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30/01/2016

Propostas de padronização dos elementos do jogo nas categorias de base

*Alex Nascif, Thadeu Rodrigues, Marcelo Matta e Luiz Fernando Sousa

O futebol é um dos esportes com maior número de espectadores e praticantes ao redor do mundo. Um dos motivos para esta paixão pode ser justificado pela imprevisibilidade do jogo, onde nem sempre a melhor equipe ou o melhor elenco vence, pois é possível que um grupo menos qualificado seja mais efetivo, através de melhor estratégia, melhor gestão do espaço de jogo ou eficiência. Assim, percebe-se a importância que a tática, aqui entendida com gestão de espaço, seja considerada uma dimensão de extrema importância no processo de formação do jovem futebolista ao longo do tempo.

Sabe-se que durante a formação do futebolista deve-se adequar as exigências dos treinos e das competições de acordo com suas características de crescimento, desenvolvimento e maturação biológica (MALINA et al., 2004). No entanto, é comum observarmos um desrespeito a este conceito, submetendo os jovens praticantes a treinos e a competições nos moldes dos adultos, ou seja, levando uma criança ou um jovem a ter de gerir um espaço do campo semelhante ao do adulto.

Ao pesquisar sobre o tema, encontramos competições estaduais e regionais onde crianças de 10 até 13 anos competem em formato de 11×11, com traves, bolas e dimensões do campo semelhantes aos dos adultos. Observando este cenário podemos perceber o quanto contraproducente pode ser um jovem tentar preencher um espaço em que talvez nem um adulto consiga preencher de forma efetiva. Além disso, alguns estudos reforçam a ideia de que a expertise é atingida através da maior exposição possível em horas e práticas de qualidade na atividade em questão. Esta informação nos leva a questionar, será que a criança estará sendo mais estimulada em um jogo de 11×11, em campos de medidas para adultos, ou em jogos de 5×5 ou 7×7 com medidas proporcionais? Este questionamento é baseado no fato de que o maior contato com a bola parece possibilitar ao envolvido uma maior estimulação de tomadas de decisão e ações dentro do jogo, potencializando o seu desenvolvimento cognitivo, motor e fisiológico de forma sistêmica.

Para ler o texto na íntegra, basta clicar aqui

Comentários

  1. Benedicto disse:

    Gostei do questionamento, contudo não entendo como positivo esta tentativa, para mim desnecessária, de mudar a nomenclatura de tática para “gestão de espaço”…???

  2. Foto de perfil de ALex Nascif ALex Nascif disse:

    Bom dia meu amigo. Veja bem, nossa intenção não é mudar uma nomenclatura, já que a mesma é muito bem deifinida na literatura, veja abaixo, nossa intenção é apresentar uma proposta de padronização dos elementos do jogo, como é visto na tabela presente na integra do artigo.

    Artigo: Proposta de avaliação do comportamento tático de jogadores de futebol baseada em princípios fundamentais do jogo
    Autores: Israel Teoldo da CostaI; Júlio GargantaIII,IV; Pablo Juan GrecoII;Isabel MesquitaIII,IV

    Ao assumir essa necessidade de auto-organização coletiva, passa-se a entender que a preocupação dos jogadores de Futebol se centra, em larga medida, na GESTÃO DO ESPAÇO DE JOGO. Essa preocupação é legítima porque poderá exercer influência sobre outros componentes de jogo como o tempo, a tomada de decisão e a execução da ação ( BUSCÀ ; RIERA, 1999).

  3. CARLOS disse:

    COMO TUDO NOVO CAUSA RESISTÊNCIA ACHO QUE LOGO, LOGO, TODOS SE AMBIENTARÃO COM A NOMENCLATURA, MAS, ACHO MUITO PERTINENTE O NOME DE GESTÃO DE ESPAÇO, PORQUE NÃO É SÓ OCUPAR O ESPAÇO, É SABER PORQUE OCUPOU, COMO OCUPAR E O QUE FAZER QUANDO OCUPAR? JÁ ACHO QUE TEM TUDO HAVER!

  4. Gimenez disse:

    Caros colegas

    Penso que se isso irá exterminar o futsal.

    O futsal tem uma função muito importante neste trabalho de formação e ele deveria ser parte integrante e obrigatória dos treinos.

    Os problemas são muitos maiores do que estes !!!

    Eu montei um projeto o qual foi apresentado dentro da CBF e foi tratado como algo muito legal e inovador, mas ….. com início meio e fim

    Não estou generalizando, mesmo por que não conheço 100% dos trabalhos e dos treinadores

    1) – Os treinadores de base devem ter como seu principal objetivo formar e nao conquistar títulos.

    2) – Os treinadores tem a obrigação de entregar a próxima categoria um atleta melhor do que ele recebeu. TREINAR E TREINAR MUITO OS FUNDAMENTOS BÁSICOS

    3) – Os treinadores da base até 14 anos devem focar nos treinos mais criativos. Estamos copiando muito e sem entender exatamente os modelos de treino aplicados e seus objetivos.

    4) – Os treinos para estes iniciantes devem ter muitos exercícios para equilíbrio, coordenação, respostas motoras em velocidade, atletismo entre outros. E claro todos adaptados ao futebol.

    Não quero me estender muito, mas o trabalho está a disposição da Universidade do Futebol e do Brasil para os Brasileiros.

    Sou ex atleta, hoje treinador, estudei muito e apliquei muito todas as técnicas

    Eu sei que isso ajudaria muita gente (Coordenadores, treinadores e atletas)

    Em apenas 25 min consigo apresentar os trabalhos resumidamente.

    Fico a disposição

    Gimenez

    11 – 996.929.451 (SP)

    QUANDO NOSSOS CAMPOS DE VÁRZEA “ERAM” CHEIOS DE BURACOS E CHEIOS TANTAS OUTRAS SURPRESAS (CAMPO CHEIOS DE IRREGULARIDADES)

    NÃO ERA PRECISO COLOCAR “CONES OU DAR TREINOS DE CONDUÇÃO E OUTROS FUNDAMENTOS”

    O PRÓPRIO CAMPO JÁ FAZIA ESSE TRABALHO

    ABRAÇOS

    GIMENEZ

  5. Quem sou eu para discordar de mestres e doutores, porém tenho uma experiência de 43 anos no futebol Nacional e europeu e vejo muitas pessoas tentando trazer para o futebol brasileiro os conceitos europeu , muito me preocupa por conhecer de perto o conceito europeu de formação, onde eles não tem o talento e nem a formação que nos temos , o garoto europeu precisa de técnicos que lhe ensine a prática do futebol a nível profissional em todas as suas valências , os nossos jovens nascem com um dom que precisa ser aprimorado e não so no futebol pois em sua maioria vem de famílias com todo tipo de problema social e familiar , esses doutores e mestres talvez não viva o dia a dia de um jovem , nosso futebol precisa sim é de uma gestão profissional e na mesma gestão um cunho social ,deixem os gabinetes e vão aos campos e vejam a realidade precisamos muito mais que apenas mudar nomenclatura , sou a favor de se estudar futebol sim mais não copiar a Europa pois é isso que estou vendo , obrigado pela oportunidade de opinar

  6. Gimenez disse:

    Caros Senhores

    Todos nós temos as nossas razões

    Um trabalho bem feito, é construído com a diversidade de informações e experiências

    É claro que o maior dos problemas estão na gestão das entidades grandes e pequenas

    Estamos despreparados para gerir com propriedade a qual o FUTEBOL DO BRASIL merece

    Sobre o assunto de ocupação de espaço

    Eu também acho que ele é importante, mas é apenas mais um trabalho a ser explorado e aplicado

    Também concordo que com a falta de qualidade técnica, falta de criatividade, falta de habilidade, a tal ” OUSADIA E ALEGRIA ” ou mesmo a falta de alegria nas pernas dos europeus e resto do mundo

    Todos vcs tem as suas razões

    E como seria ótimo e maravilhoso se todos nós pudéssemos encontrar um equilíbrio

    Isso significa que todos nós estamos tentando e aplicando suas técnicas

    Mas para quem assistiu os jogos de 58, 62, 70, 82

    Por favor nós temos muito a apresentar

    Seria bom a CBF fazer o seu trabalho

    Por que tem dinheiro

    Por que tem gente competente (tirando seus executivos, que vergonhoso)

    Por que tem estrutura

    Por que pode e deve

    Por que se não o fizer !!!!!!!

    Eles destruirão o futebol

    Vou apenas apimentar mais um pouco

    CBF E POLÍCIA FEDERAL !!!!! INVETIGUEM ALGUNS CLUBES GRANDES E PEQUENOS EM SUAS CATEGORIAS DE BASE “SOBRE A VENDA DE VAGAS EM SUAS EQUIPES”

    A COISA É MUITO MAIS SÉRIA DO QUE APENAS NOVOS MODELOS DE TREINAMENTO

    PODEM IR ATRÁS

    SERÁ MUITO FÁCIL PEGAR

    SEM MUITO ESFORÇO

    ISSO SIM DETONA QUALQUER TRABALHO SÉRIO

  7. Foto de perfil de Samuel Futsal Samuel Futsal disse:

    Acredito que, por mais que muitas pessoas possam discordar, o futsal é um agente que pode influenciar neste processo, seguido do futebol Society (Fut7) e, ainda, o futebol de 9 antes do futebol com 11 atletas.
    As categorias sub-7 deveriam jogar em espaços equivalentes ao futsal, jogo de 5×5
    As categorias sub-9 deveriam jogar em espaços equivalentes ao Fut7, jogo de 7×7
    As categorias sub-11 deveriam jogar em espaços equivalentes ao futebol de 9, jogo de 9×9
    Por fim, a partir da categoria sub-13 que é o estágio final de uma fase muito influente da formação os atletas deveriam iniciar o jogo de 11×11, podendo até ter dimensões um pouco reduzidas, mas próximas das oficiais, pois a partir das categorias sub-15 (até sub-20) os níveis de competição e modelos de formação são bastante específicos por entrar em um ponto fundamental da especialização do atleta antes de se tornar jogador profissional.

  8. carvalho disse:

    Tenho escola de futebol de campo,nem por isso trabalhos os meninos menores no campo todo,em questão de jogar aqui ali,não faz a diferença,já formei muitos jogadores,nunca tiveram lesão por causa do tamanho do campo,eu canso de receber alunos que vem do futebol 7 e do salão lesionados,com sobre cargas de trabalhos.Amigos temos espaços no futebol para todos,não ficam questionando coisas que não existem,bom trabalho a todos.

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