Universidade do Futebol

Colunas

22/04/2020

O conteúdo construtivo

Uma reflexão sobre o conteúdo gerado pelo futebol nas mídias de massa

Dia desses recebi um link de um grande portal de notícias que falava sobre a queda de audiência dos canais por assinatura especializados em esportes. Em época de isolamento social, com os campeonatos paralisados e os atletas em quarentena, e ao passo que crescem as novas mídias e o envolvimento com as redes sociais, era natural que o número de pessoas ligadas na TV diminuísse. Entretanto, a queda deste número nos leva a repensar o futebol enquanto da sua gestão e marketing.

Em primeiro lugar, o conteúdo do futebol é infinito, haja vista o sucesso de audiência dos jogos antigos e todas as discussões que são levantadas em torno das reprises. Análises, reflexões, o que era bom e o que não era. O que podia ter sido feito de diferente e o que não. Percebem-se debates de muito fundamento e que nos dão a oportunidade para um olhar crítico sobre o cenário atual.

Ao mesmo tempo, nos faz refletir sobre as rasas discussões que acontecem na maioria dos programas esportivos nas grandes mídias de massa: rádio e televisão. Debates que não levam nada a lugar algum, que querem prever o futuro, que não analisam, não refletem, só exploram e ficam em cima dos problemas, não propõem soluções e, com isso, não agregam, não constróem, não servem – nos dois sentidos, o de trabalhar em favor de e o de encarregar-se de algo – à sociedade.

É necessário que o futebol, através das entidades de administrações da modalidade (federações e confederação) e das instituições de prática esportiva (clubes), reflitam sobre os seus papéis. Como o futebol quer ser visto? Como os clubes e as federações querem ser lembrados? Geradores da discórdia, da intriga, da malícia, do tráfico de influência e do jogo de interesses? A cada dia notamos mais de tudo isso nas ligações de poder em todos os setores deste país, o que acaba por gerar mais desgosto e ojeriza entre todos. Certamente não querem ser lembrados assim.

 

Garrincha no início dos anos 1960 ao lado de crianças após um treino do Botafogo FR. (Foto: Reprodução/Divulgação)

 

Nestes tempos em que tudo está parado é oportunidade para romper paradigmas, pensar diferente e crescer. Seguir adiante e em frente, que é o sentido da vida. É natural. Impossível pensar o Brasil sem o futebol, elemento fundamental na formação da nossa identidade nacional.

Com tudo isso, numa época em que os nossos valores e a nossa nacionalidade estão abalados com tanta intransigência e intolerância, o esporte que tanto amamos possui uma boa parte no dever da recondução para que se construa o país que realmente queremos: justo e sustentável. Que o bom senso e o respeito sejam indiscutíveis e inegociáveis. A partir daí não há dúvidas de que o conteúdo gerado será de muito mais valia, críticos capazes de gerar as inquietações necessárias às transformações que tanto queremos.

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Em tempo, uma citação que se relaciona com esta semana do 21 de Abril:

Se todos quisermos, poderemos fazer deste país uma grande nação. Vamos fazê-lo.”
Joaquim José da Silva Xavier, o ‘Tiradentes’ (1746-1792),
rtir da Independência do Brasil e herói da Inconfidência.

Comentários

  1. vanecarmo09 disse:

    O Futebol como qualquer esporte é uma ferramenta de educação social. Acredito que a mídia deveria valorizar mais isso.

  2. Boa noite. Percebemos que o futebol é uma vitrine para a maioria das pessoas. Aqui onde moro temos um clube que movimenta inclusive grande parte de pessoas idosas. Que em dia de jogo leva pro estadio muitos senhores e senhoras idosas. Muito bom. Porem percebemos muitos comentarios por parte das midias( imprensa) negativos que realmente desestimula e ate espanta torcedores. Poderiam trabalhar diferente. Para engrandecer e fortalecer o setor.

  3. reinilson disse:

    tudo isso e uma lastima grande para min dentro do meu coracao e ate me sinto invergonhado com as coisas que estao se passando no futebol,especialmente no brasil muito conflitos de interesse entre,clubes,dirigentes e representantes de jogadores,como tambem nas associacoes e federacoese ate nas comunidades esta avendo uma coisa dentro do esporte de futebol que se chama se negocio e em negocio nao a amor mas sim dinheiro e no futebol de hoje na cara de pau o dinheiro que o pai do garoto leva no bolso e que vai jogar, para eu ser mas claro a palavra correta e corrupcao e ponto final. como todos nos sabesmo existe essa parte agora vai das pessoas quer estao responsavel pela a atividade,como falei antes as federacoes e os clubes sao os primeiro culpados dessa situacao a onde muitos sofrem especialmente aqueles que buscan oportunidades no futebol,eu sou intemerdiario de jogadores de futebol e presidente de um clube de futebol aqui nos estados unidos, entao 2017 eu fui a brasil para fazer avaliacao tecnica para a base do time e montar a academia com os menoresporque o projeto meu era esse de fazer primeiro mas ja com o time ja resistrado para jogar a liga aqui nos estado unidos,foram muitos que eu tive a o portunidade de conhecer no brasil ,presidentes de clubes,managers de clubes,tecnicos de clubes e pessoas que iriam trabalha comigo no caso fucionarios do time esses foram os piores para min in termo de roubar e mentir, mas eu estou falando roubar mesmo como o treinador da base mesmo de 2018 sumio ate hoje com todo o material de treino so coletes foram 80 coletes eu nao quero referi as coisas nem o passado mas isso e somente uma pequena historinha, e nao falando do treinador que nao deixo o meu sobrinho treina porque ele nao levou a cesta basica para ele. SE NAO TROUXE A CESTA BASICA NAO TREINA, agora voces meus companheiros de para min que cesta basica e essa? que ele esta falando? e para onde vai?

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