Universidade do Futebol

Geaf

16/07/2012

O novo organograma da comissão técnica do futebol

Buscando tornar mais eficiente e específico o staff de trabalho do departamento de futebol, seja profissional ou categorias de base, os clubes terão que passar por uma reflexão profunda a respeito das funções e da representatividade de cada um dentro do processo de formação e preparação das equipes para o alto desempenho esportivo.

O treinador, enquanto chefe da comissão técnica, precisa ter ao seu lado auxiliares que alimentarão seu trabalho com as informações que serão parâmetros para cada tomada de decisão em relação a cada atleta e para sua equipe.

Neste sentido, a partir do momento que for descoberto e estabelecido que a forma não é física e sim desportiva, qual será a função do preparador físico neste processo?

Se refletirmos de maneira minuciosa, um jogador que atinge a marca 2350 metros no yoyo test e outro que obtém apenas 1950 metros no mesmo teste, o que isso nos diz em relação ao desempenho no jogo?

É preciso se perguntar se os testes físicos escalam, aprovam ou dispensam jogador.

Se a respostas que encontrarem forem as mesmas que a minha, ou seja, “não” para as três questões, então podemos começar a rever o que representa o preparador físico para o futebol.

Se pensarmos a respeito do desempenho para o futebol, o conhecimento tático do auxiliar técnico é de mais valia (este esporte é tático) e daremos por encerrada a primeira questão.

Com relação ao trabalho de prevenção de lesões, seja no trabalho de força realizado na sala de musculação, seja nos treinos de estabilização articular, a figura do fisioterapeuta passa a ter melhor adequação a esta função. Segundo aspecto também fechado.

Ainda relacionar o treino de transição do departamento médico para as atividades normais com o grupo principal. Sim, neste caso podemos afirmar que o profissional da preparação física tem sua importância no sentido de tornar o atleta apto a realizar as tarefas intensas exigidas no treino normal, ainda sim, nada que os fisioterapeutas não possam fazer. Essa última me gerou certa dúvida.

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De qualquer forma, se quisermos realmente mudar, de maneira significativa, a metodologia, a concepção de desempenho e o processo de formação, é preciso abolir o reducionismo de nossa prática e desenvolver projetos com uma visão mais sistêmica e específica ao nosso esporte.

Acredito que, hoje, o nome “preparador físico” é só “fachada”: muitos colegas já trabalham com um caráter mais contextualizado. Fica aí a questão do espaço que deveria ser destinado ao departamento de fisioterapia. O tempo dirá! E fiquemos com essas afirmativas para reflexão:

1 – Futebol é um esporte tático, não físico;

2 – Futebol é um esporte tático, não técnico;

3 – A técnica faz parte das ações de cada jogador, mas é precedida de tomada de decisão, ou seja, futebol, ainda sim, é claramente um esporte tático;

4 – Entender o jogo é mais importante do que quantidade de sprints ou distância percorrida. Continuamos a reforçar a característica da modalidade.

Assim, podemos nos atentar para a função do preparador físico e sua importância referente ao desempenho futebolístico, bem como à entrada do fisioterapeuta neste processo.

Finalizo, com uma frase para as pessoas preocupadas com sua reserva de mercado: “O mundo detesta mudanças, contudo isto é coisa que traz progresso”. (Charles Kettering)


*Wladimir Braga é preparador físico das categorias de base do Clube Atlético Mineiro

Para interagir com o autor: wladimirbraga@hotmail.com

Contato: www.twitter.com/wladbraga  e www.wladimir-braga.blogspot.com
 

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