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13/05/2019

Neymar, Eterno Jr?

Este artigo visa à análise comportamental do atleta Neymar Jr em sua trajetória futebolística e pessoal. No decorrer do texto, serão pontuadas passagens da carreira do craque brasileiro e porque ainda assim seguem questionando o potencial do jogador.

Neymar iniciou sua carreira no Santos com 16 anos de idade apenas e numa geração vitoriosa do plantel, foi quiçá cogitado para ir à Copa do Mundo ainda muito novo. Anos se passaram e ele se tornou protagonista no clube paulista até que um duelo entre os dois gigantes espanhóis (Barcelona e Real Madrid), o fez sair do Santos para os blaugranas e fazer companhia ao argentino Lionel Messi e ao uruguaio Luis Suaréz em um trio memorável na história recente do futebol.

O “trio MSN” impactou a Europa e o Mundo ao levar o Barcelona à conquista de muitos títulos nacionais e mundiais, tais como Copa do Rey, Campeonatos Espanhóis, UEFA Champions League e Mundiais de Clubes da FIFA. Após essa passagem vitoriosa no Barcelona, o jogador opta por se transferir para o francês Paris Saint-Germain e “sair da sombra” de Messi – ainda que ele fosse o “sucessor natural” do argentino após esse vir a se aposentar.

Entretanto a opção do brasileiro foi tomar novos rumos em sua carreira e assumiu o protagonismo da equipe – que tinha acabado de perder o sueco Zlatan Ibrahimovic para a Major League Soccer. Assim sendo, Neymar Jr passou a fazer um ataque poderoso com outro uruguaio: Edinson Cavani. Não satisfeito, o PSG foi atrás ainda da promissora joia francesa que estava no Mônaco: Kylian Mbappé.

Esse trio levou o PSG a conquistar mais títulos nacionais, como a Copa da França e o Campeonato Francês. Mantiveram a hegemonia recente do time no cenário nacional, todavia não deram o passo adiante para a conquista da Europa e o tão sonhado título europeu da UEFA Champions League. Conquista essa que poderia galgar Neymar ao posto de melhor jogador do mundo da FIFA e recuperar o título para o Brasil – título esse que não é ganho desde o começo do século.

Recentemente ocorria uma disputa parelha pelo título entre o português Cristiano Ronaldo e o argentino Lionel Messi. Porém, essa dobradinha foi quebrada na última premiação onde o croata Luka Modric ganhou o prêmio ao levar a Croácia ao vice-campeonato mundial perdendo para a França (onde atua o companheiro de equipe do brazuca, Mbappé).

Por que então o brasileiro não adentra essa disputa ainda que tenha destaque pelos clubes onde passou, pelo selecionado nacional e tenha inclusive ganhado a inédita medalha de ouro olímpica para o futebol canarinho?

Algumas lesões recentes (fratura do quinto metatarso do pé por duas ocasiões e fratura da coluna, depois da “joelhada” do colombiano Pablo Zúñiga na Copa do Mundo) fizeram com que o jogador ficasse inativo por alguns períodos. Porém o futebol apresentado por ele já o credenciam a ser colocado no rol dos melhores do futebol brasileiro (um dos maiores artilheiros da história da Seleção) e quiçá mundial.

Assim sendo, seria a superexposição do craque um fator que corrobore para que ele não seja visto com bons olhos? O fato de ser taxado de “cai-cai” e “propositalmente” ceder às investidas adversárias para receber as faltas o prejudicam para se candidatar a esse posto?

Comparado ao gajo e ao hermano, o brasileiro mantém alguma distância pois carece de feitos mais expressivos em sua carreira e de maior liderança em campo. Fato é que ele amadureceu na sua ida para a Europa e transferir-se para o clube francês após o aprendizado com Messi na Espanha o põe a prova frente a esse possível protagonismo europeu e mundial. Mas fica a pergunta: Conseguirá ele deixar de ser considerado “Jr” pelos seus críticos e colocar seu nome na história com conquistas ainda mais expressivas? O tempo há de nos viabilizar tais respostas.

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