Universidade do Futebol

Gepeef

25/03/2009

Mulheres no futebol e suas lesões

O futebol, segundo Barbara L. Drinkwater (2004), é o jogo do mundo, o mais popular, com milhões de seguidores. Em todo mundo é conhecido como “football”, porém, nos Estados Unidos, é chamado de “soccer”, para ser diferenciado do rugby e de outros modelos de futebol, como o futebol americano e o canadense. Na Copa do Mundo de futebol se reúne a maior audiência global, desde televisão a revistas sobre o tema. Mas nos Estados Unidos, o futebol tem seu crescimento extraordinário entre as mulheres, o que corresponde a 22% no mundo e próximo aos 40% entre os jogadores americanos.
 
Mesmo sendo um esporte desafiador de alta intensidade e habilidades específicas, o futebol é desfrutado de forma segura pelo sexo feminino em diversas faixas etárias e etnias. É importante ressaltar que o futebol feminino tem as mesmas exigências do masculino.
 
Em um estudo feito por “B. Ekblom e P. Aginger” (DRINKWATER, 2004), as mulheres correm uma distância de 8,47 metros, enquanto os homens correm em média 14,9 metros sobre os tempos de cada jogo. As frequências cardíacas das mulheres em três jogos ficam em torno de 175, 89% a 91% de pico na frequência cardíaca.
 
Estudos mostram que a falta de flexibilidade muscular da perna é comum em jogadores de futebol e que um trabalho de flexibilidade mais detalhado diminui o risco lesão durante uma partida. Essa condição proporciona também riscos de lesão na coluna lombar. Desse modo, a flexibilidade se torna importante para se evitar as lesões, mas de forma adequada no corpo feminino, bem como um programa de condicionamento apropriado para jogadoras de futebol.
 
As lesões no futebol feminino são geradas normalmente no chute durante seu mecanismo, relacionando o tornozelo em sua extensão extrema. Não é segredo que a jogadora necessita controlar a bola tanto no chão como no ar, situação que exige uma habilidade e preparo adequado, porém muito complexo antes de receber a bola por parte da jogadora. Assim, a jogadora precisa pensar rápido com muita frequência, e movimentar-se de forma específica para realizar o movimento necessário ao controlar a bola desde sua velocidade e absorção da velocidade contínua, tendo equilíbrio e adequação às necessidades do momento específico.
 
Estabelecido o contato com bola, é gerada uma energia que absorve e que faz com que a velocidade seja controlada na chegada, situação em que se pode dizer que a biomecânica de controlar a bola sempre será semelhante a todas as formas de pegar na bola. A habilidade de controlá-la é essencial e a mais difícil de aprender e realizar.
 
É importante ressaltar que o futebol feminino está crescendo a cada dia, o que torna desafiante as exigências serem de altos níveis, em virtude da exigência do esporte competitivo atual, como fortalecimento, condicionamento, flexibilidade e adequação aos movimentos do “mundo do futebol”. O futuro deve se precaver contra as lesões, e os treinadores, como profissionais na área do esporte (educação física), precisam aumentar em seus atletas as atividades seguras, as quais evitam lesões para que a carreira feminina não seja igual à masculina: curta. Pois, hoje, um atleta, geralmente, não passa dos 30 anos no futebol devido ao alto teor de complexidade dos treinamentos e atividades que não prioriza a qualidade de vida deles.
        
Bibliografia
 
DRINKWATER, BARBARA L. Mulheres no esporte. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan, 2004.

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