Universidade do Futebol

Eduardo Fantato

21/02/2012

Relação dos clubes com os incentivos e fomentos tecnológicos – parte II

Olá, amigos!

Na primeira parte deste tema, discutimos a necessidade de os clubes se organizarem para investir e estruturar a questão tecnológica de seus departamentos.

Comentamos que “o investimento em tecnologia não deve concorrer com o investimento de contratações e administração do plantel. Ele faz parte dos recursos investidos pelo clube no aperfeiçoamento do desempenho de sua equipe e de sua gestão”.

O foco nesta parte foi o relacionamento e o desenvolvimento de projetos com a proximidade do Ministério de Ciência e Tecnologia.

No texto desta semana, trazemos outras possibilidades de fomento à tecnologia, oferecendo outras perspectivas ao clube que tanto reluta em investir em inovação.

Inspirado em tantas outras áreas da tecnologia, o futebol pode desenvolver prêmios para que torcedores, cientistas e engenheiros possam contribuir com a ciência do jogo. Assim como a Gatorade possui um instituto focado em desenvolvimento de ciência, o clube pode desenvolver ações similares.

Seja na organização de departamento de desenvolvimento de pesquisas de ponta, que poderão usar o próprio clube como laboratório, o que possibilita o pioneirismo em diversas ações, seja no incentivo à inovação, é possível criar alternativas.

Tivemos no mês passado a divulgação de um prêmio para quem conseguir desenvolver um aparelho inspirado na ficção para detectar doenças*. Os valores podem ser altos, o desafio complexo, porém, isso pode acelerar resultados e a obtenção de recursos avançados.

Um caminho que pode servir de exemplo para o futebol, adequando-se os valores e necessidades, é possível, sim. É preciso que o clube desenvolva um programa de incentivo e prêmios para quem conseguir desenvolver recursos necessários para o dia a dia desta agremiação.

Por um lado pode baratar o investimento à medida que você compartilha seus interesses. Por outro, tornam “públicas” as intenções do que poderia ser um diferencial. Mas sempre quem toma a dianteira em tecnologia tem a capacidade de obter profissionais mais qualificados e, nesse aspecto, o compartilhamento das informações e do desenvolvimento teria o benefício da diluição dos custos, aliado à competência profissional, que é o que realmente faz a diferença no uso tecnológico.

De nada adianta uma super máquina se não existir um ser humano capacitado e, mais do que isso, que consiga tirar o melhor proveito dela.

Falta de dinheiro não pode ser utilizada de desculpa para o não investimento em tecnologia. Alternativas existem. O que pode faltar é competência, visão e iniciativa.

Mas, aí, são outros problemas…

Para interagir com o autor: fantato@universidadedofutebol.com.br

Leia mais:
Relação dos clubes com os incentivos e fomentos tecnológicos – parte I
 

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