Universidade do Futebol

Entrevistas

03/05/2013

Mizael Conrado, vice-presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro

A história de Mizael Conrado é bem especial, assim como o trabalho desenvolvido por ele à frente do Comitê Paralímpico Brasileiro. Cego de nascimento, ele recuperou a visão depois de algumas cirurgias, mas recebeu a notícia de que a perderia completamente quando tinha nove anos.

Vítima de catarata congênita, ele encarou algumas barreiras antes de ingressar no mundo do futebol de cinco e ser eleito o melhor jogador do mundo em 1998 e conquistar a medalha de ouro nas Paraolimpíadas de Atenas em 2004 e Pequim em 2008.

Natural de Santo André, Mizael ainda enxergou, com dificuldades, mas quando descobriu que perderia a visão completamente, foi estudar numa instituição especializada no ensino para crianças cegas.

No Instituto Padre Chico, em São Paulo, a criança manteve o sonho alimentado. E não parou de brincar de bola. "O futebol representa muito para mim. Foi fundamental para meu crescimento não só como atleta, mas como homem", revelou Mizael, nesta entrevista em vídeo concedida à Universidade do Futebol.

As regras são semelhantes, com algumas especificidades, e todas as referências – principalmente as sonoras – são importantes para que o atleta possa desempenhar melhor as suas ações.

"A preparação física é muito parecida com a convencional. Inclusive os nossos preparadores físicos são provenientes do futebol de campo", compara o graduado em Direito e vice-presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) desde 2009.

No estande do CPB na Reatech, a maior feira de negócios voltada a tecnologia para deficiêntes de todas as categorias, Mizael falou ainda sobre a cultura inexistente entre as mulheres cegas, a falta de apoio de outros órgãos, os ídolos que tem no esporte e como estão sendo preparados os novos talentos.


O futebol


 

A modalidade


 

Ídolos e carreira


Atleta

 

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Comentários

  1. andrade disse:

    fala ai mixa ,aqui é andrade

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