Tiago Nunes e seus dilemas corintianos

Entre para nossa lista e receba conteúdos exclusivos e com prioridade
Entre para nossa lista e receba conteúdos exclusivos e com prioridade

A dificuldade e a complexidade do trabalho de Tiago Nunes neste início de ano no Corinthians não são novidades. Tenho certeza que o dilema na mente dele começou ainda no ano passado, quando foi contratado. Ele foi o escolhido para substituir Fábio Carille para romper com uma ideia de jogo. Mas como fazer com que os jogadores assimilem e somatizem novos comportamentos rapidamente a ponto de darem resultados em um curtíssimo prazo?! Missão das mais desafiadoras…
Dos clubes grandes paulistas o Corinthians é o que tem a menor margem de erro. Ao passo que Palmeiras, São Paulo e Santos já estão na fase de grupos da Libertadores, a equipe de Tiago Nunes tem todo o planejamento do ano dependente dos confrontos iniciais e imprevisíveis da competição. Ilusão ainda acharmos que um Guarani do Paraguai ou um San José da Bolívia, ou o time que for em uma competição como essa, sejam presas fáceis porque não tem a “tradição” de um Corinthians. E, por mais que o departamento de inteligência do Timão seja um dos mais capacitados do país alguns ingredientes são aleatórios e da própria natureza do jogo.
Um mapa da preparação inicial do Corinthians já indicava as dificuldades atuais. Viagem desgastante para a Flórida Cup, jogadores saindo, jogadores chegando e, o principal, a necessária mudança nos conceitos com e sem a bola. Futebol não tem fórmula. Mas tem tendências. E romper com uma forma de um clube jogar demanda tempo. E é justamente tempo que Tiago Nunes não tem. O misto entre aproveitar algumas ideias já no inconsciente da equipe com algumas pitadas de ousadia com coisas novas pode ser a chave para Tiago Nunes sobreviver neste início. E falo em sobrevivência não levantando nenhuma questão de demissão. Mas sim em sobreviver nesse caos que é o futebol brasileiro da necessidade de mudar aliado, muitas vezes incoerentemente, com a necessidade resultado pra ontem.
 

Marcel Capretz é jornalista com experiência em grandes emissoras de rádio e TV. Busca entender e explicar o jogo através do conhecimento.

Compartilhe

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on email
Share on pinterest

Deixe o seu comentário

Subscribe
Notify of
guest
3 Comentários
Oldest
Newest Most Voted
Inline Feedbacks
View all comments
José Luiz Correa
José Luiz Correa
7 meses atrás

Olá amigo, acompanhei as ações do Tiago Nunes desde que foi contratado ano passado, e aqui estão algumas conclusões que tirei, no dia 15 de janeiro, inicio da Florida Cup, Infelizmente acompanhei os amigos comentaristas da imprensa, e não vi análises mais aprofundadas, sobre suas decisões. Segue minha opinião Esse é meu entendimento: Tiago Nunes. É certo que ele tem suas qualidades e méritos pelo que fez no CAP, porém, na minha opinião se demonstrou inexperiente e sem habilidade na decisão da dispensa de Ralf e Jadson. É óbvio que o tempo responderá se ele tinha razão. Parte da imprensa… Read more »

felipe pereira
felipe pereira
7 meses atrás

Comentário muito lúcido e claro que você fez, acredito que o TN errou em simplesmente dispensar Ralf e Jadson, essa atitude aumentou a pressão externa que sofrerá caso não conquiste algum resultado positivo no primeiro semestre, pois como você disse a equipe já possuía um equilíbrio defensivo, e precisava de mais ousadia no setor de ataque, com a dispensa desses jogadores TN precisará de mais tempo para achar o equilíbrio.

msbjj2019
msbjj2019
7 meses atrás

O trabalho sem Organização não tem resultado positivo, principalmente um trabalho de curta duração como fazem os times Brasileiros até mesmo para uma competição mundial.

Mais conteúdo valioso