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18/02/2019

Os planos para o futuro da MLS

A liga profissional americana continua a crescer em tamanho e qualidade

A Major League Soccer (MLS) recentemente teve seu jogo das estrelas (All Star Game) e teve boa atuação contra o time da Juventus FC de Turino (o jogo terminou empatado e a Juventus venceu nos pênaltis). O jogo teve ótima qualidade e foi jogado em Atlanta na Geórgia em frente a mais de 70 mil pessoas.

Apesar dos EUA não terem se classificado para a última Copa do Mundo, o interesse do povo americano pela liga continua em alta. Os últimos craques (apesar de idade um pouco avançada) a se transferirem a MLS foram nada mais que Zlatan Ibrahimovic (LA Galaxy) e Wayne Rooney (D.C. United). Recentemente Ezequiel Barco de apenas 18 anos, revelação promissora da Argentina se transferiu para o time do Atlanta United. Há rumores de mais nomes de peso por vir.

A liga MLS continua a crescer e já anunciou mais times a serem adicionados para os próximos anos: em 2019 FC Cincinnati será adicionado e em 2020 haverá times em Miami e Nashville. Portanto, a liga terá 26 times em 2020, uma drástica evolução em se considerando que em 1993 a liga começou com apenas 10 times. A propósito, cada “franquia” (ou time) tem que pagar $150 milhões de dólares para se afiliar a liga.

A princípio, os executivos da MLS tinham a ambição de tornar a liga uma das principais do mundo até 2022. No entanto, há um consenso que essa meta deve ser adiada para 2026, coincidindo com a Copa do Mundo a ser sediada nos EUA, México e Canada.

Outra indicação do crescimento do futebol nos EUA é a quantidade de novos estádios sendo construídos. Dos 23 times que jogam a MLS, 20 possuem estádios específicos para o esporte, e muitos são de ponta em todos os aspectos, comparáveis aos melhores do mundo. Os últimos a serem construídos foram do Los Angeles FC (2018), Atlanta United e Orlando City (2017), e San Jose (2015). Em 2019, DC United e Minnesota terão novos estádios. Aliás, o estádio mais velho foi construído em 1999 (Columbus).

A nível de público a liga também tem ótimo desempenho. Ano passado a média pagante foi de 26 mil ao todo. Isso inclui impressionantes números como Atlanta (48 mil), e Seattle (43 mil). Quando consideramos que a média do ano no Brasil ano passado foi de 16 mil pagantes, esses números impressionam.

Por último, a MLS tem mostrado uma evolução também no quesito de salário dos jogadores. Apesar de estar longe dos contratos milionários na Europa, quando se compararmos com o Brasil, a MLS não deixa muito a desejar. Por exemplo, os jogadores mais bem pagos no Brasil recebem 3 milhões de dólares ao ano (https://avozderealeza.com.br/noticia/2344/os-10-maiores-salarios-do-futebol-brasileiro-2017) enquanto nos EUA eles recebem até 7 milhões ao ano (https://www.denverpost.com/2018/05/10/mls-player-salaries-2018-highest-paid-players/).

O futuro é promissor e há de ficarmos de olho.

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