Universidade do Futebol

Nupescec

16/08/2007

O futebol indígena nas páginas dos jornais de Juiz de Fora: cultura, identidade e globalização

Entre os dias 18 e 21 de janeiro de 2007, a cidade de Juiz de Fora, MG, transformou-se no palco de um evento esportivo e cultural que chamou atenção da população, da mídia e de pesquisadores: a I Taça das Nações Indígenas de Futebol, promovida pelo Instituto Cidade em parceria com o Ministério do Esporte e o apoio da UFJF, Prefeitura de Juiz de Fora, Organização Panorama de Comunicação e Ministério da Defesa.

A I Taça das Nações Indígenas de Futebol contou com a participação de 399 índios de 19 etnias de diferentes regiões do Brasil. O Campeonato de Futebol, que aconteceu no campo da Faculdade de Educação Física na Universidade Federal de Juiz de Fora, na Associação Atlética do Banco do Brasil, no 10º Batalhão de Infantaria, no 4º Grupamento de Artilharia e Comando, tendo as finais sido disputadas no campo do Tupi Football Club, teve, também, demonstrações da cultura indígena, nas danças apresentada durante a cerimônia de abertura do evento e nos intervalos dos jogos; seja nos dialetos, falados entre os membros de uma mesma tribo; seja no artesanato, exposto no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas.

O presente estudo tem por finalidade verificar o “choque” da cultura indígena em Juiz de Fora, através da análise dos dois principais jornais locais, Tribuna de Minas e Panorama, percebendo como os povos indígenas participantes do evento já foram “atingidos” pela globalização, e que há a mistura de culturas.

Há mais de 500 anos, quando os portugueses chegaram ao Brasil, encontraram um povo que possuía uma cultura diferente, eram os indígenas. Aquele povo tinha dialeto, relações de trabalho, crenças, vestuário e artesanato, próprios. Os portugueses também.

Ao entrarem em contato, ambas as culturas (portuguesa e indígena) se chocaram, e cada uma delas absorveu um pouco da outra. Mas, naquela época, os índios acabaram sendo submetidos aos portugueses. Agora, no século XXI, quando cada cultura já tem prévio conhecimento da outra, o que vimos foi uma cultura indígena que mantém suas tradições, mas que também fala o português, tem contato com a mais moderna tecnologia e conhece as relações de trabalho e o comércio da civilização “branca”. Hoje os povos indígenas:

“Combinam procedimentos curativos tradicionais com a medicina alopática, seguem técnicas antigas de produção artesanal e campesina ao mesmo tempo em que se utilizam de créditos internacionais e computadores.[…] indígenas de muitos países usam vídeos e correio eletrônico para transmitir a sua defesa de formas alternativas de vida”[1].

No mundo globalizado, as culturas caminham no sentido de uma cultura internacional, a mundialização; porém por um outro lado toma-se a direção da “[…] re-descoberta do local, pelo resgate das tradições, das particularidades dando vida a um movimento que torna as diferenças culturais explícitas” [2]. Cada qual, seja um povo ou um indivíduo, possui vários códigos simbólicos que coexistem. A identidade é composta por elementos de várias culturas que se misturam (CANCLINI, 1999).

“O problema reside no fato de que a maioria das situações de interculturalidade se configura, hoje, não só através das diferenças entre culturas desenvolvidas separadamente, mas também pelas maneiras desiguais com que os grupos se apropriam de elementos de várias sociedades, combinando-os e transformando-os” [3].

Dessa forma podemos entender o “choque cultural” como o encontro das culturas indígena e da civilização “branca”, no contexto do evento esportivo, e como a sociedade juizforana recebeu e foi influenciada pelos índios, já que o que era esperado não se concretizou. Esperava-se encontra representantes estereotipados do indígena, aquele que foi um dia denominado de “bárbaro”. Um povo não-civilizado, com o qual não fosse possível conviver em sociedade. Como toda política cultural é uma política “[…] sobre o que não podemos imaginar dos outros […]”[4], o homem dito civilizado se espantou ao perceber que a nação indígena é tão “civilizada” quanto àquela na qual o não indígena está inserido.

II) Identidade Cultural

No esporte o que se viu foram as mesmas regras conhecidas pelos “brancos”, as mesmas jogadas (ou tentativas de jogadas) e até os mesmos ídolos do futebol profissional foram citados pelos índios. O que não é nenhuma novidade, já que as trocas culturais entre índios e “brancos” não é recente, desde há muito, os indígenas foram cristianizados, e alfabetizados em português e espanhol.

No esporte atividades físicas praticadas pelos indígenas foram aprendidas e “esportificadas”, como é o caso do jogo de peteca, que, principalmente em Minas Gerais, foi popularizado e institucionalizado. De acordo com o site Petecabrasil[5], registros mostram que a peteca, como recreação, era praticada pelos nativos brasileiros, mesmo antes da chegada dos portugueses. O aprimoramento dessa recreação deu-se em 1920, e é atribuída aos nadadores olímpicos da delegação brasileira que participavam da V Olimpíada, e utilizavam o jogo como aquecimento. Na década de 40 a peteca se transformou em esporte de competição na cidade de Belo Horizonte, MG; e em 1970 o esporte foi regularizado.

Parece haver certo estranhamento por parte dos “brancos” ao verem as tribos chegando equipadas com aparelhos de MP3, câmeras fotográficas digitais, chuteiras de cores, uniformes com patrocinadores, entre outros. Estranhamento refletido nos principais jornais da cidade.

Talvez os juizforanos esperassem encontrar índios totalmente alheios à cultura considerada “civilizada”. É importante lembrarmos a diferença existente entre cultura e civilização Gilberto Velho e Viveiros de Castro ressaltam que “[…] ‘civilização´ veio indicar as realizações imateriais de um povo; ‘cultura´, por outro lado, referia-se aos aspectos espirituais de uma comunidade”[6]. Cuche afirma que ao longo do século XIX “[…] os autores românticos alemães opõem a cultura, expressão da alma profunda de um povo, à civilização definida a partir de então pelo progresso material ligado ao desenvolvimento econômico e técnico”[7]. Na França a palavra cultura evoluiu de forma diferente e, “[…] se enriqueceu com uma dimensão do coletivo e não se referia mais somente ao desenvolvimento intelectual do indivíduo. […]. ‘Cultura´ está muito próxima da palavra ‘civilização´ e às vezes é substituível por ela”[8]; o que vemos, muitas vezes, é que a idéia que temos de cultura e civilização ainda está muito ligada à concepção alemã de expressão da alma versus desenvolvimento econômico e técnico.

Velho e Castro lembram ainda que “[…] a idéia de cultura sugere uma ligação espiritual entre os homens, mesmo separados por fronteiras político-geográficas” [9].

Como já foi dito, durante a I Taça das Nações Indígenas de Futebol os povos presentes não foram vistos cada qual em sua diversidade étnica. Os jogos deveriam abrir espaço para que a opinião pública se deparasse com um grupo de pessoas que não são apenas índios, mas, antes disso, são Karajá, Kanela, Terena, Yawalapiti, Xerente, entre outros. Estes grupos possuem territórios diferenciados, línguas próprias e hábitos de trabalho e consumo diferenciados (CANCLINI, 1999).

O Campeonato de futebol também mostrou que a linguagem do esporte casa-se perfeitamente com outras formas de linguagem quando transformado em espetáculo; no caso, esporte e cultura formaram o “par perfeito” com a demonstração da música, dança, adornos e pintura corporal durante os jogos.

Na segunda metade do século XVIII, os intelectuais alemães “[…] vão opor os valores chamados ‘espirituais´, baseados na ciência, na arte, na filosofia e também na religião, aos valores ‘corteses´ da aristocracia. A seus olhos, somente os primeiros são valores autênticos, profundos; os outros são superficiais e desprovidos de sinceridade”.[10]

Essa dualidade ainda existe nas diversas culturas. Dessa forma, hoje, nós entendemos as danças, pinturas corporais, dialetos e os rituais como valores autênticos, pois se relacionam com a arte e filosofia indígena, são valores espirituais.

Temos então uma dicotomia: num extremo as etnias mostram suas danças típicas, pinturas corporais, dialetos próprios e adereços; no outro jogam futebol seguindo as regras oficiais, têm os mesmos ídolos dos “brancos”, usam as mesmas roupas dos “brancos” e desfrutam da tecnologia moderna. Magda Vianna de Souza explica que:
“Autores como Canclini, Castells, Featherstone, Giddens, Hall e Ianni evidenciam, em recentes estudos, que a atual fase da globalização vem provocando reações que buscam uma redescoberta das particularidades, das diferenças e dos localismos. O processo de globalização estabelece uma nova relação entre as culturas locais e a cultura global. A disseminação da cultura mundializada influencia os padrões de comportamento, provocando uma valorização da tradição e um fortalecimento dos regionalismos manifestos na identidade cultural”.[11]

Tal fato pode explicar a interação das culturas sem a destruição das identidades culturais. Hoje tem-se a tentação de imaginar que a globalização nos unificará e tornará semelhantes (CANCLINI, 2003), mas, Souza ainda afirma que, “Ao mesmo tempo em que são incorporados costumes e valores de outras culturas aos hábitos do cotidiano, em todas as latitudes, os localismos voltam a ser valorizados”[12]. Dessa forma podemos entender que os índios querem continuar a ser aceitos como tais, mesmo gostando e fazendo coisas que os “brancos” também fazem e gostam.

Aqui, a identidade cultural, remete-se ao grupo de origem de vinculação de um indivíduo, aquilo que o definiria de maneira autêntica (CUCHE, 2002). A identidade é definida através da identificação de alguns critérios determinantes e considerados como origem comum, a língua, a cultura, a religião, a psicologia coletiva, o vínculo com um território, etc. “Para dizer que pertence a uma nação, ou que tem o direito à cidadania, deve-se imaginar traços comuns para pessoas com línguas e modos de vida diversos, modos de pensar que não coincidem mas podem ser convergentes”[13]. Segundo Barth (1969, apud Cuche, 2002, p. 200), “[…] no processo de identificação o principal é a vontade de marcar os limites entre ‘eles´ e ‘nós´ e logo, de estabelecer e manter o que chamamos de fronteira”. Essa fronteira nada mais é do que uma separação social e simbólica. Cuche ainda afirma que “O que cria a separação, a ‘fronteira´, é a vontade de se diferenciar e o uso de certos traços culturais como marcadores de sua identidade específica. Grupos muito próximos culturalmente (como é o caso das tribos indígenas) podem se considerar completamente estranhos uns em relação aos outros e até totalmente hostis, opondo-se sobre um elemento isolado do conjunto cultural”[14]

III) Mídia

Os jornais Tribuna de Minas e Panorama, os dois principais impressos de Juiz de Fora, fizeram a cobertura da “I Taça das Nações Indígenas”. Tribuna de Minas está em circulação desde 1981, e em dezembro de 2003, foi lançado, o diário Panorama que integra as Organizações Panorama.

Ao analisarmos esses periódicos observamos que as reportagens mostravam não apenas a visão que a mídia local tinha da cultura indígena, mas também como a cultura “branca” se relacionou com a cultura indígena. O estranhamento causado pelo contato com a cultura do “outro” também foi observado.

No Jornal Tribuna de Minas a matéria “Sonho de ser um novo Edmundo” é exemplo do estranhamento da população ao perceber que os índios já haviam interiorizado elementos de outras culturas:

“Quem esperava encontrar índios com cocares, chocalhos e pés no chão se decepcionou ao assistir aos jogos da Taça das Nações Indígenas de Futebol. Desde a cerimônia de abertura até as partidas, o que se vê na cidade é a presença de tribos altamente bem informadas e influenciadas pela cultura branca, mesmo sem deixar de lado sua própria crença e manifestação cultural” [15].

Ao mesmo tempo em que as tribos pintavam o corpo, apresentavam danças típicas e utilizavam o dialeto indígena, elas também filmavam as partidas com câmeras digitais e se distraiam com aparelhos de MP3. O professor Marcelo Matta, vice-coordenador do Grupo de Pesquisa “Comunicação, Esporte e Cultura”, e também um dos responsáveis pela organização da competição, relatou que uma das tribos se atrasou para o jogo porque estava fazendo compras no centro da cidade, e chegaram todos juntos em uma frota de táxis cheios de sacolas.

O fato narrado nos dá uma sensação de estranhamento, assim como o fato de um dos índios da tribo Karajá querer manter um contato através do endereço eletrônico.Os “civilizados” esperavam encontrar indígenas afastados do mundo moderno, sem contato com a tecnologia, e que fossem representantes puros de sua raça.

Como já foi dito anteriormente, a idéia de cultura sugere que haja uma ligação entre os homens, mesmo que eles estejam separados por barreiras geográficas ou políticas (VELHO; CASTRO, 1978). Podemos encontrar exemplificações dessa afirmativa nas páginas dos jornais locais, que ao se referirem à cultura indígena tomavam-na como um todo, apesar das particularidades. Todas as etnias possuíam dialeto próprio, pinturas corporais, gritos de guerra, orações e dançastípicas, apesar de cada qual tersuaprópria identidade cultural. No Jornal Panorama na matéria “Torneio começa com festa na UFJF”, encontramos o seguinte trecho, “Os povos participantes mostraram músicas e danças típicas […]” [16].

Dessa forma, vemos como esporte, cultura e mídia se mesclaram durante o evento, e, também, podemos perceber o alcance da globalização. As matérias do Jornal Tribuna de Minas “De diferente, as pinturas e o dialeto” na qual encontramos o trecho, “Os rostos pintados são o diferencial, mas os uniformes e o jogo não diferem em nada dos costumes de brancos”[17]; e a reportagem, “Sonho de ser um novo Edmundo”, com o subtítulo “Apesar das diferenças culturais, índios têm pretensões iguais às de qualquer atleta amador”[18]; , evidenciam que as tribos indígenas já haviam interiorizado alguns pontos da cultura “branca”.

A pesquisa realizada pelo Núcleo de Comunicação, Esporte e Cultura[19], vinculado ao CNPq, que integra alunos das faculdades de Educação Física e Comunicação Social da Universidade Federal de Juiz de Fora revelou que os povos indígenas utilizam a televisão como meio para se manterem informados e terem contato com outras culturas.

No Jornal Tribuna de Minas, na matéria “Taça das Nações Indígenas começa hoje”, o Cacique e presidente do Comitê Intertribal, Carlos Terena explica “[…] para nós, todo esporte é uma fantasia que envolve rituais, às vezes culturais, outras espirituais […]” [20]. Vemos aqui que durante o evento, esporte e cultura se fundiram como uma forma de apresentar o “outro” e o “eu”. O futebol nos proporciona isso. Na competição a mistura do uso do arco e flecha antes da partida com a filmadora e o autógrafo; a camisa patrocinada com o cocar; o ritual de entrada em campo, os cantos de guerra e de alegria, misturados a chuteiras coloridas imitando as dos craques vistas na tevê. A permanência do espírito puro do Barão de Coubertin, considerado o fundador dos Jogos Olímpicos da Era Moderna, quando a maioria dos índios nos disse que o importante é competir, aliada ao mergulho de peito dado pelos Xerente no gramado para comemorar o título da competição, imitando o gesto dos atletas do vôlei brasileiro. Contrastes entre a própria cultura nativa e os hábitos dos “brancos” observados na mídia (GUERRA, 2007).

No mundo globalizado, todos querem ser considerados o melhorem algo, e sempre. Qualquer forma expressiva só vive em seu presente (GEERTZ,1989), portanto é imprescindível sempre renovar sua posição como melhor. Atualmente a máxima “o importante é competir” caiu por terra, o importante hoje é vencer, e não cremos que isso seja diferente para os indígenas.

Outro ponto que devemos notar são as manchetes dos jornais analisados. Devemos ressaltar que um dos impressos (Panorama), faz parte da Organização Panorama de Comunicação, uma das apoiadoras do evento, já o Tribuna de Minas, fez a cobertura jornalística sem qualquer vínculo com o evento. No Panorama destacamos três manchetes: “Começa o Campeonato Indígena”, “Torneio começa com festa na UFJF” e “Final acontece hoje em Sta. Terezinha”, em todas elas não percebemos nada que indique estranhamento ou alguma relação entre as culturas diferentes que estavam entrando em contato. Também não percebemos nada relacionado ao detalhe, todas as três manchetes estão ligas ao mero factual.

Já no jornal Tribuna de Minas destacamos: “Taça das Nações Indígenas tem abertura com danças típicas na UFJF”, “De diferente, as pinturas e o dialeto” e “Sonho de ser um novo Edmundo”. Aqui notamos que o contato entre as culturas foi notado e relatado; assim como houve a busca pelo detalhe, não ficando preso ao factual.

Assim, podemos dizer que o jornal Panorama ficou mais preocupado em divulgar o evento do que noticiar suas particularidades, já que a competição foi um momento único para que a população de Juiz de Fora pudesse ter contato com uma cultura diferente, mas que já apresenta elementos da nossa cultura civilizada.

IV) Considerações finais

A I Taça das Nações Indígenas promoveu um importante debate sobre cultura, esporte e globalização. Os alunos das Faculdades de Educação Física e Comunicação Social da Universidade Federal de Juiz de Fora, integrantes do Grupo de Estudo Comunicação, Esporte e Cultura, acompanharam o evento, observando as principais diferenças culturais, o alcance da globalização, e as habilidades esportivas dos índios; além de efetuarem uma pesquisa com jogadores e técnicos com o objetivo de conhecer melhor cada tribo, analisar a profundidade do contato que as etnias têm com a cultura do “branco”, verificar a abrangência dos meios de comunicação de massa e conhecer o universo esportivo dos indígenas.

Através disso, começamos a realizar uma discussão acerca dos resultados da pesquisa e da observação dos pesquisadores, com a finalidade de entender a cultura do “outro”, e o principal, entender as peculiaridades do multiculturalismo surgido com a globalização.

A globalização não é um processo novo. O início da aldeia global está relacionado com o início da atividade humana. Ao mesmo tempo em que as culturas nacionais se fragmentam em direção a uma configuração mundializada, elas também, retomam sua tradição.

A identidade cultural, que já vem sendo estudada pelas Ciências Sociais, é utilizada de maneira consensual para classificar, incluir e excluir. É entendida “[…] como aquilo que posiciona e localiza o indivíduo frente ao diverso”[21]; porém sua definição é bastante diversa por se tratar de uma importante ferramenta de poder.

Os conceitos trabalhados no artigo são muito polêmicos e por isso devem ser sempre discutidos e observados. Não pretendemos esgotar o tema. Nossa intenção é levar ao conhecimento do leitor a I Taça das Nações Indígenas de Futebol e suas implicações na sociedade juizforana. O projeto desta pesquisa está apenas começando e ainda outras informações poderão surgir das observações feitas pelo grupo de professores e estudantes.

VI) Bibliografia

CANCLINI, Néstor Garcia. A globalização imaginada. São Paulo: Editora Iluminuras, 2003. 223p.

CANCLINI, Néstor Garcia. Consumidores e cidadãos: Conflitos multiculturais da globalização. 4. ed. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1999. 292p.

CUCHE, Denys. A noção de cultura nas ciências sociais. Tradução de Viviane Ribeiro. 2. ed. Rio de Janeiro: Editora Edusc, 2002. 256p.

JORNAL PANORAMA. Torneio começa com festa na UFJF. Juiz de Fora, 19 jan. 2007. Caderno Esporte, p. 16.

DUARTE, Juliana. De diferente, as pinturas e o dialeto. Tribuna de Minas, Juiz de Fora, 20 jan. 2007. Caderno Esportes, p. 11.

DUARTE, Juliana. Sonho de ser um novo Edmundo. Tribuna de Minas, Juiz de Fora, 21 e 22 jan. 2007. Caderno Esportes, p. 12.

DUARTE, Juliana. Taça das Nações Indígenas começa hoje. Tribuna de Minas, Juiz de Fora, 18 jan. 2007. Caderno Esportes, p. 12.

GEERTZ, Clifford. A interpretação das Culturas. Rio de Janeiro: Editora LTC, 1989.

GIOIELLI, Rafael Luis Pompéia. Pistas para entender a identidade cultural no contexto da globalização. In: Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 27., 2004, Porto Alegre. Anais… São Paulo: Intercom 2004. Disponível em: http://hdl.handle.net/1904/18054. Acesso em: 27 maio 2007.

GUERRA, Márcio de Oliveira. Futebol é Programa de Índio:Os meios de comunicação interferem no comportamento das tribos dentro e forade campo. In: Intercom Sudeste, 2007, Juiz de Fora. Anais… Juiz de Fora: UFJF, 2007. p. 10. CD-ROM.

SOUZA, Magda Vianna de. Globalização e revalorização da identidade cultural. Disponível em: http://www.sbec.org.br/evt2003/trab19.doc Acesso em: 12 de março de 2007

VELHO, G. e VIVEIRO DE CASTRO, E.B. O Conceito de Cultura e o estudo de Sociedades Complexas: uma perspectiva antropológica. In. Artefato – Jornal deCultura. Ano I, n.º 01, editado pelo Conselho Estadual de Cultura, Rio de Janeiro,1978.

* Tatiane Hilgemberg Figueiredo e Diogo Tourino de Souza são membros do Nupescec
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[1] CANCLINI, Néstor Garcia, 1999, p. 230-231.
[2] GIOIELLI, Rafael Luis Pompéia, 2004, p. 01.
[3] CANCLINI, Néstor Garcia, 1999, p. 165-166.
[4] CANCLINI, Néstor Garcia, 2003, p. 99.
[5] http://petecabrasil.vilabol.uol.com.br/historia.htm
[6]VELHO, Gilberto; Castro, Viveiros de, 1978, p. 04
[7] CUCHE, Denys, 2002, p. 29.
[8] CUCHE, Denys, 2002, p. 29.
[9]VELHO, Gilberto; Castro, Viveiros de, 1978, p. 04.
[10] CUCHE, Denys, 2002, p. 24.
[11]SOUZA, Magda Vianna de, p. 01.
[12]SOUZA, Magda Vianna de, p. 01.
[13] CANCLINI, Néstor Garcia, 2003, p. 99)
[14] CUCHE, Denys, 2002, p. 200.
[15]TRIBUNA DE MINAS, ano XXVI, nº 4339, Caderno de Esportes, p. 12.
[16]PANORAMA, ano 4, nº 1083, caderno de Esportes, p. 16.
[17]TRIBUNA DE MINAS, ano XXVI, nº 4338, Caderno de Esportes, p. 11.
[18]TRIBUNA DE MINAS, ano XXVI, nº 4339, Caderno de Esportes, p. 12.
[19] O Núcleo de Comunicação, Esporte e Cultura reúne professores Marcelo de Oliveira Matta, Márcio de Oliveira Guerra e Diogo Tourino de Sousa, dos cursos de Educação Física, Comunicação e Ciências Sociais, respectivamente. Fazem parte também os alunos de comunicação e educação física: Tatiane Hilgemberg Figueiredo; Marcelo Henrique Teodoro da Silva; Henrique Martins Fernandes; Thanius Scoralick Sarchis; Rafael Andrade Rezende; João Vitor de Moura Carmo; Márcio de Paula Lopes; Danilo Reis Coimbra; Clayton Marcus Nogueira Vieira; Renan Caixeiro Almeida; André Cristino de Castro; Pablo Augusto de Souza Castro; Douglas Rocha de Souza e Débora Nobre Monteiro. Os pesquisadores, aplicaram dois questionários, um para os jogadores e outro para os técnicos, nas tribos participantes, com o objetivo de observar como a cultura “branca” havia influenciado os índios na maneira como eles entendiam o futebol.
[20]TRIBUNA DE MINAS, ano XXVI, nº 4336, Caderno de Esportes, p. 12.
[21] GIOIELLI, Rafael Luis Pompéia, 2004, p. 05.

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