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A convite do Unicef, Fundo das Nações Unidas para a Infância e Adolescência, participei de um encontro nacional, no Recife, como parte do plano nacional da Rejupe (www.rejupe.org.br).

A Rejupe é uma iniciativa do Unicef, que conta com parceiros locais, em cada uma das 12 cidades-sede da Copa do Mundo no Brasil, além de São Luís (MA) e sua denominação oficial é a Rede Nacional de Jovens e Adolescentes para o Esporte Seguro e Inclusivo.

A iniciativa pretende ser uma grande rede articulada, em todo o Brasil, para promover e estimular a discussão e participação dos adolescentes e jovens do país como verdadeiros protagonistas na construção do esporte como um direito, a partir do contexto dos megaeventos esportivos que se realizam aqui até 2016.

Ao contrário do que se costuma perceber, de um modo geral, o acesso ao esporte é um direito universal e fundamental assegurado na Constituição Federal, na Lei Pelé e no Estatuto da Criança e do Adolescente, cujo amparo internacional tem origem na Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança da ONU.

Nesse sentido, o esporte não deve(ria) ser tratado como política pública de segunda linha, ou algo assistencialista, instrumental. Algo na linha de que "o esporte tira crianças das ruas; combate as drogas; oferece oportunidade de mudar a vida dos jovens e ser alternativa para o futuro".

Sim, são efeitos colaterais positivos. Porém, o acesso e a prática esportiva devem ser vistos como algo inerente à construção da cidadania, sejam eles em qualquer das formas de manifestação do esporte (educacional, participação ou rendimento).

A Rejupe, pois, tem como objetivos:

– Incentivar a participação cívica dos adolescentes para a defesa e promoção do direito ao esporte seguro e inclusivo

– Sensibilizar e mobilizar adolescentes para integrá-los nas discussões pelo direito ao esporte

– Promover a colaboração com organizações e instituições sociais, como escolas, clubes esportivos, ONGs, assim como com governos, Comitês da Copa, Olimpíadas e Paraolimpiadas e outras entidades, que possam fortalecer o debate e as ações que promovam o direito ao esporte para toda criança e todo adolescente

– Estimular a representatividade dos adolescentes na elaboração de políticas públicas relativas ao direito ao esporte e ao legado social dos megaeventos esportivos esperados nesta década

– Empoderar os adolescentes brasileiros para que eles sejam ouvidos pelas autoridades responsáveis pelo esporte e também pelas autoridades que defendem os direitos das crianças e dos adolescentes.

Fundamentalmente, também, pretende-se discutir e se posicionar, enquanto legítimos interessados em nosso futuro, acerca do legado social destes megaeventos ao Brasil, já que a discussão principal, inclusive nos meios de comunicação, tem se preocupado em abordar temas de infraestrutura apenas.

O legado social dos megaeventos é apenas o conjunto de obras de mobilidade, estádios, portos e aeroportos?

De fato, trazem consigo uma série de oportunidades e benefícios para o país, incluindo grandes investimentos, resultando em grande infraestrutura, no desenvolvimento do sistema de apoio, no aumento de oportunidades de emprego e na promoção do turismo.

Como as crianças e adolescentes do Brasil se beneficiarão desse legado social?

Deve-se ampliar o olhar sobre essas possibilidades de desenvolvimento e de garantia de direitos. Essa tarefa deve ser assumida por diversos agentes em nível nacional, incluindo as autoridades, que podem influenciar na condução do conglomerado de bens materiais e imateriais gerados a partir desses megaeventos na construção de uma "política de esporte para todos".

A própria janela de oportunidade que o Unicef proporciona aos adolescentes e jovens, para discutir e atuar, de forma integrada e articulada, já seria, por si mesma, um legado positivo para entendermos e lutarmos pelo esporte seguro e inclusivo no Brasil.

A Rejupe não pode parar. E conta com vocês, adolescentes e jovens, que tem entre 12 e 19 anos.

Alistem-se!

Para interagir com o autor: barp@universidadedofutebol.com.br

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