Universidade do Futebol

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25/12/2014

Talento – A prática como caminho obrigatório

“Na sua infância quantas horas dedicavas, por dia, a prática de Futebol?
Cruyff – de 5h a 6h; Laudrup – 5h; Messi – Todas” Ruiz, L.

 

O talento nasce ou é construído?

Como treinadores, temos quase uma obrigação moral de acreditar que a resposta para esta pergunta se encontra muito mais na segunda opção do que na primeira. Se pensarmos que Messis, Ronaldinhos e Neymares simplesmente “nascem”, significa que não acreditamos no poder da prática, seja ela completamente informal ou formal, e, de fato, não acreditamos que ela pode moldar como os jogadores jogarão no futuro, seja ele próximo ou ainda muito distante.

Daniel Coyle (2009) diz que “A teoria da excelência através do talento natural, priva as pessoas e as instituições da motivação para se mudarem a si mesmas e às sociedades.”. Isso aumenta nossa argumentação quanto a necessidades dos treinadores e professores verem o treino e a prática como questão obrigatória para o sucesso, e não só no Futebol! Como o autor põe, quando se entende mal a questão do talento, leva a que as pessoas se tornem conformistas já que não acreditam na mudança, não acreditam na melhoria e não acreditam que se tivessem trabalhado muito poderiam ter sido qualquer coisa. É muito dificil compreender isso, de certo modo, é assumir os próprios erros.

Garganta (2014) afirma que o Talento Potencial pode existir antes do treino, mas o jogador só existe depois disso. O Talento Potencial citado pelo Prof. nesta frase significa que pode haver determinadas potencialidades e predisposições genéticas que podem contribuir para que uma criança se torne no futuro um talento real, um jogador, assim como pode haver determinadas influências, vivências e experiências que levaram alguém a ser um Talento Potencial. Temos que lembrar que muitos Talentos Potenciais o são apenas em determinadas idades e depois, por diversos motivos, acabam não potencializando esse talento e deixando, eventualmente, de o ser. Consequentemente deixando de se tornar um jogador. Mas o que a frase realmente tenta passar, não é que existe esse potencial, mas que o jogador só existe depois da prática, não há uma opção em que o potencial se transforme em jogador sem praticar. O autor põe isso como condição obrigatória para e com muito sentido.

Como dissemos anteriormente um indivíduo pode ter predisposições que facilitarão ou farão com que as suas experiências sejam vividas de maneira diferente dos outros. Lai (2006) afirma que a diferença de altura entra os indivíduos é definida de 60% a 80% geneticamente. Esse autor afirma que há influência genética em determinados fatores que compõem a morfologia do indivíduo, logicamente, afetando como esse irá viver suas experiências.

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