Universidade do Futebol

Gustavo Lopes Pires de Souza

05/06/2015

Renúncia de Blatter: e agora?

Após as denúncias de corrupção, o mundo do futebol foi, novamente, sacudido. Desta vez, pela renúncia do presidente da Fifa, o suíço Joseph Blatter, que acabara de ser reeleito para permanecer no cargo até 2019.

Outrossim, sob o ponto de vista jurídico, Blatter ainda não renunciou, mas, apenas informou que o fará em Congresso Extraordinário da FIFA. Ou seja, o suíço ainda é presidente da entidade.

Caso a renúncia se confirme, os artigos 30 e 32, do Estatuto da Fifa, estabelecem que o vice-presidente de maior antiguidade (mais tempo de serviço) assuma até a eleição do novo mandatário.

Eventuais candidatos à Presidência da Fifa deverão encaminhar o pedido à Secretaria Geral da entidade juntamente com o apoio de, ao menos 5 Federações Nacionais, no prazo de 4 meses antes do Congresso, donde se conclui que a eleição não ocorrerá em data próxima.

Além do apoio de 5 Federações, o candidato deve comprovar o exercício de "papel ativo" no futebol por pelo menos 2 dentre os 5 anos anteriores à apresentação da candidatura e idoneidade moral.

Importante destacar que, conforme prevê o art. 22 do estatuto da Fifa, o Congresso Extraordinário poderá ser convocado a qualquer tempo pelo Comitê Executivo com antecedência mínima de 2 meses da data de sua realização.

Diante dos indícios de corrupção, do risco de debandada de patrocinadores e da ameaça de boicote da Uefa, Joseph Blatter tomou uma decisão corajosa e importante para o futebol, eis que a sua permanência traria um ambiente de desconforto de consequências inimagináveis.

Além disso, após 17 anos na presidência da Fifa, a entidade e o futebol precisavam se arejar e se modernizar e, para isso, a alternância no poder é essencial.

Ainda não se tem notícia dos candidatos, mas, alguns nomes já começaram a ser especulados, dentre eles Michel Platini, ex-jogador francês e atual Presidente da Uefa, Michel van Praag, dirigente holandês, Luis Figo, ex-jogador português, Ali Bin Al Hussein, príncipe jordaine, derrotado nas últimas eleições e, finalmente, o ex-jogador Zico.

Seria de extrema valia para o futebol que a Fifa fosse presidida por um ex-atleta de alto nível, com reputação irrefutável, bem como força e carisma para conduzir e administrar o futebol em um período tão conturbado.

De toda sorte, as últimas semanas trouxeram um enorme alento para os amantes do futebol que aguardam ansiosamente para um final feliz. 

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