Universidade do Futebol

Geraldo Campestrini

07/03/2012

Seu chefe, imigrante

Sim, o sugestivo título pode ser o futuro de muitos de nós que trabalham com esporte em um futuro não muito distante (aliás, o presente já vem registrando casos do tipo). A nova dinâmica de formatação do mercado esportivo brasileiro, com um desenvolvimento a galopes vislumbrando os megaeventos de 2014 e 2016, somado à desqualificação da mão-de-obra do segmento no Brasil e a crise percebida nos países “ricos” são os principais fatores apontados para que tal fato venha a ocorrer com certa frequência nos próximos anos.

Aquele antigo clamor para que as pessoas se preparem e dominem outras línguas se reforça. A preparação contínua, experiência internacional e formação básica podem se tornar fatores limiares de sucesso neste novo cenário.

E, sobretudo, os brasileiros tenderão a pagar um preço caro pela desqualificação e pela baixa qualidade do ensino nas diversas áreas que a Indústria do Esporte abrange. A negligência dos educadores físicos para a área de gestão do esporte e a percepção deturpada de esporte por parte de administradores (e outras qualificações análogas) devem se tornar os principais entraves para ascender cargos em nível maior na nova dinâmica desta indústria.

Portanto, fica o registro de alerta para que possamos nos preparar e nos qualificar para a próxima década, com cursos de maior qualidade na área de gestão do esporte a serem ofertados em nosso território. E não se assustem se em um belo dia de trabalho tiver que cumprimentar seu chefe com um “Guten Morgen”, um “Good Morning”, um “Buenos Días” ou até mesmo um “Bom dia, gajo”.

Para interagir com o autor: geraldo@universidadedofutebol.com.br

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