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26/07/2007

Teste muscular dá resposta correta com procedimento adequado

O fisioterapeuta obtém a resposta para cada estímulo do corpo, através do teste muscular, que é a base da cinesiologia. Os estímulos externos são avaliados e absorvidos pelo corpo humano em fração de segundos.

Igualmente, de forma bastante rápida, o corpo está em condições de dar uma reação ou “resposta” a esses estímulos. O teste muscular emprega esse sistema de absorção e assimilação de estímulo, fornecendo “respostas” visíveis, seja por meio de reações musculares e sensíveis ou por meio da reação de força do músculo.

Neste caso, é indiferente se no caso do estímulo externo tratar-se de uma substância, medicamento ou alimento, ou de uma emoção.

No entanto, determinadas regras devem ser compreendidas antes e observadas, para que se atinja a maior precisão possível. Com o procedimento correto, o teste muscular apresenta a resposta certa, em qualquer caso..

Músculo indicador

Qualquer músculo pode servir para teste, que também é chamado de músculo indicador (MI), desde que não apresente dor, resista à pressão do terapeuta e passe no exame através dos testes preliminares.

Porém, o músculo mais indicado como MI é o músculo deltóide anterior (parte da frente). Esse músculo tem origem no acrômio e na clavícula, estando inserido no meio do úmero. Pode ser testado tanto na posição deitada quanto em pé.

Dependendo do estado de tensão, o músculo poderá ou não opor resistência ao terapeuta. Este fato é detectado no início de um exame e alguns procedimentos precisam ser observados antes de se prosseguir com o teste.

Se o músculo apresentar um estado hipertônico ou hipotônico, é necessário que sejam feitas as correções necessárias, antes de dar início ao teste.

Músculo hipertônico

No caso do músculo hipertônico, que é caracterizado quando o músculo testado não reage à ativação do mecanismo de fuso muscular (estado muscular “forte”), ele precisa primeiro ser libertado de sua hipertonia por uma técnica de relaxamento muscular.

Em seguida, é reativado o mecanismo da fibra de fuso. Se o músculo que antes estava “forte” desligar, quer dizer, se ficar “fraco” por alguns segundos, ele foi reconduzido com sucesso ao estado muscular normotônico, pronto para ser testado (Dobler, 2003).

Músculo normotônico

Caracterizamos um músculo normotônico quando, pela ativação do mecanismo do fuso muscular, o tônus muscular é reduzido por apenas poucos segundos e, em seguida, o músculo volta a opor resistência à pressão de teste do fisioterapeuta. Esse mecanismo pode ser produzido por meio de um leve aperto no ventre muscular da perna, no sentido da fibra, ou então, pela aplicação de um magneto, com o lado do pólo norte sobre o ventre do músculo.

Músculo hipotônico

Ainda de acordo com Dobler, se o músculo não puder opor resistência à pressão de teste logo de início, fala-se de um músculo hipotônico, ou seja, “fraco”. Nesse estado, o músculo não apenas não pode ser empregado de imediato para outros testes, como também precisa ser mudado para o estado de um músculo normotônico, isto é, “forte”, por meio de técnicas de fortalecimento muscular adequadas, como, por exemplo, pela massagem dos pontos de reflexo.

Bibliografia

Günter Dobler. Cinesiologia – Fudamentos, Prática, Esquemas de Terapia. Ed. Manole, 2003.

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