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A sinusite pode ser diagnosticada em excesso ou subdiagnosticada. No tratamento clínico dos atletas, há forte tendência para tratar como antibioticoterapia pacientes com infecção do trato respiratório superior (ITRS), como se a sinusite fosse sempre uma complicação, embora não se tenha chegado a um diagnóstico consistente de tal fato.

Por outro lado, há ocasiões em que os pacientes foram diagnosticados como sofrendo ITRSs recorrentes, quando na verdade estão com uma sinusite acompanhada de rinite alérgica ou pólipos nasais subjacentes.

A sinusite é causada mais comumente por uma infecção bacteriana por pneumococos e H. influenzae – as bactérias mais comuns. Fungos (Aspergillus, mucormicose) também são causadores de infecções dos seios nasais. Os pacientes com alergias sazonais subjacentes e também os fumantes têm maior incidência de infecção nos seios nasais. Outros fatores preponderantes para a sinusite são imunossupressão, abscesso dentário, mudanças de temperatura e natação em águas contaminadas.

Os sintomas da sinusite são: febre baixa; dor sobre os dentes superiores, bochechas, sobrancelhas, olhos e testa, que piora quando o paciente se inclina para a frente; corrimento nasal sanguinolento ou purulento; congestão nasal; sensibilidade e pressão na área dos seios nasais; mal-estar, faringite e cefaléia. Ocasionalmente os pacientes se queixam de tosse e os sintomas costumam piorar em casos de viagens de avião.

O diagnóstico pode ser feito a partir de um hemograma completo, que pode revelar uma leucometria elevada e desvio para a esquerda. Radiografias dos seios nasais podem exibir níveis de ar ou líquido, cavidades sinusiais espessadas ou turvas, embora muitos médicos não acreditem que as radiografias possam ajudar. Para um diagnóstico definitivo, os exames de escolha são a tomografia computadorizada ou a sinuscopia para biópsia e cultura.

Comumente a sinusite aguda desaparece com o tratamento apropriado. Provavelmente a sinusite crônica se prolonga até que o agente agressor (alergias, pólipos, fumaça de cigarro, etc.) tenha sido removido. A solução para a prevenção da sinusite consiste em evitar os agentes agressores e o tratamento da congestão nasal antes da ocorrência de sinusite.

O tratamento conservador geral consiste em evitar o fumo e outros irritantes ambientais, inalação de vapor quente e, em caso de necessidade, irrigação nasal. A antibioticoterapia atualmente recomendada pode ser trimetoprim ou sulfoxasol, amoxicilina ou clavulanato, ou uma cefalosporina de segunda geração durante um período de dez a 21 dias.

Outros medicamentos comumente administrados são analgésicos, vasoconstritores e anti-histamínicos. Para a sinusite crônica, pode haver a necessidade de se prolongar a antibioticoterapia por até seis semanas.

O retorno do paciente à prática esportiva pode ser permitido assim que o tratamento esteja em curso, a febre cesse e os sintomas apresentem regressão. Deve ser tomado o cuidado de evitar viagens de avião quando a infecção aguda ainda não tiver sido resolvida.

A sinusite ainda pode acontecer acompanhada de faringite, que é muito comum no meio esportivo. Infecções estreptocócicas têm maior incidência entre jogadores com idade de cinco a 18 anos, mas a maioria das infecções resultando em faringite em estudantes de curso secundário tem origem viral.

Bibliografia

SAFRAN, Marc R., McKEAG, Douglas B. e VAN CAMP, Steven P. Manual de Medicina Esportiva. Editora Manole, 2002.

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