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Na semana passada, a tradicional Portuguesa de Desportos, a querida Lusa, protagonizou o ápice de seu declínio ao ser desclassificada logo na primeira fase da Série D do Campeonato Brasileiro, a última divisão da competição nacional. Com esse resultado, o clube não tem assegurada a sua participação na edição em 2018, somente se for campeã da Copa Paulista nesse segundo semestre.

Durante a semana passada, um assunto que fez grande barulho circulando pela internet foi a ideia de alguns torcedores incentivando a fusão da Lusa com o clube de futebol Red Bull Brasil, fundado pela marca austríaca há exatos 10 anos. Apesar de ter conseguido uma rápida ascensão à elite do futebol paulista, o clube também foi eliminado logo na primeira fase da Série D do Brasileiro desse ano.

Essa ideia encontra razão como forma desesperada de dar sobrevida ao clube de origem portuguesa. Além do terrível retrospecto de 2013 para cá, o clube está afundado em dívidas, que contribuíram de forma devastadora para a situação atual. Porém, dificilmente a ideia encontrará respaldo racional e que se concretize em um negócio sustentável.

Em seus áureos tempos, a Lusa era admirada por conseguir brigar de cabeça erguida com os gigantes Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos. A fórmula do sucesso estava em sua capacidade de revelar grandes jogadores do porte de um Denner, da influência da comunidade portuguesa na gestão e, principalmente, pela força de seu clube social, que possuía mais de 100 mil sócios adimplentes. Hoje, o futebol de base não possui nenhuma condição estrutural para revelar algum novo craque, a comunidade portuguesa cansou dos desmandos ocorridos e, os sócios, seguindo o que ocorreu com outros tradicionais clubes sociais da cidade, desapareceram.

Crédito: Reprodução
Crédito: Reprodução

A empresa de energéticos Red Bull construiu uma relação muito próxima com o esporte mundial, criando eventos diferenciados e ultrarradicais, ao mesmo tempo em que apostou no futebol com um modelo inovador ao dar nome a diversos clubes espalhados por países como Áustria, Estados Unidos e Alemanha, onde conquistou inclusive o vice-campeonato da Bundesliga nessa temporada. Aqui no Brasil, os resultados ainda são tímidos, porém a imagem de inovadora e de gestão eficiente fez com que os lusitanos arregalassem seus olhos ao pensar na ideia dessa fusão.

A empresa, de forma inteligente e divertida, aproveitou essa situação para lançar mensagens com seu mascote em “territórios” portugueses, degustando os pratos tradicionais dessa rica culinária, como o bolinho de bacalhau e o pastel de Belém.

Enfim, ideias não custam nada. Como seria essa junção entre a tradição e a modernidade? Entre o conservador e a inovação? Apesar de pouco provável, vale acompanhar os desdobramentos. É melhor nunca duvidar da força de um touro, da obstinação de um português e, principalmente, do que o futebol é capaz de inventar.

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