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É interessante vermos acontecer no futebol casos em que os clubes fazem inúmeras contratações no início da temporada e muito se espera quanto aos resultados positivos logo nos primeiros jogos ou competições. Mas será que estamos compreendendo o impacto que causa a uma equipe todas as mudanças ocasionadas por muitas alterações tanto na comissão técnica quanto no elenco?

O treinador enquanto líder do elenco, sendo ele recém-chegado no clube ou não, tem uma dura missão de conseguir promover uma rápida e eficaz sinergia entre os atletas para que eles possam desempenhar em campo o que se imagina e espera que eles possam fazer. Com isso, espera-se igualmente a chegada dos resultados positivos. Mas, eventualmente isso não acontece.

Recentemente li um texto de Daniel Goleman falando sobre o poder do “nós” e o quanto isso está sendo esquecido por líderes da atualidade. Eles vivem se perguntando os reais motivos pelos quais não se conseguem construir um time, que trabalhe de maneira colaborativa e sinérgica. Conforme Goleman, o autoconhecimento impulsiona a autogestão. A autoconsciência também impulsiona empatia. Se um líder não entrar em sintonia com ele próprio, não será capaz de se sintonizar bem com os outros. Estas competências irão permitir que um líder possa criar ressonância e mover as pessoas a sua volta na direção de uma visão autêntica e convincente. Quando existe um propósito comum compartilhado, isso torna o trabalho emocionante e envolvente.

Neste contexto o poder do “nós” pode ter alguma relação com o resultado de um time. Atualmente estudos de felicidade e bem-estar mostram que quando uma pessoa é uma parte de uma comunidade, tente a ser próspera e produtiva. Assim, um treinador enquanto líder que esteja consciente da importância dos relacionamentos com sua equipe, poderá criar um ambiente no grupo que envolva os atletas a colocarem o seu melhor na conquista de um bem comum.

O caminho para conseguir materializar o poder do conjunto talvez esteja na integração, para com isso chegar num engajamento sustentável dos envolvidos. Hoje sabemos que uma maneira de criar um senso de comunidade é integrar as várias partes de um grupo e o papel do líder se faz em reconhecer e promover a percepção de que todos estão juntos nessa. A competição não é diretamente de uns com os outros e se faz necessário reconhecer que cada atleta traz algo de valioso para o grupo, com o objetivo de melhorar continuamente todo o elenco.

Quando o treinador começa a perceber todos os envolvidos no elenco como parte de um todo, ele vê a importância do conjunto e passa a ser capaz de criar os vínculos necessários para a sua integração. Começa-se a perceber que as pessoas não são apenas elementos individuais, mas sim um conjunto que atua em harmonia e os laços de colaboração começam a serem mais efetivos.

Assim, reflito sobre este desafio adicional das equipes recentemente montadas e suas respectivas capacidades de utilizarem o poder do conjunto ou do “nós” em seu cotidiano, para com isso vencer a barreira do tempo curto na busca por melhores resultados em campo.

Um grande desafio, não acham? 

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