Universidade do Futebol

Geraldo Campestrini

19/08/2015

O relacionamento com o torcedor

Após aproximadamente 4 anos, finalmente, leio uma notícia que remete para um projeto a ser iniciado, gerido e implementado pelos clubes em prol do relacionamento com o seu torcedor.

Trata-se da inédita parceria entre Atlético Paranaense e Coritiba para a formatação de um clube de vantagens para os seus fãs. A informação está na Máquina do Esporte desta terça-feira (18-ago): http://maquinadoesporte.uol.com.br/artigo/sem-movimento-dupla-atletiba-repete-tatica-para-atrair-socios_28909.html

A “fórmula mágica” de se deixar na mão de terceiros a exploração de uma comunicação / gestão que deveria ser feita pelos clubes ou pela liga administrada pelos clubes parece dar os primeiros sinais de esgotamento em face do modelo adotado pela AMBEV.

Logicamente, para a AMBEV, o projeto é e continua sendo excelente. Para os clubes, além do comodismo e de alguns trocados, a iniciativa despertou para o potencial que há no relacionamento com os fãs. Isso impactou, naturalmente, os programas de sócio-torcedor – cujo modelo, venho alertando há algum tempo, não é sustentável no tempo, especialmente pelo formato como é conduzido pelos clubes brasileiros.

Um projeto de CRM, para se alcançar todo o seu potencial, necessariamente precisa ser implementado e gerido pelo detentor da marca com o suporte de empresas de tecnologia e/ou marketing para a sua alavancagem. As informações sobre os fãs, portanto, são de utilidade unicamente da marca e de seus parceiros estratégicos, que irão trabalhar em conjunto para atingir objetivos similares ou complementares ao dialogar com o público-alvo.

Que o “Clube de Vantagens ATLETIBA” seja o primeiro de muitos. Há muita coisa a se desenvolver no futebol brasileiro. A principal delas está na relação com os torcedores de cada clube. 

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