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O torcedor do Palmeiras não está satisfeito. E isso por si só já mostra uma evolução na maneira de ver futebol. Não é possível falar que não há resultado no trabalho de Vanderlei Luxemburgo. Porém a torcida já não se contenta “só” com isso. É preciso mais. A cobrança é por desempenho. Por um melhor rendimento. Por isso me alegro em ver essas críticas vindas da arquibancada, hoje virtual. O ganhar por ganhar já não basta. Estamos crescendo!


O futebol tem muitos elementos e a generalização não combina com uma análise mais aprofundada. Isso porque dizer simplesmente que o trabalho de Luxemburgo é ruim fica raso, superficial e não condizente com a verdade. Prefiro apontar que o time tem hoje uma séria dificuldade na construção ofensiva. Mas reconheço que a defesa é muito sólida, que há um mérito em colocar jovens para jogar e que a gestão do ambiente é bem feita por toda a comissão técnica. Viu, como não dá pra chegar e falar que tudo é ruim?


O problema do ataque do Palmeiras existe, mas ele fica potencializado porque o clube investiu alto em nomes para esse setor. A afirmação frequente é: com esses jogadores era pra jogar melhor. Novamente, recorro a questão da complexidade. É claro que o Palmeiras tem bons jogadores. Mas eles estão no lugar certo e na hora certa? E aqui não me refiro a posição dentro de campo, e sim transcendo para falar do clube como um todo. Qual o grau de ‘fome’ de alguns jogadores do elenco? O ‘ciclo’ de alguns já teria que ter chegado ao fim para o bem deles mesmo e do próprio Palmeiras?

Analisando grandes vencedores no futebol mundial vemos sempre uma oxigenação em seus elencos de um ano para o outro. O Palmeiras foi ‘obrigado’ a reformular seu elenco, mas sem ser algo pensado para o sucesso. Foi forçado e natural ao mesmo tempo. Explico: forçado porque jogadores caros, que não eram titulares, foram negociados. E natural porque uma molecada excelente vinda da base teria que ganhar espaço por razões óbvias de qualidade acima da média está cada vez mais no campo.

Um time vencedor não é composto necessariamente pelos melhores jogadores. Analisar o momento de cada um, o que eles já ofereceram e ainda podem – ou não – oferecer, enxergar e diferenciar potencial de crescimento e tendência a zona de conforto, enfim, são vários fatores a serem analisados na formatação de um elenco. Há uma carência de ideias ofensivas no trabalho de Vanderlei Luxemburgo. Entretanto o problema pode estar não apenas no treinador.

Marcel Capretz é jornalista com experiência em grandes emissoras de rádio e TV. Busca entender e explicar o jogo através do conhecimento.

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