Universidade do Futebol

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10/12/2019

Reflexões sobre o método de avaliação nas categorias de base

Para todos os profissionais envolvidos com categorias de base, a proximidade do final do ano também significa a proximidade da tomada de decisões muitas vezes difíceis, que geram dilemas, desentendimentos e crises de consciência. Isso porque o final do ano e de uma temporada implica na necessidade de se decidir sobre quais atletas serão absorvidos, contratados, promovidos ou dispensados pelo Departamento de Base.

Em meio aos vários dilemas vividos na gestão das categorias de base de um clube de futebol (e porquê não, nas escolas de futebol Brasil afora) talvez o processo de avaliação seja um dos que gera mais incertezas, discussões e aflições.

Por “avaliação”, entendamos aqui como os processos, critérios e métodos utilizados inicialmente na identificação do talento, e depois aplicados ao longo da trajetória do jovem no decorrer das diferentes categorias, que culminaria em sua projeção futura ao status de atleta profissional. É por meio dessas avaliações que jovens atletas são captados, promovidos, contratados e dispensados.

Importante que se diga já aqui no início que este texto não possui a pretensão de apresentar um formato “ideal” de avaliação. Menos ainda determinar exatamente quais critérios devem ser privilegiados na identificação de um atleta talentoso ou mesmo na avaliação de sua projeção futura como atleta profissional. A intensão deste texto é tão simplesmente a de apresentar as minhas reflexões sobre os dilemas vividos no processo de avaliação e apontar para uma direção relacionada ao método a ser empregado, sem dúvida respeitando as particularidades de cada instituição de futebol.

Os envolvidos no processo, desde os captadores (conhecidos também como “olheiros”), passando pelos treinadores, coordenadores técnicos e chegando aos executivos e diretores estatutários, todos acabam por possuir sua opinião a respeito de como deve ser feita a identificação e avaliação dos talentos a serem atraídos e desenvolvidos no clube a que servem.

De certa maneira, todos buscam por uma “bola de cristal”, que seja precisa o suficiente para se prever o quanto o “talento” atraído e desenvolvido no clube irá realmente “virar”, se tornando um atleta ou equipe de atletas cujo alto nível de desempenho possa contribuir com resultados esportivos e financeiros ao clube.

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*Gabriel Puopolo de Almeida atualmente é psicólogo da categoria sub-20 do São Paulo FC. É bacharel em Esporte pela Escola de Educação Física e Esporte USP/SP, Mestre em psicologia da aprendizagem pelo Instituto de Psicologia da USP. Atua também como instrutor da CBF Academy para as áreas de Psicologia do Esporte e Gestão de Pessoas.

Comentários

  1. RAFAEL ALAN disse:

    A lição ainda a cumprir é nos abrirmos ao conhecimento de forma honesta e humilde, para então investigarmos o jogo continuamente, com mais método e rigor… “desvendando” melhores indicadores de desempenho, assim como outros para potencial… Tratar de crianças e jovens no futebol não é a mesma coisa que tratar de adultos… Formação é processo de longo prazo… Daí o segundo ponto: somos escola sim nos centros de formação, mas precisamos agir como tal, de forma mais consistente no tempo, sem cambalear nas trocas de hierarquias… As melhores bases do mundo já se deram conta disso há anos em outros lugares. Precisamos agir. O óbvio precisa ser dito também.

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