O que vale mais: Brasileirão ou Libertadores?

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O objetivo deste texto não é propriamente dizer que Dudu está certo ou errado, mas sim sugerir uma reflexão a partir da declaração dele. É um ponto de vista. Há os que acham que sim, e há os que não. Com exceção do Grêmio em 2017, os clubes brasileiros não têm sido bem sucedidos na competição continental. Sim, chegam às semi-finais, entretanto não conquistam o título. Pelo empirismo, pergunta-se: vale mais para um clube do Brasil ganhar o seu certame nacional do que o de um outro país sul-americano ganhar o dele?

Pelo que se observa, vale. Sem desmerecer os outros torneios, vê-se na Argentina o “Clausura” e o “Apertura”, cada um jogado em um semestre. Funcionam como torneios separados. Na prática existem dois campeões argentinos por temporada. Nos nossos vizinhos, a falta de competitividade garante títulos para os grandes clubes, salvo exceções. A Argentina é exemplo. Em termos de expectativas, comparado aos vizinhos sul-americanos, espera-se muito mais das equipes daqui pelo título nacional. Como consequência, mais esforços dos times no Brasileirão ou Copa do Brasil. A competitividade é alta e, portanto, é também o risco de rebaixamento caso se priorize um campeonato, em prejuízo do outro.

Dudu em jogo contra o CA Boca Juniors. (Foto: AFP)

 

O Brasileirão decorre praticamente o ano todo. As distâncias são longas também. Felizmente, mais equipes do Nordeste participam, o que aumentam-nas ainda mais. Esses fatores levam a crer que os clubes dos nossos países vizinhos conseguem se preparar mais para uma Taça Libertadores. Os daqui, nem tanto. Há quem diga: “ah, mas existe a Copa Sul-Americana, cujas últimas três edições tiveram times brasileiros”. Mas este torneio vale outra reflexão que pode ser feita em texto futuro.  

Tudo isso leva a induzir que sim, é mais importante para um clube do Brasil ganhar a sua competição nacional do que um argentino vencer a dele. Isso não significa que é mais difícil do que a Libertadores. Tem mais status, claro, vencer o torneio continental. Aí é preciso que cada clube defina a sua preferência, conforme planejamento. Longe de comparações, na Europa o Benfica há décadas não vence um europeu. Mesmo assim é um dos clubes com mais sócios no planeta. O FC Barcelona só foi vencer sua primeira Champions em 1992 e depois só ganhou a segunda em 2006. Mesmo com isso carrega o lema: “Mais que um clube”, ou seja, não são as Champions que fazem-no grande.

Portanto, a declaração do Dudu abre uma brecha para esta discussão/reflexão. Sem valorizar o Brasileirão e desvalorizar a Libertadores, a competitividade do primeiro é tão alta que até a revista inglesa “Four Four Two” já destacou. Ao mesmo tempo, a mítica taça continental é extremamente difícil. Entretanto, para vencê-la, é preciso, primeiro, estar no topo do Brasil, o que não é nada fácil.

A Libertadores é obsessão, sim. Mas um Brasileirão também.

 

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