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É incrível como o mundo chamado civilizado entra no século 21 ainda tão cheio de preconceitos.
 
O preconceito, como o próprio nome indica, é um pré-conceito sobre determinados assuntos que não compreendemos muito bem, mas que temos opiniões aparentemente conclusivas sobre eles, fazendo-nos comportar de maneira injusta diante do outro, diante do ser humano que nos cerca.
 
É, enfim, uma atitude de discriminação que costuma indicar desconhecimento pejorativo de alguém diferente de nós nos aspectos social, racial ou sexual.
 
Há preconceitos de toda ordem. Para ficarmos nos principais, observamos preconceito à outra cor de pele (racismo), preconceito às outras religiões, preconceito em relação às mulheres (machismo), preconceito de classe social, preconceito contra pessoas de outras orientações sexuais (homossexuais e bissexuais) e até preconceito contra pessoas de outras nacionalidades.
 
Neste contexto é curioso observar que o futebol, como esporte mais popular do mundo, e que bem poderia ser um poderoso instrumento de educação, cultura e desenvolvimento, é paradoxalmente uma das instituições mais conservadoras e que concentra preconceitos.
 
Lembro-me que certa vez, como membro da comissão técnica de um famoso clube de futebol brasileiro, com o intuito de melhorar a performance e equilíbrio emocional da equipe, tentava introduzir técnicas alternativas de preparação dos atletas, por meio de aulas de yoga.
 
Eram aulas semanais e optativas, ou seja, nenhum atleta era obrigado a fazê-las. Mas aos poucos vários deles passaram a se interessar e se beneficiar dessa prática. E isso começava a incomodar alguns atletas mais preconceituosos.
 
Por se tratar de uma atividade bastante diferente dos mais tradicionais e rudes exercícios das rotinas dos jogadores e devido ao fato das aulas serem ministradas por uma mulher, um dos atletas (que por sinal hoje é um famoso treinador brasileiro) me questionou mais ou menos desta forma: “Professor, vai ter aula de yoga amanhã? Eu respondi: “Sim, vai… Por quê? Você vai querer fazer a aula?” Ao que ele me respondeu: “Não, não… é que vou pedir pro roupeiro preparar os colans cor-de-rosa e as sapatilhas para que a bonequinhas possam fazer a aula”.
 
Exemplos como esse e de outros preconceitos, infelizmente ainda são comuns no futebol e em nossa sociedade, e as chances de os superarmos definitivamente ainda são remotas.
 
Isto me faz lembrar a frase do físico e pensador Albert Einstein que concluiu ser mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito.

Para interagir com o autor: medina@universidadedofutebol.com.br

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