Universidade do Futebol

Entrevistas

13/06/2014

Milton Mendes, treinador de futebol

Milton Mendes é um dos treinadores da atual geração que foge um pouco à regra. É ex-jogador da modalidade como muitos, mas construiu sua carreira de técnico no exterior e, mais de dez anos depois na nova profissão, teve a sua primeira experiência no futebol brasileiro.

Após concluir o curso de certificação de técnico UEFA PRO e da pós-graduação para treinadores de elite, oferecidas pela entidade europeia, além de estágios com Van Gaal e José Mourinho, o profissional nascido em Santa Catarina trabalhou em clubes da 1ª divisão de Portugal, como o Marítimo, e times do Oriente Médio.

Veio ao Brasil para comandar o Paraná Clube no início deste ano. Porém, uma crise financeira do clube e a ausência de resultados imediatos no Campeonato Paranaense fizeram Milton Mendes deixar o cargo.

E, depois da tentativa de implantar no Paraná um método de trabalho europeu, ele afirma ter entendido que o cenário sócio-cultural ainda é um dos grandes entraves para algumas mudanças que o futebol brasileiro precisa sofrer.

“Diria que a grande virtude do futebol brasileiro é a sua dimensão / enquadramento social e cultural. Ou seja, é um jogo do país, em que os seus objetivos e as suas habilidades não precisam ser ensinadas às crianças, ao contrário de outros países onde passei. Por outro lado, poderá ser precisamente esse enquadramento social e cultural o maior problema do futebol brasileiro, pois ao contrário de países de uma dimensão mais reduzida (pelo menos futebolisticamente), aqui (no Brasil) se torna mais difícil alterar as mentalidades e a organização a vários níveis”, avalia Milton Mendes.

Quando se apresentou ao time paranaense, o treinador afirmou que buscaria a introdução de mudanças no padrão dos treinos e que era preciso levar a sério a parte tática no Brasil. Para ele, a alteração da metodologia tem um papel fundamental nesse crescimento.

“Apenas tentei deixar passar uma parte central da minha mensagem sobre o treinamento desportivo no futebol: que a componente tática é a nossa principal prioridade. Ela é a centralidade que nos permite organizar todas as restantes componentes em seu torno. Independente de outras componentes (por exemplo, a vertente física ou técnica) serem necessárias para atingirmos elevadas performances com as nossas equipes, nós temos de partir da ideia central do nosso modelo de jogo como aglutinadora do processo”, aponta.

Nesta entrevista exclusiva, concedida por email diretamente de Portugal, Milton Mendes ainda falou sobre a relação próxima do conhecimento científico, produzido nas Universidades, com o trabalho diário no futebol e quais os principais fatores que definem o resultado de uma partida. Confira:

Universidade do Futebol – Conte-nos um pouco da sua formação (acadêmica e profissional) e o que foi fazer agora na Europa após a sua saída do Paraná Clube.

Milton Mendes – Quando senti que poderia estar perto de concluir a minha carreira como jogador profissional de futebol, em Portugal, procurei iniciar a minha formação específica para vir a me tornar treinador. Iniciei, nessa altura, os níveis 1 e 2 dos cursos de treinador da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

Desta forma, foi quase natural a minha passagem para treinador em equipes portuguesas, pois correspondia a um desejo pessoal e também ao trajeto de formação que tinha iniciado anos antes. Trabalhando como auxiliar técnico na 1ª Divisão da Liga Portuguesa, fui tendo a possibilidade de continuar os restantes níveis da federação. Acabei por concluir o nível mais elevado (UEFA PRO) em 2009, que me dá a possibilidade de trabalhar num grande número de países em todo o mundo.

Contudo, este nível, que tem um número de horas equivalente a um grau de licenciatura, tem de ser renovado a cada três anos. Daí a necessidade de ter voltado novamente a Portugal, para participar no upgrade do nível UEFA PRO, mantendo a minha licença internacional de treinador válida por mais três anos.

O conhecimento científico é tão importante para a prática, como a prática é fundamental para suportar a investigação científica. Por isso, num fenômeno como o futebol, estas duas perspectivas terão de caminhar cada vez mais juntas, aponta Milton mendes

Universidade do Futebol – Como você se preparou para se tornar treinador? Como se atualiza em relação às novas demandas de treinamento e ideias de futebol?

Milton Mendes – Como lhe disse, nos últimos anos enquanto jogador profissional, comecei a pensar cada vez mais como um futuro treinador e fui avançando com a formação da UEFA que implica vários anos de investimento, pois cada um dos 4 níveis pressupõe cerca de um ano de formação e consequente estágio na prática.

Em Portugal, estes cursos de treinadores acabam por constituir um espaço vibrante de discussão sobre o jogo de futebol, e também sobre a metodologia do treinamento e tudo o que rodeia a preparação dos jogadores e das equipes.

Mas, além disso, fui-me juntando a uma rede de treinadores espalhada por todo o mundo, o que me possibilitou passar por experiências profissionais em diversos países, e também o contato com diferentes ideias e filosofias.

Essa rede de contatos deu-me um gradual acesso às mais diversas fontes de informação, desde o contato mais informal com centenas de treinadores de todos os níveis, até às fontes mais formais (como livros, revistas da especialidade, DVDs, etc.).

Universidade do Futebol – Você fez estágio com José Mourinho e Van Gaal. Conte-nos um pouco dessa sua experiência e o que poderia falar em relação a estes dois treinadores quanto aos seus treinamentos e a maneira de pensar o futebol de uma forma geral?

Milton Mendes – Sim, os estágios com esses dois treinadores foram momentos importantes da minha formação como treinador. Em primeiro lugar, pela possibilidade de ver as suas experiências práticas de construírem, através do processo de treinamento, os seus "modelos de jogo".

Mas, também porque a partir daí tive a convicção de que iria necessitar de recolher mais algumas experiências para ir gradualmente construindo a minha própria filosofia.

Portanto, sem copiar nenhum deles, não deixo de reconhecer que ambos me influenciaram (tais como muitos outros com quem trabalhei ou estagiei) a construir o meu "modelo de jogo", mas também o meu "modelo de treinamento". E, claro, reforçar algumas ideias quanto a dois outros documentos que me orientam no trabalho em qualquer clube que são o "modelo de jogador" e o "modelo de formação".

Independente de outras componentes (por exemplo, a vertente física ou técnica) serem necessárias para atingirmos elevadas performances com as nossas equipes, nós temos de partir da ideia central do nosso "modelo de jogo" como aglutinadora do processo, diz

Universidade do Futebol – No Brasil, cada vez mais se acirram as discussões acerca da capacitação profissional para exercer a função de técnico de futebol. De um lado, graduados em Educação Física prendem-se no conhecimento acadêmico para questionar treinadores que são ex-atletas profissionais da modalidade e que, por sua vez, os ex-atletas justificam a experiência prática adquirida como indispensável para o exercício da profissão. Qual é a sua posição em relação a esta questão?

Milton Mendes – Sou de uma opinião que é uma discussão relativamente sem sentido. De fato, mais importante do que defender um ou outro lado, o que devemos defender é a competência e o conhecimento.

Ora, considero que existam muitas vias para poder se adquirir um elevado conhecimento sobre o jogo, sobre os processos metodológicos relativos ao treinamento ou mesmo sobre a liderança e a gestão de equipes.

O meu percurso, que me levou a contatar diretamente com a vida de profissional de futebol, mas também com o lado mais acadêmico que orienta os cursos de treinadores da federação em Portugal, levam-me a considerar que podemos retirar ensinamentos válidos para a função de treinador tanto de um como do outro lado. Diria que, provavelmente, num futuro, essa será uma discussão cada vez com menos sentido.

Universidade do Futebol – Assim que você chegou ao Paraná, disse que "buscaria a introdução de mudanças no padrão dos treinos. Que no Brasil, temos os melhores jogadores de futebol do mundo. Mas é preciso levar a sério a parte tática e que a alteração da metodologia tem um papel fundamental nesse crescimento". Que tipo de mudanças você tentou propor no dia a dia dos treinamentos do Paraná e no futebol brasileiro de uma forma geral?

Milton Mendes – Apenas tentei deixar passar uma parte central da minha mensagem sobre o treinamento desportivo no futebol: que a componente tática é a nossa principal prioridade. Ela é a centralidade que nos permite organizar todas as restantes componentes em seu torno.

Independente de outras componentes (por exemplo, a vertente física ou técnica) serem necessárias para atingirmos elevadas performances com as nossas equipes, nós temos de partir da ideia central do nosso "modelo de jogo" como aglutinadora do processo.

Pela vivência que tenho enquanto jogador profissional, mas também pelo estudo enquanto treinador, considero que a maioria de razões explicativas de um resultado acabam por estar na vertente tática, afirma o treinador

Universidade do Futebol – Fala-se muito que os treinadores e os jogadores brasileiros são atrasado taticamente em relação ao futebol europeu, mas pouco se discute quais são estes atrasos. Na sua opinião, quais as principais diferenças na organização do jogo em nível tático? Seja ele individual, de pequenos grupos ou coletivo?

Milton Mendes – Não gostaria de entrar nesta questão de evidenciar que diferenças possam existir entre o Brasil e a Europa, até porque não conheço o trabalho de cada um dos treinadores. Apenas tenho a convicção de que é fundamental, seja no Brasil ou em qualquer outro país do mundo, que cada treinador veja e trabalhe a componente táctica como a linha mestra do seu processo de treinamento.

Em primeiro lugar porque o trabalho tático, tal como eu o entendo, não diz respeito apenas à organização geral da equipe, num qualquer sistema de jogo. Muito mais do que isso, vejo a componente tática como todo o trabalho em que o treinador está preocupado em melhorar o processo de "tomada de decisão" dos seus jogadores, seja num nível "micro" (por exemplo, a decisão de um determinado jogador sobre o seu próprio posicionamento ou sobre as ações a realizar com ou sem bola), seja num nível "meso" (por exemplo, as decisões relativas à interação entre os elementos de uma determinada linha, como a defensiva), seja a um nível "macro", como os grandes princípios do "modelo de jogo" e do sistema de jogo que estruturalmente lhe dá suporte.

Portanto, independentemente de lhe dizer que o futebol brasileiro está ou não neste caminho, digo-lhe que este é o meu caminho: a tomada de decisão (a dimensão táctica) é tão importante no futebol que a temos de tomar como prioritária!

O gesto técnico é muito importante, mas mais será se for devidamente acompanhado das noções relativas à sua utilidade no jogo. Por isso, os exercícios de treino terão de ser, em minha opinião, desde muito cedo, voltados para o resolver de situações de jogo e não apenas para a repetição dos gestos técnicos e/ou a evolução da condição física, analisa Milton Mendes

Universidade do Futebol – No Brasil, percebe-se um distanciamento significativo entre o conhecimento científico, produzido nas Universidades, e o conhecimento advindo do trabalho diário no futebol. Como você vê esta relação no país? Como ela acontece nos países europeus por onde teve passagem?

Milton Mendes – O conhecimento científico é tão importante para a prática, como a prática é fundamental para suportar a investigação científica. Por isso, num fenômeno como o futebol, estas duas perspectivas terão de caminhar cada vez mais juntas.

Em Portugal, onde me formei como treinador, esta proximidade é muito grande, pois são os principais investigadores do país que estão a comandar a formação de treinadores na Federação Portuguesa de Futebol, e os cursos contam com muitos ex-jogadores profissionais que não se contentam com um olhar puramente acadêmico sobre o jogo ou o treinamento. Querem tornar a teoria num assunto essencialmente aplicável, ou seja, prático.

Com base nesta experiência, digo que provavelmente faz falta no Brasil uma maior aproximação entre estas "duas faces da mesma moeda". Essa interligação deve sempre ocorrer, através das estruturas do futebol, entre os investigadores e aqueles que todos os dias pensam o futebol através da sua experiência.

Os estágios com o Van Gaal e com José Mourinho foram momentos importantes da minha formação como treinador. Em primeiro lugar, pela possibilidade de ver as suas experiências práticas de construírem, através do processo de treinamento, os seus modelos de jogo, relata o treinador brasileiro

Universidade do Futebol – Como você vê a influência da questão cultural e histórica no modelo de jogo de uma equipe ou de um país?

Milton Mendes – Quando digo que tenho um "modelo de jogo", é porque possuo um conjunto de ideias suficientemente sólidas sobre como gostaria de que as minhas equipes jogassem.

Contudo, este não é um "manual" fechado, é apenas um conjunto de ideias aberto ao contexto onde em cada momento estou inserido. Em primeiro lugar, as características dos jogadores que vou dispondo a cada momento, mas também do enquadramento social e cultural da minha equipe.

Repare, não posso minimamente pensar que gostaria de ter exatamente as mesmas ideias de jogo aqui no Brasil, ou em Portugal ou no Qatar, apenas para citar os países onde já trabalhei. Existem características ambientais, culturais, históricas, sociais e até espirituais que nos obrigam a pensar o trabalho de modo distinto.

É por isso que não existem dois clubes iguais, duas "torcidas" com ambições idênticas, dois jogadores com as mesmas motivações, etc. Daí pensar que a "capacidade de adaptação" é um requerimento fundamental do treinador de futebol atual.

Considero que existam muitas vias para poder se adquirir um elevado conhecimento sobre o jogo, sobre os processos metodológicos relativos ao treinamento ou mesmo sobre a liderança e a gestão de equipes, afirma Milton Mendes

Universidade do Futebol – Você acredita que as questões estruturais e organizacionais do futebol brasileiro (infraestrutura, gestão, administração, calendário, etc.) tem um impacto significativo no nível do jogo apresentado no país? O que pensa do movimento Bom Senso F.C. neste sentido?

Milton Mendes – Claro que sim. Da mesma forma em que, ao nível de cada equipe, o treinador é o grande responsável pela organização do trabalho e acabe por ter uma influência decisiva no rendimento obtido pelos seus atletas, também é óbvio que as infraestruturas do futebol ao nível organizativo deste esporte serão decisivas para o nível do futebol apresentado como um todo.

Como treinador, entendo que não devo entrar excessivamente nessa questão, mas penso que devo enaltecer a importância do debate em torno do "negócio futebol" para bem de todos nós que estamos diretamente envolvidos, e também dos "consumidores" deste produto que é amado no nosso país.

É por isso que não poderia deixar de considerar uma iniciativa verdadeiramente relevante o movimento Bom senso FC, criado pelos jogadores do futebol brasileiro.

Da mesma forma em que, ao nível de cada equipe, o treinador é o grande responsável pela organização do trabalho e acabe por ter uma influência decisiva no rendimento obtido pelos seus atletas, também é óbvio que as infraestruturas do futebol ao nível organizativo deste esporte serão decisivas para o nível do futebol apresentado como um todo, compara

Universidade do Futebol – Hoje em dia, em sua opinião, quais os principais fatores que definem o resultado de uma partida?

Milton Mendes – Acho que o jogo continua a ser muito simples de ser entendido e jogado, por isso é que, apesar das muitas análises que se podem fazer sobre uma partida, todos podem compreender basicamente o que se passou.

Contudo, se a sua popularidade leva a que o resultado seja claro para todos os que assistem a um jogo, para os treinadores isso não significa que as razões que levam uma equipe a marcar mais gols do que a outra não devam ser analisadas com muito maior profundidade. Pela vivência que tenho enquanto jogador profissional, mas também pelo estudo enquanto treinador, considero que a maioria de razões explicativas de um resultado acabam por estar na vertente tática.

Seja a um nível "micro”, como uma má decisão de posicionamento de cobertura ou uma não saída no timming certo para deixar o adversário impedido, seja a um nível mais “macro” quando falha a coordenação na marcação de uma bola parada.

Isto pensando que o nível técnico dos jogadores que se encontram numa determinada partida é devidamente equilibrado, pois é, para mim, muito claro que o potencial técnico dos jogadores ainda e sempre será o fulcral. Mas ao alto nível existem quase sempre duas equipes repletas de "bons jogadores", pelo que não será este o aspecto decisivo.

Se fosse, seriam quase sempre as equipes com maiores orçamentos aquelas que ganhariam. E essa relação entre o custo dos jogadores e os resultados não é linear precisamente pelo fator tático, no qual entra o treinador de uma forma decisiva. Treinando a "tomada de decisão" dos seus jogadores, coordenando as suas decisões e, através das sessões de treinamento, colocando situações que permitam aos seus jogadores enfrentar um determinado adversário.

Universidade do Futebol – Na sua avaliação, o que é um jogador de futebol inteligente? E de que maneira os jovens podem ser estimulados a exercer o processo de autonomia e tomada de decisão nas atividades de treino e nos jogos oficiais?

Milton Mendes – Diria que um jogador "inteligente" é aquele que, com o real conhecimento das suas capacidades e do seu potencial, é capaz de tomar as melhores decisões para os objetivos da equipe em cada momento da competição. É precisamente neste domínio que se torna tão importante refletir sobre o "modelo de formação", sobretudo nas categorias de base. Mas não só.

Sem me querer alongar em demasia nesta questão, que pela sua grandeza justificaria provavelmente uma outra entrevista desta dimensão, gostaria de dizer que o estimular desta "tomada de decisão" terá de estar presente desde o primeiro dia em que recebemos um jovem futuro jogador no clube onde temos responsabilidades técnicas.

Dito de outra forma, o gesto técnico é muito importante, mas mais será se for devidamente acompanhado das noções relativas à sua utilidade no jogo. Por isso, os exercícios de treino terão de ser, em minha opinião, desde muito cedo, voltados para o resolver de situações de jogo e não apenas para a repetição dos gestos técnicos e/ou a evolução da condição física.

A grande virtude do futebol brasileiro é a sua dimensão / enquadramento social e cultural. Ou seja, é um jogo do país, em que os seus objetivos e as suas habilidades não precisam ser ensinadas às crianças, ao contrário de outros países onde passei. É uma paixão dos brasileiros quase desde que nascemos e por isso temos tantos e tão bons jogadores, aponta

Universidade do Futebol – Em sua opinião, qual o maior problema e a maior virtude do futebol brasileiro hoje em dia?

Milton Mendes – Não sendo fácil sintetizar em poucas palavras o entendimento que tenho sobre o futebol brasileiro, diria que a grande virtude do futebol brasileiro é a sua dimensão / enquadramento social e cultural. Ou seja, é um jogo do país, em que os seus objetivos e as suas habilidades não precisam ser ensinadas às crianças, ao contrário de outros países onde passei. É uma paixão dos brasileiros quase desde que nascemos e por isso temos tantos e tão bons jogadores.

Por outro lado, poderá ser precisamente esse enquadramento social e cultural o maior problema do futebol brasileiro, pois ao contrário de países de uma dimensão mais reduzida (pelo menos futebolisticamente), aqui se torna mais difícil alterar as mentalidades e a organização a vários níveis.

 

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Comentários

  1. Muito elucidativa a entrevista com o prof. Milton Mendes. Ele, mostra ter o que se quer ver de um verdadeiro profissional ligado ao futebol: muito conhecimento aliado à prática, além de ter absoluta noção da necessidade dos constantes debates em torno deste universo, afim de se evoluir coletivamente nos mais variados aspectos que envolvem o futebol, quer seja no Brasil, Portugal ou outro país.

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