Universidade do Futebol

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03/05/2016

Responsabilidade social corporativa no futebol

Uma reflexão acerca da realidade dos atletas que não atingem a profissionalização nos clubes brasileiros

O futebol é o esporte mais praticado no mundo, representando um mercado que movimenta bilhões de dólares anualmente. Leoncini e Silva colocam que diversos agentes estão ligados direta ou indiretamente à produção e execução desse espetáculo esportivo: jogadores, comissões técnicas, clubes, federações, mídia, médicos, fisioterapeutas, fornecedores de material esportivo, dentre outros.

Toda essa fama leva meninos de camadas sociais menos abastadas a buscar, cada vez mais cedo, o sonho de se tornarem jogadores profissionais de futebol. A rede de significados que a modalidade envolve no Brasil faz com que famílias de camadas populares tomem a formação de algum jovem talento presente nelas como um projeto de vida, uma possibilidade de ascenderem social e economicamente.

O presente estudo possui seu foco nos atletas formados nas divisões de base dos clubes brasileiros e que não chegam ao chamado nível profissional. Haverá ao longo do trabalho uma discussão acerca da responsabilidade social corporativa e da governança corporativa dos clubes.

A motivação em realizar esse trabalho é poder proporcionar um relato que mostre à sociedade que o mercado do futebol não apresenta oportunidades concretas para a profissionalização de todos os atletas. Logo, há de se criar alternativas para que esses jovens possuam um futuro digno.

Adiante, a relevância passa por causar uma discussão acerca da formação de um comportamento proativo de resguardo e assistência por parte dos clubes a esses jovens que não alcançam a profissionalização. Esses adolescentes que não se tornarão jogadores, muitas vezes, por abandonarem precocemente as salas de aula para investirem na carreira de jogador, acabam ficando relegados ao subemprego ou ao desemprego, visto que não tiveram formação educacional e profissional adequada para adentrarem o mercado de trabalho. O resguardo e a assistência seriam a recolocação profissional, o acompanhamento psicológico e o estímulo aos estudos, dentre outras possibilidades que serão discorridas ao longo do estudo.

Outrossim, a motivação pessoal atravessa o amor que o autor possui pelo futebol e demais práticas esportivas, tendo como objetivo de vida e carreira poder trabalhar em alguma área que conjugue esporte e educação no futuro. Já para a Administração, se faz relevante o estudo para evidenciar como tem sido realizada a gestão dessas instituições sem fins lucrativos em nosso país, abordando temáticas acerca da responsabilidade social corporativa e governança corporativa, e como elas podem gerar maior retorno à sociedade além de puramente lazer e emoção.

A metodologia utilizada será o levantamento bibliográfico, sendo todo esse baseado em periódicos obtidos na internet, livros, reportagens, sites, dentre outros meios. A escolha do levantamento se baseia na possibilidade de gerar um apanhado geral dos assuntos a serem abordados, gerando uma estrutura de entendimento sequencial dos fatos. Construído o embasamento teórico, será feita uma comparação com os clubes pesquisados (Internacional-RS e Audax-RJ), instituições que reconhecidamente fazem uso da RSC em sua estrutura funcional. Em seguida, vamos mostrar conclusões provenientes da temática estudada, propondo-se possíveis soluções.

Para ler o artigo na íntegra, basta clicar aqui

Comentários

  1. Tomas disse:

    Venho aqui pra se juntar com ideias inovadoras e cooperativismo no futebol, por se contar de responsabilidade social, de formar novos talentos na qual a situaçao que se encontra-se na comunidade regional e de saber qual opçoes vc ira estabelecer naquele plano de desenvolvimento e açao pois tudo tem sua reaçao e por isso devemos sempre estar verificando espaços adequados como centros esportivos a serem usados, pois tenho um projeto social voluntario que chama-se (Buscape futebol e arte), preciso de apoio e parcerias pra formar novos talendos e pessoas, a comunidade aonde o projeto se caminha esta no bairro em Jundiai (vila marlene e tulipas) mesmo nao tendo nem campo pra treinar, mas as pessoas se juntam e fazem amistosos e entram em campeonatos regionais, a proposta nada mais do que formar cidadoes e terem o direito ha pensar o que querem ser futuramente, minha auto critica construtiva e sei que tem muitos profissionais na area do esporte que querem transformar sempre o esporte em evoluçao.
    Grato Tomas

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