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Futebol é paixão.

Um dos maiores clichês que costumamos ouvir quando se fala desse esporte.

De quem trabalha ou está diretamente envolvido na sua gestão, ou até mesmo de quem, simplesmente, é torcedor, fã.

O grande problema desta relação afetiva existe quando se faz mau uso da paixão para justificar mandos e desmandos, grandes equívocos, má fé.

Por exemplo, quando, para aplacar a ira da torcida – ira que deriva da paixão exagerada e tresloucada – os dirigentes contratam um jogador caro, de técnica duvidosa, mas afamado, com a promessa de que todos serão felizes para sempre.

Como a decisão é baseada apenas na fugaz paixão, provavelmente, fugaz será a relação.

Estar apaixonado por alguém ou por algo é uma sensação muito bacana, poderosa.

Faz com que tenhamos disposição além da conta, os dias são vitaminados por um brilho e uma energia positiva que nos deixam mais produtivos, otimistas, sociáveis, felizes.

Pessoas apaixonadas são muito estimulantes. Às vezes, podem ser perigosas também.

Brigar, matar, trair, enganar. Tudo fazem para conseguir aquele objeto de desejo.

Conquistar uma pessoa, uma vaga de emprego, celebrar uma vitória ou desabafar a derrota do seu clube de futebol.

Ao contrário do que estar apaixonado, e que, como bem dito, denuncia um estado de espírito, um tanto passageiro, ser apaixonado é diferente.

É algo permanente, amparado por uma profunda convicção, autoconhecimento e autoconfiança, por saber quais são os limites do envolvimento com uma pessoa, ou com, por exemplo, um clube de futebol.

Inclusive, ter a consciência de que a relação pode não conter limites. Porque se é apaixonado e ponto. Não é algo superficial. É algo que migra para um sentimento de amor.

E, como dizem os franceses, não existe amor, existem provas de amor: paixão que se pretende confundida com amor tem que ser praticada.

Estive presente no jantar beneficente organizado pelo Boca Juniors e pela Unicef na semana passada em Buenos Aires.

Além do fato de ter sido impecável a organização do evento, o envolvimento das pessoas com o clube, no passado e no presente – pois ali estavam grandes ídolos históricos, desde McAlister a Carlitos Tevez, bem como o elenco atual todo – é visível.

O clube exerce, efetivamente, um papel de protagonista na comunidade local, fato traduzido pelos programas socioesportivos realizados com a chancela da Unicef.

O jantar contou com mais de 800 pessoas, transmitido ao vivo pela Fox Sports, além de extensa cobertura da imprensa local. Cada entrada custava 750 dólares e o total arrecadado foi de R$ 1,3 milhão de reais.


 

Aliás, nos países hispânicos, a expressão “protagonismo” é muito utilizada no futebol.

“Fulano foi protagonista da partida…”.

O Boca Juniors ensina que um clube de futebol é um grande protagonista na sociedade e que pode ajudar a transformá-la, sendo o ponto de engajamento para os que querem ajudar.

Unidos pelos mesmos valores, pelos mesmos propósitos, pela mesma paixão.

Paixão é o sentimento que serve de base para sermos todos protagonistas da transformação social por meio do futebol.

Ser apaixonado pela vida e por aquilo que se faz, compartilhando com quem está ao nosso redor.

Confira mais vídeos aqui

Para interagir com o autor: barp@universidadedofutebol.com.br

 

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