O futebol como instrumento utilizado por psicólogos

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Essa pesquisa procura ampliar a discussão e o conhecimento a respeito do futebol como instrumento de trabalho de psicólogos. Entende-se o futebol como parte de nossa cultura, pois certamente é o esporte mais difundido no cenário mundial e particularmente no Brasil adquire papel muitas vezes central no cotidiano das pessoas.

A trajetória do futebol desde seu surgimento no final do século XIX nos permite compreender metaforicamente a sociedade em que está inserido. Atualmente, destaca-se seu caráter competitivo. É considerado um microcosmo da sociedade, e ao mesmo tempo, ingrediente dinâmico (Franco Junior, 2007), sendo que a sua prática reflete a cultura, mas também tem elementos próprios que se diferenciam e influenciam a sociedade.

É um fenômeno que passou a ser objeto de estudo da Psicologia por ser uma prática grupal que permite compreender a relação do homem com o mundo e ampliar o conhecimento sobre a dinâmica de grupos.

Trata-se de uma experiência socializadora com dimensões lúdicas, terapêuticas e de lazer e que tem características que possibilitam a integração de funções que o sujeito utilizará ao longo de sua vida (Pichon-Riviere, 1998). Enquanto atividade utilizada por psicólogos aproxima-se das novas formas de promoção de Saúde Mental alinhadas com as conquistas da Reforma Psiquiátrica que preconizam a apropriação de espaços comunitários, o exercício da cidadania e o desenvolvimento de potencialidades.

O presente trabalho teve como objetivo realizar um levantamento de trabalhos realizados por psicólogos no Estado de São Paulo que utilizaram/utilizam o futebol como instrumento para trabalhos com grupos. Foram investigadas as bases teóricas, as áreas de atuação e algumas perspectivas acerca dos obstáculos e benefícios dessas práticas.

Um questionário breve foi elaborado utilizando a ferramenta on-line SurveyMonkey e efetuou-se a divulgação da pesquisa por meio da rede de contatos do pesquisador e orientador e do auxílio de sites especializados no tema. Desse modo esperava-se conseguir acessar o maior número possível de trabalhos desse tipo. Foram obtidas informações a respeito de 20 trabalhos.

Sobre as características dessas práticas, a maioria deles aponta para uma freqüência semanal, pelo período de 1 a quatro anos, com registros de trabalhos realizados por até 10 anos. São pertencentes às áreas da Saúde Mental, Inclusão Social, Psicologia do Esporte e Educação e estão embasadas sobretudo em referenciais teóricos da Psicologia de Grupos.

Os principais obstáculos apontados foram distanciamento entre os universos da Psicologia e do Futebol e a ausência de recursos físicos e materiais para essa prática. E os principais benefícios apontados foram a possibilidade de promover a socialização e a possibilidade de trabalhar relações e conflitos de modo grupal.

É importante ressaltar a pequena amostra coletada em razão dentre outros fatores a dificuldades metodológicas que limitam as conclusões

Para ler o trabalho na íntegra, clique aqui.

Contato: lucvolpi@hotmail.com

*Prof. Ms. Pablo de Carvalho Godoy Castanho (orientador) – pablocgc@mackenzie.br
 

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