Universidade do Futebol

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24/02/2015

O treinamento infantil na ajuda da formação dos craques

Muitos dos artigos aqui publicados, debatem sobre a falta de jogadores com a perícia técnica quase perfeita que existiam décadas atrás e transformou o brasil no que consideramos, o país do futebol. Alguns acham que o problema está na falta de espaço que as crianças têm para se desenvolver no mundo do futebol, não podendo mais brincar nas ruas sem uma devida segurança, ou em algum espaço dentro do próprio bairro.

O futebol para a iniciação, normalmente é trabalhada com acompanhamento, hoje em dia por escolinhas de futebol geralmente, então porque houve essa perca no aprendizado do futebol por parte das crianças, se temos até o acompanhamento de um profissional da área parar supervisiona-la e dar segurança aos pais. A principal causa disso provavelmente seria a forma como se trabalha com o futebol para a iniciação esportiva, não dando dificuldades para as crianças enfrentarem, nem uma liberdade maior para elas se conhecerem melhor, como aconteceria se elas jogassem na rua.

Mas o principal problema é, como são ensinadas as crianças a obterem esse desenvolvimento físico, e o conhecimento do próprio corpo e do jogo?

Estudos e artigos já publicados mostram que a evolução das crianças nos aspectos físicos até os 10, 11 anos, é natural ou seja, independente de se treinar ou não, se brincar mais ou menos, o avanço nas habilidades físicas como velocidade, agilidade, força e resistência (características fundamentais para o futebol) apresentam essa evolução de forma gradual.

Apesar dessa comprovação teórica, a evolução das crianças que treinam/brincam e vivenciem em uma escolinha de futebol o esporte, proporciona a ela um avanço superior as demais, mesmo que o avanço venha com o tempo em todas as crianças de forma geral, essas apresentam uma habilidade motora mais aprimoradas, o que lhes concede um aprendizado futuro melhor do futebol, mais também de outros esportes, ou seja, se além do próprio ganha nos aspectos físicos naturais, a criança aprender e se conhecer melhor, terá mais oportunidade e possibilidades de uma mais fácil aprendizado no futuro, tanto no futebol como em algum outro esporte.

A forma de ensino-treinamento nas escolinhas para as crianças menores de 10 anos que não apresentam essa habilidade motora tão desenvolvida, é algo também a se repensar, por que não podemos deixar elas apenas com o ensino aprendizagem motora advinda do futebol, pois apesar de ser um esporte completo (em questão de movimentos, apresentando saltos, corridas, giros, quedas e diversos outros), ele tem seus movimentos principais, e com o ensino destes mais que outros, faz perder-se na criança a sua criatividade para inovar, padronizando os movimentos, tendo futuramente algo estático em seu subconsciente, na maioria das vezes, não conseguindo sair de situações problemas em que ela nunca enfrentou. Um problema considerado mais sério ainda quando falamos dessa criança futuramente engajada em um alto nível competitivo, e muito disso se passa na diferença onde as crianças de hoje e as de antigamente aprendem a jogar, quase não existindo hoje em dia o futebol de rua, que muitos atletas e ex atletas destacam como fundamental para sua carreira, como Zico chegou a afirmar.

’’Cresci a aprender a resolver os problemas no meio da rua (…) talvez daí venha parte da minha habilidade!’’
(ZICO, 2003 apud Fonseca e Garganta 2006)

A ideia de trabalhar uma variação maior na criança, busca habita-la motoramente para todas as práticas esportivas futuras a ser trabalhadas, para além de apresentar essa variação maior de movimentos e de fuga de situações problemas dentro do futebol, ela também ter habilidades motoras para se quiser mudar de esporte, dentro de seu gosto e preferência, consiga faze-la, pelo menos por parte das habilidades motoras.

Práticas corporais para se ensinar o esporte a uma criança, tem e devem ser mais estudadas e melhor entendidas pelos profissionais da área.

Focando um pouco no futebol, porque alguns elementos do treinamento infantil (que deve ser visto pela criança ainda como uma brincadeira) da ginastica, por exemplo, não podem ser aderidos a um dia no treino da escolinha de futebol? Cambalhotas, bananeiras, pontes, exercícios basicamente da ginastica de iniciação, mais que apresentam uma carga de controle corporal bem alto para a idade, desenvolvendo assim um senso de locomoção corporal. Esse é apenas um exemplo de diversos que poderíamos usar, dos mais diversos esportes, para habilitar as crianças e melhora-las dentro do futebol.

Essa ideia de mesclar dentro do treinamento infantil diversos esportes, só tende a ser benéfica para a criança e seu desenvolvimento, fazendo a mesma a ter em seu subconsciente uma gama de habilidades e exercícios muito maiores, para poder usar em uma situação futura dentro do futebol, como também evita a iniciação precoce, que na maioria dos casos, tira a criança futuramente desse esporte por não suportar mais treinar essa determinada modalidade.

O avanço do conhecimento corporal pela criança proporciona uma gama muito maior de experiências positivas a ela, tendo assim uma evolução dos padrões motores muito habilitados para os treinamentos e jogos de alto nível.

Dessa ideia podemos tirar as habilidades motoras mínimas necessárias para se fazer um craque no futebol, ter um bom controle do corpo em campo em relação ao espaço em que se está inserido, e depois com um bom treinamento técnico dos diversos fundamentos do futebol, criarmos mais e mais craques como antigamente se via em todos os campos de várzea.

O jeito é inovar, mudar, e melhorar, para poder ver resultados futuramente dentro dos campos, vestindo a camisa amarela.

Referências Bibliográficas:

FONSECA, H. e GARGANTA, J. (2006). Futebol de Rua, um beco com saída

Comentários

  1. Elizabeth disse:

    No segundo parágrafo está escrito “perca” um erro desses tira toda a credibilidade da matéria.

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