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19/09/2011

Os quatro lados de uma negociação: clubes, atleta e empresário

O futebol de hoje está cada vez mais globalizado e agitado. Enquanto há algum tempo atletas ganhavam pouco e raramente mudavam de clube, hoje uma negociação envolve cifras milionárias de todos os lados e ocorrem com grande frequência.

Uma transferência é muito complexa e envolve quatro lados: clube vendedor, clube comprador, atleta e empresário. Cada um destes tem sua forma de pensar e de agir, o que muitas vezes causa conflitos e trava muitas negociações; o objetivo, porém, é o mesmo para todos: o lucro.

No momento de uma negociação, o clube vendedor, obviamente, pensa em atingir sempre um preço de venda maior do que o de compra e o investido até ali, enquanto o comprador espera que o atleta adquirido tenha um desempenho que permita que o clube ganhe dinheiro explorando sua imagem, além de premiações com títulos. O que muitas vezes, em longo prazo, cobre ou até possa superar o valor investido na compra.

O atleta troca de clube por basicamente dois motivos, um futurista e um imediatista. O primeiro: estar sem oportunidades e “precisar jogar”, o que na verdade significa ter mais visibilidade, para futuramente conseguir ter uma transferência vantajosa financeiramente no futuro; o último: estar em alta e receber uma proposta melhor financeiramente e naquele momento conseguir, em geral, “fazer seu pé de meia”.

Por fim, o lado do empresário, que ao contrário do que muitos pensam (por não entender sua função), não é o vilão do futebol. O empresário “cuida da carreira do atleta” prestando diversos serviços ao cliente, inclusive negociando a transferência do mesmo. Quando isso se concretiza, geralmente tem direito a uma quantia financeira do valor acordado entre os clubes e o recebido pelo jogador.

Apesar de seguirem caminhos diferentes, fica claro que todos os lados buscam numa negociação o mesmo objetivo: o lucro.

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