Universidade do Futebol

Artigos

26/07/2007

Os órgãos tendíneos de Golgi como receptores no sistema nervoso

Junto e dentro do músculo se encontram receptores que dão ao cérebro informação sobre a postura do corpo, o equilíbrio e o movimento. Existem duas espécies de grupos de receptores para transmitir informações ao sistema nervoso: os órgãos tendíneos de Golgi e os fusos musculares neuromusculares. Esses receptores, no âmbito do músculo, também são chamados de proprioceptores. O fluxo de informação corre dos receptores, passando pela medula espinal, indo até as respectivas partes do cérebro, onde essas informações são assimiladas.

Os órgãos tendíneos de Golgi se encontram na transição do músculo para tendão e consistem de cápsulas cheias de líquido, equipadas com poucas fibras musculares e terminações nervosas de condução rápida.

Quando a tensão muscular aumenta, as fibras tendíneas se contraem firmemente. Com isso, as cápsulas cheias de líquido são comprimidas, o que faz com que seja produzido um aumento de pressão nas terminações nervosas. Isso leva, por sua vez, a um aumento do fluxo de informação para o SNC.

Se o músculo é contraído, os órgãos tendíneos de Golgi medem o nível momentâneo de tensão no interior do tendão. Logo que é alcançado o valor-limite fisiológico, o músculo é fortemente travado para impedir uma sobrecarga nos tendões e, como conseqüência, um dado permanente.

Um aumento de tração no tendão causa uma forte inibição do músculo receptivo (inibição autógena). Uma redução na tração do tendão efetua, em contrapartida, um fortalecimento do músculo pertinente.

Esse conhecimento é utilizado em cinesiologia para examinar a reação normal de um músculo, ou para levar um músculo hipertônico a um estado de tensão normal. Assim, um músculo normotônico deve reagir de maneira fraca ao alongamento do respectivo tendão ou, como também se diz na linguagem cinesiológica especializada, “desligar”, quer dizer, o músculo é sedado. O encurtamento das terminações tendíneas deve levar a um imediato “religamento” do músculo, portanto, a uma reação muscular normotônica. Se não for esse o caso, existe então um músculo “bloqueado”, portanto, hipertônico.

Bibliografia

DOBLER, Günter. Cinesiologia – fundamentos, prática e esquemas de terapia. Editora Manole, 2003.

Comentários

Deixe uma resposta