Universidade do Futebol

Entrevistas

13/12/2013

Roberto Chiari, fisiologista do Atlético-MG

No final do mês de setembro, uma ruptura no músculo adutor da coxa direita do meia Ronaldinho Gaúcho tornou incerta a presença do camisa 10 do Atlético-MG no Mundial de Clubes, que começou nesta semana, no Marrocos.

No entanto, um trabalho de recuperação comandado por Roberto Chiari acabou com as dúvidas do torcedor atleticano e fez com que o craque do time mineiro ficasse em condições de disputar o torneio que poderá ter o encontro com o alemão Bayern de Munique numa possível decisão.

Para o fisiologista do clube de Belo Horizonte, porém, a recuperação do meio-campista foi apenas mais uma das suas preocupações na preparação do elenco para a última competição da desgastante temporada.

“O que estamos bem atentos é em relação ao nível de cansaço. Por que os alemães estão vindo de férias e de uma boa pré-temporada, enquanto nós chegaremos lá após um longo período competitivo. Então, procuramos otimizar as últimas partidas que disputamos do Campeonato Brasileiro para que os jogadores mantivessem o mesmo nível de rendimento. E priorizamos a qualidade da recuperação neste período. Essa abordagem foi o nosso principal norte antes da viagem”, revelou Chiari, em entrevista exclusiva à Universidade do Futebol.

Graduado em Educação Física pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pós-graduado em fisiologia do exercício, o responsável pelo departamento de fisiologia do clube precisou do apoio do preparador físico Carlinhos Neves para implantar uma nova tecnologia nos treinos realizados na Cidade do Galo: o GPS com acelerômetro.

A ferramenta possibilitou Roberto Chiari controlar mais adequadamente a carga dos treinamentos e, com isso, contribuir com o rendimento dos jogadores no período pré-Mundial.

“Com o tempo, a gente pôde observar que a intensidade obtida nos jogos reduzidos chega a ser maior que a de uma partida formal. Há minijogos que conseguimos fazer com que os jogadores façam sprints de alta intensidade, de até 2,5 m/s², por exemplo, marca que supera um jogo oficial. Até a frequência cardíaca supera a do jogo. Então, essa atividade simula muito bem as exigências para um jogador de futebol. A gente percebeu que é uma boa estratégia para a preparação física”, completou.

Nesta entrevista, concedida antes da viagem do Atlético-MG ao país africano, Roberto Chiari ainda falou sobre como se dá a integração do profissional com as categorias de base e por que a fisiologia nos clubes brasileiros está à frente do que é feito na Europa. Confira a íntegra:

 

Universidade do Futebol – Conte-nos como se dá a integração entre você e o departamento de preparação física. Como é a sua relação com o Carlinhos Neves, que é elogiado por diversos profissionais da área de gestão técnica de campo?

Roberto Chiari – É bastante importante. Ouso dizer que a vinda do Carlinhos Neves para a preparação física do Atlético-MG tem sido um marco no clube. Agora, independentemente do treinador, o clube implantou um departamento de preparação física própria, que tem dado continuidade aos trabalhos. Isso influencia positivamente até para os atletas, que se acostumam com aquelas atividade que são aplicadas e, consequentemente, melhoram o seu rendimento com o decorrer do tempo.

Desde 2011, o Carlinhos está no clube e, desde então, nos falamos sempre. Ele é um profissional extremamente atualizado, está sempre estudando, é muito envolvido também com as questões táticas, com os trabalhos com bola. Então, desde que chegou, ele usa ao máximo a fisiologia, procura interagir bastante. Eu lembro até que, quando ele começou no Atlético-MG, me falou que tudo o que eu achasse interessante para o desenvolvimento da nossa área era para falar para ele, pois buscaria recursos com a diretoria para isso.

Foi daí até que implantamos a tecnologia que utilizamos hoje em dia, a do GPS com acelerômetro. Apesar de já ser usada em times da Europa, o Atlético-MG foi o clube pioneiro no Brasil. É uma tecnologia nova e muito cara, que nos proporciona um maior controle dos treinamentos. Foi um investimento bastante elevado, mas, mesmo assim o Carlinhos fez questão de levar a proposta para o presidente, que concordou com a nossa necessidade.

Conheci este aparelho no Paris Saint-Germain. No entanto, ele não foi projetado e nem é recomendado para esportes com movimentos acíclicos. Ele mede sprints, fornece o valor da aceleração, e é direcionado para ações intermitentes, com muita mudança de direção, frenagens, etc. Medem até os impactos, acelerações e desacelerações significativas, controla a carga mecânica, enfim, informações que são muito importantes mensurar no futebol. Com isso, podemos quantificar as recuperações necessárias entre os treinamentos e entre os jogos.

Inclusive, tivemos uma experiência muito boa com essa ferramenta neste ano, quando chegamos a fazer 26 partidas sem ter sequer uma semana completa de treino. Cinco jogos já seriam um grande número, imagine 26. E isso nos ajudou muito nas nossas avaliações.

Se você for avaliar esses GPS tradicionais, de pulso, que a maioria dos clubes brasileiros usam, não são os melhores para o futebol. Estes são voltados para corredores ou esportes com deslocamento contínuo.

Agora, com este recurso, conseguimos agora controlar mais a carga, mais o desempenho dos jogadores. Utilizamos muito nos jogos reduzidos como estratégia para a preparação física.

Toda a transição de jogador que há da base para o profissional nós já temos todos os dados. Assim, o treinador já recebe o histórico de cada atleta que subiu e a integração dele no elenco é facilitada. Então, a relação entre as duas equipes de profissionais é permanente, afirma Roberto Chiari

Universidade do Futebol – Falando em jogos reduzidos, em alguns estudos científicos foi constatado que os pequenos jogos podem ser usados de uma forma efetiva de treinamento de resistência para jogadores de futebol. Como esse tipo de atividade em campo reduzido é implementada pela comissão técnica do clube sob a sua orientação?

Roberto Chiari – Utilizamos bastante esse formato de treinamento. Isso porque, atualmente, no futebol, o tempo é escasso, a disponibilidade é escassa. E temos uma temporada começando em janeiro e acabando em dezembro.

O Campeonato Mineiro é uma exceção e até nos proporciona uma melhor pré-temporada. Acho até que isso influenciou de alguma forma a boa temporada dos clubes mineiros em 2013. Mas, em geral, você só joga, recupera, e joga de novo.

E, hoje em dia, não há muito tempo para os jogadores ficarem disponíveis exclusivamente para os preparadores físicos. Então, aplicamos esta atividade para otimizar esse tempo. E, desde as dimensões do campo, quantidade de jogadores, intensidade, tudo vai ter interferência na qualidade do treino.

Com o tempo, a gente pôde observar que a intensidade obtida nos jogos reduzidos chega a ser maior que a de uma partida formal. Há minijogos que conseguimos fazer com que os jogadores façam sprints de alta intensidade, de 2,5 m/s², por exemplo, marca que supera um jogo oficial. Até a frequência cardíaca supera o jogo oficial. Então, essa atividade simula muito bem as exigências para um jogador de futebol. A gente percebeu que é uma boa estratégia para a preparação física.

A vinda do Carlinhos Neves para a preparação física do Atlético-MG tem sido um marco no clube. Agora, independentemente do treinador, o clube implantou um departamento de preparação física própria, que tem dado continuidade aos trabalhos. Isso influencia positivamente até para os atletas, que se acostumam com aquelas atividade que são aplicadas e, consequentemente, melhoram o seu rendimento com o decorrer do tempo, aponta o especialista

Universidade do Futebol – E em relação às categorias de base, existe um trabalho integrado com a equipe do profissional no tocante à fisiologia, especificamente?

Roberto Chiari – Sim, diretamente. Eu sou responsável pela fisiologia do clube e eu tenho uma pessoa que cuida somente da base. E a gente se fala muito. Com isso, as avaliações tanto na base quanto no profissional são padronizadas. As instalações também são as mesmas e no mesmo lugar. Tudo isso facilita essa integração.

Além disso, a comissão técnica do profissional usa muito os atletas da base para completar algum time em treinamentos, por exemplo. Até o GPS utilizamos nas categorias iniciantes. Com isso, toda a transição de jogador que há da base para o profissional nós já temos todos os dados. Assim, o treinador já recebe o histórico de cada atleta que subiu e a integração dele no elenco é facilitada. Então, a relação entre as duas equipes de profissionais é permanente.

Os clubes brasileiros já tratam o fisiologista como funcionário do clube e não como consultores. Os nossos profissionais são extremamente atuantes na rotina dos treinamentos, analisa Chiari

Universidade do Futebol – A área de Fisiologia dos clubes brasileiros deve algo em relação ao que é praticado na Europa nos principais centros, seja em infraestrutura ou em metodologia?

Roberto Chiari – Em relação especificamente da fisiologia, posso afirmar que os clubes brasileiros estão na frente em relação ao que é feito na Europa. Lá, os clubes europeus têm à disposição uma grande estrutura, mas não usam em sua totalidade. Além disso, os profissionais não são tão qualificados como os brasileiros.

Além disso, o vínculo entre os fisiologistas e os clubes é diferente do que acontece por aqui. Lá, eles atuam mais como consultores, fazem uma espécie de consultoria nos clubes, não há um departamento fixo de fisiologia como ocorre nos nossos times. Você até encontra em alguns clubes ingleses, no PSG, um departamento científico para controlar o dia a dia dos treinamentos. Mas, não é regra, é exceção.

Então, os clubes brasileiros já tratam o fisiologista como funcionário do clube e não como consultores. Os nossos profissionais são extremamente atuantes na rotina dos treinamentos.

É normal que os nossos atletas estejam fisicamente e mentalmente sob pressão. Devido a essa carga elevada de jogos. No entanto, nós não pudemos desacelerar tanto os jogadores neste período pré-competição para justamente não perderem a intensidade. Em contrapartida, não pudemos apertar demais também nestes últimos meses. É complicado, pondera o fisiologista

 

Universidade do Futebol – Em sua opinião, qual o tempo ideal para uma pré-temporada? Explique, por favor.

Roberto Chiari – Esses 30 dias que popularmente é falado como o ideal para uma pré-temporada é um arredondamento desse tempo necessário para se condicionar os atletas para uma temporada inteira.

No entanto, esse prazo de quatro semanas é o aceitável, é o mínimo necessário para se realizar uma pré-temporada. Porém, o ideal mesmo seria seis semanas, que é o que acontece na Europa. Lá, neste período, além do condicionamento nos treinos, eles disputam até amistosos.

Agora, você submeter o atleta a uma competição com menos de duas semanas de treino é expô-lo a um risco muito elevado. Tanto é que, nas férias, recomendamos até que os atletas não façam nenhum tipo de exercício físico. Não aconselhamos nem aqueles jogos festivos de final de ano.

O objetivo é fazer com que eles comecem um novo ciclo quando retornam das férias. É bom que o jogador destreine para depois a gente treiná-lo. Para que ele possa fazer um novo ciclo é importante que ele tenha descansado muito bem.

Mas, entendo que é difícil. Não tem como exigir que o leigo entenda que jogar nesse período é uma exposição muito grande. Acredito que, no prazo de quatro semanas, a gente consiga treinar um pouco de cada valência, como resistência, força, velocidade, para que o jogador aguente o calendário até o seu fim. Neste período, o importante é saber dosar a intensidade e com mais intervalos de recuperação.

Evitamos neste período de tratamento que o Ronaldinho não perdesse muito a condição física dele. A fisioterapia desenvolveu trabalhos de fortalecimento por meio de atividades como o pilates, musculação e até com aquele aparelho chamado Vertimax. E, por isso, hoje ele já está calçando as chuteiras, revelou

Universidade do Futebol – O pós-jogo ou treino, você utiliza a técnica da crioterapia com os atletas ou crê que a imersão em água gelada possui benefícios apenas subjetivos?

Roberto Chiari – Eu acredito na crioterapia. É um dos métodos que utilizamos para recuperar atletas. Sempre fazemos após as partidas. Mas, não nos vestiários logo depois do jogo, ainda dentro do estádio. Fazemos no dia seguinte.

Também implantamos a recuperação ativa, que atua em baixa intensidade para estimular o fluxo sanguíneo para aquela musculatura fadigada. Então, os jogadores fazem bicicletas, hidroginástica, enfim.

Além disso, fazemos o controle do CK e até um questionário com avaliação subjetiva de recuperação para os atletas. Para nós da fisiologia, isso é muito importante. Vai mostrar o tempo ideal para cada jogador recuperar.

Então, a questão não é só essa, de usá-la ou não. Existem alguns questionamentos em relação à eficácia desse método. Mas, ela faz parte da nossa recuperação. Consideramos que isso é mais uma informação. No futebol, nem sempre o ideal é o mais prático ou o mais conveniente. Com procedimentos padronizados, o atleta aceita melhor e percebe os benefícios da crioterapia.

A análise sobre os marcadores devem ser individualizadas e com um banco de dados de cada jogador, pois eles têm um significado diferente para cada atleta, alerta Chiari

Universidade do Futebol – E qual a real importância dos marcadores sanguíneos na indicação de nível de lesão, estado de hidratação, condição de fadiga e desgaste muscular de um atleta de futebol?

Roberto Chiari – São importantes, sim. A gente faz o uso deles. A ressalva é somente o cuidado com que o resultado não se torne uma verdade absoluta e se sobreponha às outras informações.

Eles ajudam muito a gente a compreender muita coisa. Mas, uma tomada de decisão deve ser sempre de maneira conjunta com outros fatores e nunca de forma isolada. O exame clínico ou a percepção do atleta são aspectos que também devem ser analisados.

Mas, a análise sobre os marcadores devem ser individualizadas e com um banco de dados de cada jogador, pois eles têm um significado diferente para cada atleta.

O Bayern de Munique, inclusive, está vindo de férias e de uma boa pré-temporada antes do Mundial, enquanto nós chegaremos lá após um longo período competitivo, compara

Universidade do Futebol – No Mundial de Clubes do ano passado, a comissão técnica do Corinthians se preocupou até com fatores como o sol para fazer o planejamento para o torneio. E, no Atlético-MG, quais aspectos estão sendo levados em consideração para o período de pré-competição?

Roberto Chiari – Eu acho que foi uma preocupação importante no Corinthians. Os cuidados com a pré-viagem contribuem muito para minimizar o que os atletas podem sentir no local da competição.

A diferença no nosso caso deste ano é que a viagem não vai ser tão longa e o fuso horário também será menor. Então, não haverá nenhuma grande alteração em relação a sono, ao sol, enfim. Vamos chegar ao Marrocos em um período com antecedência suficiente para a adaptação. Acredito que uma semana antes do torneio, os jogadores já possam se adaptar naturalmente.

O que estamos bem atentos é em relação ao nível de cansaço. Existe um primeiro jogo que precisamos passar para fazer a final, que a gente imagina que seja contra o clube europeu, o Bayern de Munique. Eles, inclusive, estão vindo de férias e de uma boa pré-temporada, enquanto nós chegaremos lá após um longo período competitivo.

Então, é normal que os nossos atletas estejam fisicamente e mentalmente sob pressão. Devido a essa carga elevada de jogos. No entanto, nós não pudemos desacelerar tanto os jogadores neste período pré-competição para justamente não perderem a intensidade. Em contrapartida, não pudemos apertar demais também nestes últimos meses. É complicado.

Por isso, procuramos otimizar as últimas partidas que disputamos do Campeonato Brasileiro para que os jogadores mantivessem o mesmo nível de rendimento. Focamos na otimização da recuperação dos atletas, priorizamos a qualidade da recuperação neste período. Essa abordagem foi o nosso principal norte antes da viagem.

Conheci o GPS com acelerômetro no Paris Saint-Germain. No entanto, ele não foi projetado e nem é recomendado para esportes com movimentos acíclicos. Ele mede sprints, fornece o valor da aceleração, e é direcionado para ações intermitentes, com muita mudança de direção e frenagens, explica

Universidade do Futebol – No início do ano, ainda não era possível prever que o Atlético-MG teria a sua temporada estendida até o meio de dezembro por causa do Mundial. Como isso impactou no planejamento da comissão técnica? Quais foram as mudanças necessárias para ter todo o elenco à disposição nesta competição?

Roberto Chiari – Sabíamos que havia a possibilidade do Mundial de Clubes a partir que avançamos na Taça Libertadores. E o torneio sul-americano acontece um tempo bem significativo antes do Mundial. São quatro meses e meio entre uma competição e outra.

E a preparação passa pelas metas que se estabelece em cada campeonato. Durante o Brasileiro, por exemplo, precisamos administrar as metas intermediárias para chegar ao Mundial com um bom desempenho. Mas, chega uma hora que você tem de priorizar.

É importante chegar jogando bem. Acreditamos que é bom que o time que vai disputar o Mundial esteja em atividade. Porém, tivemos cuidados, principalmente, nas últimas rodadas do Brasileiro em relação ao rodízio de jogadores.

Além da recuperação ativa, fazemos o controle do CK e até um questionário com avaliação subjetiva de recuperação para os atletas. Para nós da fisiologia, isso é muito importante. Vai mostrar o tempo ideal para cada jogador recuperar, justifica

Universidade do Futebol – No trabalho de recuperação do meia Ronaldinho, até a acupuntura foi incluída. Conte quais foram as atividades exercidas pelo atleta neste período e como fisiologista, quais os benefícios que este método pode trazer neste cenário?

Roberto Chiari – A acupuntura é uma técnica da medicina que eu acho muito legal e sua aplicação é válida em determinadas situações. Mas, uma observação que faço é que a gente tem o costume de valorizar excessivamente aquilo que não conhecemos a fundo.

No caso do Ronaldo, foi uma coisa que surgiu na imprensa muito forte. Mas, isso foi feito lá no estágio inicial, na fase passiva do tratamento. Era para dar um efeito de analgesia nele.

No entanto, neste prazo todo, não podemos desconsiderar o importante trabalho da fisioterapia. Foram todos os dias, sete dias por semana, duas vezes por dia. E isso não aparece na mídia.

Mas, foi um trabalho de formiguinha mesmo que ajudou o Ronaldo na sua recuperação. Foram várias formas de fortalecimento. Evitamos neste período de tratamento que ele não perdesse muito a condição física dele.

A fisioterapia desenvolveu trabalhos de fortalecimento por meio de atividades como o pilates, musculação e até com aquele aparelho chamado Vertimax. E, por isso, hoje ele já está calçando as chuteiras.

 

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