Universidade do Futebol

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20/10/2015

O legado causado pela falta de escolas para treinadores de futebol

O futebol brasileiro, goleado pela Alemanha na Copa de 2014, a cada dia se vê mais distante da imagem de vencedor e modelo para as outras seleções.

Depois do vexame dos sete a um ficou clara a falta de alternativas para se manter no topo sem depender, exclusivamente, de talentos individuais. Na Copa América, disputada no Chile, sofremos nova goleada, agora por seis a um, e justo para a Argentina. Desta vez fomos superados pelo número de treinadores argentinos que estão em atividade nas seleções de países da América do Sul.

Fica evidente que não somos mais a meca do futebol como já fomos logo após a conquista do tricampeonato mundial disputado em 1970, no México. Com o tri atraímos candidatos a técnicos de futebol da América Latina que vinham estagiar com os treinadores brasileiros enquanto frequentavam o curso de especialização oferecido pela Escola de Educação Física e Esporte da USP. O técnico colombiano que dirigiu a seleção da Costa Rica em 2014 foi aluno do professor José de Souza Teixeira, coordenador do curso, na década de 70 na Universidade de São Paulo. Depois Jorge Pinto foi estudar na Alemanha em sua constante busca pela especialização. Naquela época, a falta de conhecimento científico e as raras obras publicadas sobre a modalidade não atraíam os treinadores brasileiros para os bancos da academia. Os clubes ignoravam a necessidade do diploma, como acontece até hoje, embora mudanças radicais tenham acontecido.

A CBF só começou a incentivar a especialização muito recentemente e ainda longe do ideal. Não temos escolas de treinadores tradicionais como na Europa, Argentina e no Chile porque, por aqui, nunca se valorizou o aperfeiçoamento. Nós, os pentacampeões, não precisamos aprender com ninguém, assim como os outros descobriram que também temos pouco para ensinar. Como motivar treinadores a frequentar escolas se já tivemos até presidente da república que não estudou?

Comentários

  1. Isaias Araujo de Carvalho disse:

    Boa noite.
    Eu sempre que posso, faço questão de vir aqui tecer elogios a esta Instituição que na minha opinião , é uma ferramenta de suma importância para quem quer estudar Futebol.
    Mas me deixa espantado como algumas colunas vão muito bem, até que, o colunista resolve misturar as suas convicções futebolísticas com as suas opções politicas.
    Li toda essa coluna com grande atenção e motivação, quando ao chegar no fim, o honrado colunista resolve fazer a tão requentada mistura.
    Justo vocês que tratam de futebol tão bem e , apregoam que não se deve misturar com política, quando é na hora de fechar questão sobre um assunto, de vez enquando resolvem demostrar as suas preferências políticas e acho isso um mal desnecessário à UF.

  2. Isaias Araujo de Carvalho disse:

    Somente mais uma observação.
    Já que o assunto abordado é Futebol. Não seria mais sensato ou, até mesmo, coerente , que ao invés de citar um presidente da República citasse os nossos presidentes da CBF e , o então Presidente da FIFA, que era um brasileiro.

  3. Caio Ferreira disse:

    Tenho 17 anos e quero ser treinador de futebol, qual universidade de ed.física é mais reconhecida no país e quais cursos fazer depois para entrar no mercado de trabalho?

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