas. Jupp Heynckes, Trappatoni, Antonio Camacho, José Mourinho, Alex Ferguson e Diego Simeone foram alguns dos procurados.

“Sou de opinião de que quem sabe ensina bem, mas quem sabe também aprende melhor, então nessa perspectiva reforça a necessidade e importância de uma melhor formação de todos os profissionais”, avalia.

Para Gomes, o futebol é um “misto de tudo”: “uma conjugação de vários elementos como a virtude, competências, sorte, contextos, momentos, enfim. O treinador top é aquele que chega ao êxito e depois consegue sustentar esse êxito”, completa o angolano, amante de treinamentos baseados em três pilares fundamentais: a Planificação, a Metodologia e a Pedagogia.

Campeão Angolano da temporada passada, Gomes acumula em sua trajetória a gestão técnica de campo da Seleção Sênior Feminina, por dois anos. E lá, como cá, as adversidades ligadas ao ambiente feminino também são diversas.

“Penso que deve haver uma maior preocupação e investimento na formação, a todos os níveis, incrementando medidas reguladoras e normativas para todos os agentes desportivos intervenientes no processo de formação e desenvolvimento do futebol no país”, acredita o treinador.

Nesta entrevista à Universidade do Futebol, ele fala ainda sobre os desafios de se trabalhar na África, quais as lacunas para desenvolver crianças e jovens em seu país e quais são seus próximos passos.

Universidade do Futebol – Conte-nos um pouco sobre sua formação e trajetória profissional.

Miller Gomes – Quando terminei a carreira como atleta profissional (aos 28 anos) decide abraçar a carreira de treinador, logo senti a necessidade de adquirir conhecimentos que me permitissem poder ensinar da melhor maneira. Daí ter ido a Portugal e fazer o curso de nível 1 no ano de 2001. Pela ABTF fiz também formação para treinadores em 2007. Em 2010 conclui o curso de Treinadores UEFA B pela Federação Portuguesa de Futebol. Em 2013 tirei a licença de treinadores CAF (Confederação Africana de Futebol) Ato continuo a este processo, vou conciliando e reforçando com experiências praticas fazendo vários estágios técnicos em vários clubes europeus junto das suas equipes profissionais e também de formação (Escalão de Base), nomeadamente Sport Lisboa e Benfica com Jupp Heynckes/, Trappatoni e Antonio Camacho, no Chelsea com Jose Mourinho, no Manchester United com Alex Ferguson, no Atletico de Madrid com Diego Simeone.

Quanto à minha trajetória, comecei em 1998 nos escalões de base primeiro com adjunto e depois como principal. Depois fui chamado para a equipe profissional na condição de adjunto (2000). No ano seguinte passei para Treinador Principal do Benfica de Luanda durante dois anos (2001 e 2002). Ainda em 2002 fui convidado para a Seleção Sênior Feminina onde fiquei dois anos.

Entretanto em 2003 fui para o Petro Atletico de Luanda como Adjunto (acumulava com a função de selecionador feminino) e fiquei dois anos. De 2005 a 2007 fui treinador adjunto no clube 1º de Agosto. No ano de 2008 passei a treinador Principal do Petro Atletico do Huambo. Em 2009 fui convidado para coordenador o futebol jovem do Recreativo do Libolo e no ano seguinte recebi o convite para as Seleções Nacionais de base sub 20 (2010 e 2011).

Em 2012 e 2013 passei a treinador Principal do Petro Atletico de Luanda (Vencedor da Taça de Angola e Super Taça). A meio da temporada de 2013 assumi o comando do Recreativo do Libolo, por quem me sagrei Campeão Nacional em 2014.

Universidade do Futebol – Como está organizado o calendário do futebol Angolano? Quais as principais pontos positivos e negativos frente ao cenário africano?

Miller Gomes – O principal campeonato do futebol angolano é denominado de Girabola, participam 16 equipes. Normalmente as duas primeiras qualificam para a Champions League de África e as duas finalistas da taça de angola vão representar Angola na taça das taças (taça Nelson Mandela). No final descem as três últimas classificadas (rebaixamento) que dão lugar a três que se qualificam de um campeonato chamado "Segundo na" que alberga três series de 10 ou 12 equipes (sobe de divisão a primeira de cada serie)

O Girabola Começa normalmente em fevereiro (com a realização da super taça) e se estende ate Novembro (com a realização da final da taça de angola a 11 de novembro/data da Independência de Angola).

Diante do cenário africano, penso que o ponto negativo prende-se com o fato do seu inicio coincidir com as fases de qualificação (pré-eliminatórias) para as competições internacionais, onde apanha as nossas equipes sem ritmo competitivo. Outro ponto negativo prende-se com o fato do defeso (pausa de uma temporada para outra) ser de aproximadamente dois meses… O retorno aos treinos merece sempre da parte das equipes técnicas avaliações profundas e necessidade de maior tempo de pré-temporada visto que os atletas regressam muito fora dos padrões (alguém consegue manter a forma estando dois meses inativos?)

Penso que o ponto positivo pode ser o fato de em caso de qualificação de uma equipe angolana presente nas competições africanas a uma fase final apanha ainda o período competitivo, ao contrario de alguns países que neste período os seus campeonatos estão já na sua fase final ou em período de defeso mesmo.


Problemas com calendário e gestão esportiva? A realidade "brasileira" também se mostra presente em Angola

 

Universidade do Futebol – Sabe-se que um dos principais fatores para que uma equipe tenha sucesso é a montagem correta do elenco. Como você planeja e executa este processo junto à diretoria?

Miller Gomes – O nosso contexto ainda não é semelhante a muitas realidades, onde existem equipes técnicas formadas. Aqui muitas vezes o treinador encontra já uma estrutura montada (em alguns clubes e dependendo do status do treinador). Mas começa a mudar, aos poucos já ha uma maior aceitação por parte da diretoria em aceitar equipes técnicas montadas pelo treinador principal, mas na maior parte dos casos há um casamento entre as partes (aqueles que o treinador traz com os que já encontra). No meu caso particular, sempre procuro avaliar quem lá encontro, mas apresento as minhas ideias e propostas e decidimos em conjunto

Universidade do Futebol – Como você realiza a periodização e o planejamento da sua equipe? Quais metas você estipula para os jogadores e como as cobra ao longo da temporada?

Miller Gomes – Embora o nosso contexto e realidade nos condicione muitas vezes o cumprimento de planos e programas previamente traçados, reconhecendo que hoje e cada vez mais a organização do treino de uma equipe responde a um complexo processo metodológico e pedagógico que têm como finalidade a obtenção resultados. Obviamente que partimos sempre do principio de que devemos obedecer aos princípios do treino com respeito ao processo de aplicação das cargas, suas oscilações (alternâncias e variações) de volume e intensidades. Para nós, que apesar de não termos uma temporada intensa nem muito densa (quantidade de jogos reduzida) ela é muito extensa (10 meses/30 jogos) e muito irregular. Só para exemplo, tanto podemos fazer 4 jogos em 15 dias como podemos em duas semanas só fazer 1 jogo e a competição parar para atender a seleção nacional. Para agravar a situação muitas das paragens não estão programadas no calendário. Aquela ideia que se tem de que a periodização e o planejamento determinam o rendimento durante a temporada pode não ser uma boa tese para a nossa realidade, entretanto considero que elas sejam fases crucias e que influenciam no rendimento, na consistência e qualidade de jogo.

A operacionalização do "meu" processo de treino centra-se, sobretudo na componente "táctica" objetivando a forma de jogar, sob orientação do modelo de jogo (a minha ideia de como quero que a equipe jogue) ajustando cargas e intensidades ao objetivo fulcral do treino (unidade de treino).

Procuro sempre colocar metas um pouco acima daquilo q são as nossas expectativas, procuro promover a auto superação, obviamente diante de possibilidades realistas. Por exemplo, num Ciclo de "N" jogos obtermos "X" pontos, assim a cobrança é implícita e ha um comprometimento com o objetivo em longo prazo. Desta forma não só aferimos os objetivos e metas "imediatas", como também ajuda a revisar, avaliar e reformular se necessário todo um processo. Na verdade desta forma entendo que mais facilmente se regula a temporada e se consegue ter os atletas mais focados e centrados…


"Operacionalização do ‘meu’ processo de treino centra-se, sobretudo, na componente ‘táctica’ objetivando a forma de jogar", explica Gomes

 

Universidade do Futebol – Como se desenvolvem seus treinos? Quanto tempo duram as atividades? Qual metodologia você utiliza para desenvolver seu modelo de jogo?

Miller Gomes – A dinâmica é a tônica principal. O tempo de duração das atividades são variáveis. Obviamente que tem muito a ver com o tipo de microciclo, a proximidade do jogo, a ausência ou não de competição, desde que não se entre para o campo da saturação ou níveis elevados de fadiga no período competitivo. Perante as grandes exigências que o futebol nos impõe, hoje o treina-nos leva a um único objetivo: Ganhar.

A ambiguidade do jogo de futebol obriga ao treinador encontrar os melhores métodos para se atingir a vitória, através do processo do treino.

Universidade do Futebol – No Brasil, há uma discussão importante a respeito da validade e da eficiência da concentração dos jogadores antes dos jogos. Para você, qual é importância da concentração? Você se utiliza deste recurso?

Miller Gomes – Na nossa realidade não só é uma norma como se apresenta de extrema importância, por muitas razões. O nosso contexto não pode ser dissociado das questões socioculturais, se entendermos que a "Concentração" permite ao atleta estar mais próximo do grupo, focado na responsabilidade por fazer parte do jogo, permitindo ficar alheio ou pelo menos distante de qualquer ambiente desfavorável (festas, falta de energia, questões familiares, atrasos ao jogo, etc.), emprestando na maior parte das vezes maior rigor, normas e cumprimentos de dietas especificas para um jogo, fazendo com que o atleta descanse mais e melhor para encarar o jogo.

Pelo fato dos nossos atletas não apresentarem ainda um elevado grau de maturidade e profissionalismo, a "Concentração" vem na verdade regrar condutas e comportamentos, acabando por ser uma pratica corrente aqui no nosso país o uso deste recurso.


Para Gomes, aambiguidade do jogo de futebol obriga ao treinador encontrar os melhores métodos para se atingir a vitória, através do processo do treino

 

Universidade do Futebol – Você também foi treinador de categorias de base no futebol angolano, poderia nos contar como este setor estratégico para o desenvolvimento do futebol está estruturado em Angola? Quais as principais dificuldades de se trabalhar com o futebol de crianças e jovens em seu país?

Miller Gomes – Em Angola o futebol nas categorias de base apresentam lacunas gritantes que de certa maneira comprometem o seu desenvolvimento. Não existe competição organizada e devidamente estruturada antes dos 13 anos. Nesta faixa etária os clubes realizam alguns torneios esporádicos. De forma Oficial podemos dizer que existe a competição dos Iniciados (13 e 14 anos), Juvenis (15 e 16 anos) e Juniores (17,18 e 19 anos). Existem os campeonatos provinciais que classificam para o campeonato nacional. Devido à escassez de clubes em algumas províncias e muitas das vezes por razoes organizativas, ha províncias que não participam destas atividades.

Para se perceber esta questão, temos de conhecer a realidade sócio desportiva. As condições de uma maneira geral não são as mais adequadas, sobretudo ao nível de infraestruturas. Campos pelados (areal) na sua maioria, material ou equipamentos insuficiente ou proveniente do escalão superior, balneários inexistentes, enfim, são um sem numero de situações que em nada abonam o desenvolvimento.

Ha razões que por serem estruturais acentuam as dificuldades, como por exemplo, as distancias percorridas pelas crianças por escassez/ausência de transportes públicos de e para o treino. Outra questão que preocupa é o horário que estas crianças começam o treino ser muito cedo (6h30 ou 7h00 da manha), a falta de acompanhamento por parte das famílias

Felizmente começa a despontar uma nova era que de certa maneira vem ajudar a mudar o quadro interno. Nascem Academias, onde as crianças encontram outro tipo de condições, clubes começam a transformar as suas politicas desportivas e desenvolvem parcerias com clubes estrangeiros com outras dinâmicas e dimensão desportiva.

Outra dificuldade e bem relevante prende-se com o fato de não haver uma sincronização com a matriz escolar por forma a haver um alinhamento único das idades ao período de aulas, ou seja, ha meninos de determinada idade num período e outros com a mesma idade em período completamente diferente dificultando desta forma tornar o mais abrangente possível o leque de escolha.

Universidade do Futebol – Outro trabalho realizado por você foi com a seleção de futebol feminino de Angola, poderia nos contar um pouco mais sobre esta experiência? Como está o desenvolvimento da modalidade em Angola e na África como um todo?

Miller Gomes – Foi sem sombra de duvidas uma experiência única. O treino com "mulheres" desperta também outro interesse, muito pelo fato de encontrar nelas grande motivação para aprender. É verdade que requer mais tempo e muito mais paciência. Acima de tudo tem de se estabelecer uma relação de cumplicidade e de confiança. Precisamos ter outra sensibilidade também.

Fomos participar no CAN da Nigéria em 2002 e as condições eram precárias no local da competição, desde as técnicas ate à logística, o que nos obrigou a sermos nós a confeccionar a nossa alimentação e fomos Nós os Homens (Equipe técnica, Dirigentes e outros colaboradores) quem "entrou em campo" para fazer as compras e ate mesmo cozinhar, quando ate podíamos aproveitar o fato de elas serem mulheres.

Infelizmente o futebol feminino em Angola não tem o suporte oficial dos clubes. São grupo de meninas que Alguém "Carola" é dono da equipe e desenvolve a atividade, arranjando condições mínimas para as meninas treinarem e jogarem. As competições não são uma constante e não obedece a um calendário rigoroso, é flexível tendo em atenção o contexto.

O momento atual do futebol feminino é muito pobre, de extinção quase. Só em Luanda tínhamos cerca de 30 equipes hoje está reduzida a quatro ou cinco equipes e nada mais. Havia campeonatos Nacionais, realizados em regime de concentração por um período de duas semanas e participavam entre 14 a 16 equipes… Tudo morreu

Penso que tivemos um crescimento muito bom entre 2001 e 2004, com equipes boas e que alimentavam a seleção Nacional. O quadro atual é desolador, não ha desenvolvimento, ao contrario de alguns Países Africanos que têm vindo a evoluir, marcando presença em competições internacionais. Mesmo não sendo explicito, sinto que ha algum preconceito ainda relativamente ao futebol feminino.


Profissional que buscou qualificação em Portugal, Gomes revela: "momento atual do futebol feminino em Angola é muito pobre, quase de extinção"

 

Universidade do Futebol – Há alguns anos as seleções africanas tem se desenvolvido no futebol mundial, contudo, estas equipes ainda não atingiram o potencial que delas se espera. Em sua opinião, quais as principais razões para a evolução vista até o momento e quais os fatores que limitam estas seleções de atingirem o topo do futebol mundial?

Miller Gomes – O principal fator condicionante e determinante de limitação para um êxito mais acelerado e acentuado em minha opinião é a falta de gestão desportiva, a débil organização interna e a falta de profissionalismo por parte daqueles que dirigem. Outra razão prende-se com o fato dos projetos de desenvolvimento não serem conclusivos por falta de acompanhamento, obviamente devido à falta de preparação de quem de direito.

As principais razoes para esse desenvolvimento tem sido a maior visibilidade que África hoje representa para o mundo e por via disso algum investimento estrangeiro a ser feito em alguns países. A maior abertura hoje faz com que mais e competentes profissionais circulem pelo espaço Africano promovendo não só a transmissão do conhecimento como a partilha de informação.

Universidade do Futebol – Falando especificamente do futebol Angolano, para você, quais as principais medidas que devem ser tomadas para que o futebol angolano possa se desenvolver? Qual a importância da melhor formação dos profissionais do futebol neste contexto?

Miller Gomes – Penso que deve haver uma maior preocupação e investimento na formação, a todos os níveis, incrementando medidas reguladoras e normativas para todos os agentes desportivos intervenientes no processo de formação e desenvolvimento do futebol no País. Ainda nas medidas para o desenvolvimento posso acrescentar a necessidade de aumento da pratica desportiva em vários quadrantes: desde o informal (futebol de rua) com a criação de espaços para os jogos recreativos, criar condições para o ressurgimento do desporto escolar (educação física como disciplina curricular, escolas primarias e secundarias apetrechadas para o efeito). Outra medida importantíssima prende-se com a questão do controle efetivo da adulteração das idades que como sabemos é um fator impeditivo de crescimento e desenvolvimento no desporto, por uma lado condiciona a evolução daquele que adultera e por outro lado limita a ascensão daquele que esta no escalão certo.

Esse investimento de que falo vai permitir o treinador se capacitar e orientar melhor, assim como vai ajudar o dirigente a perceber melhor a complexidade desse fenômeno que é o futebol.

Sou de opinião de que quem sabe ensina bem, mas quem sabe também aprende melhor, então nessa perspectiva reforça a necessidade e importância de uma melhor formação de todos os profissionais.


Simenone, Mourinho, Ferguson… Para Gomes, desafio do "treinador top" é chegar ao êxito e depois se sustentar por lá

 

Universidade do Futebol – Você esteve com alguns dos maiores treinadores do mundo nos últimos anos. Em sua opinião, o que torna estes treinadores diferentes? Quais conhecimentos e competira poder ser considerado top?

Miller Gomes – O futebol é um misto de tudo… Uma conjugação de vários elementos como a virtude, competências, sorte, contextos, momentos, enfim. O treinador top é aquele que chega ao êxito e depois consegue sustentar esse êxito. É verdade que tive a oportunidade de viver varias experiências, todas elas singulares e importantes para o meu crescimento. Penso que no fundo todos são diferentes, cada um com o seu perfil, com o seu carisma, cada um com o seu conceito e ideias de jogo, mas para aquilo que é o treino, todos comungam dos mesmos princípios, que assentam em três pilares fundamentais e elementares: A Planificação, a Metodologia e Pedagogia do treino. Depois todo o resto é o feeling de cada um, o conhecimento que tem do clube onde esta e dos seus atletas ou ate mesmo o tipo de relacionamento com estes pode ser determinante e fazer toda diferença.

Leia mais:
Especial: a importância da formação do treinador de futebol
Especial: a importância da formação do treinador de futebol – parte II 
Especial: a importância da formação do treinador de futebol – parte III 
Especial: a importância da formação do treinador de futebol – parte IV 
Especial: a importância da formação do treinador de futebol – parte final                                         
Marcelo Martins, preparador físico do Bayern de Munique
 
Francisco Navarro Primo, treinador da base do Valencia  
Pedro Boesel, gestor financeiro
Emily Lima, treinadora da seleção brasileira sub-17
João Burse, técnico do Mogi Mirim sub-20
Mariano Moreno, diretor da escola de técnicos da Espanha
Núcleo de Futebol da Faculdade de Motricidade Humana 

Posts do autor 
Sobre Universidade do Futebol

A Universidade do Futebol é uma instituição criada em 2003 que estuda, pesquisa, produz, divulga e propõe mudanças nas diferentes áreas e setores relacionados ao universo do futebol.

Comentários

Deixe uma resposta