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“Bons treinadores corrigem erros, treinadores brilhantes ensinam a pensar” – Augusto Cury

“O treinador tem que fazer jogadores de futebol, e os jogadores têm capacidade de assimilação para corrigir erros, mas, é claro, eles também podem ser corrompidos se ninguém disser a eles o que fizeram bem e o que fizeram mal. Em suma, não há nada pior do que permitir que os jogadores sigam o caminho errado” – Johan Cruyff

“Errar é um caminho que, bem conduzido, pressagia sucesso. Sempre que algo indesejado acontece, eu digo: vamos tentar que esse erro nos ajude em um sucesso futuro” – Marcelo Bielsa, ao comentar o erro de um jogador de sua equipe que resultou em gol do adversário

Com base nas afirmações destacadas, percebemos como o erro é uma ferramenta poderosa no processo de aprendizagem, e dessa forma, o ambiente de treino, que é de aprendizagem, precisa acolher essas situações, tanto na formação, quanto na equipe principal. Para potencializar a aprendizagem, também por meio do erro, o processo de treino deve estimular a liberdade, desenvolvendo a criatividade. Nesse processo, errar e se equivocar nas decisões poderão fazer o atleta crescer ainda mais, pois estarão aprendendo na prática.

O erro pode ser uma experiência negativa para o jogador no treino e no jogo. Nestes cenários, o treinador precisa ser capaz de ressignificar tais situações através de uma abordagem que sinalize “futuros” potencialmente positivos. Ajudar o jogador a refletir e guiá-lo na busca de melhores caminhos é uma excelente alternativa.

E para o conteúdo destas abordagens não existe receita, afinal, o erro é multifatorial, o jogo é coletivo e cada indivíduo único em suas potencialidades e fragilidades. É missão do professor/treinador compreender a complexidade destas questões, o que permitirá contextualizar os erros e, dessa forma, ampliar as possibilidades de ser assertivo em suas intervenções. Sendo assim, não é suficiente trazer a resposta pronta ao jogador ou simplesmente apontar-lhe o erro. Pois, para alguns jogadores a demanda é de coragem, para outros, de leitura de jogo, ou de execução, de diminuição da fadiga, de um maior nível de atenção, de excesso de confiança, entre outros. Vale citar também que, provavelmente, alguns jogadores terão mais de uma demanda. Além disso, devemos considerar os erros que derivam da própria natureza do jogo.

E, para finalizar, deixamos a você as seguintes reflexões:

Você costuma refletir sobre a origem do erro de seus jogadores?

Para você o erro é uma oportunidade de crescimento?

O quanto a exigência para resultados imediatos limita a sua possibilidade de aceitar o erro como parte do processo de ensino-aprendizagem?

Abraços e até a próxima!

Sobre o autor

Júlio Neres é treinador de futebol com as licenças C e B pela CBF e nível 1 pela UEFA e analista de desempenho pela CBF. Graduando em Educação Física e coordenador técnico da PSG Academy – Salvador.

Acompanhe o Júlio Neres no Instagram.

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