Universidade do Futebol

Eduardo Fantato

24/04/2012

Treino virtual: um dia nos prepararemos com o próximo adversário na semana pré-jogo

Na última semana, um dos assuntos mais comentados no mundo do entretenimento foi o show de rap com a participação especial de Tupac Shakur.

O amigo pode estar se perguntando se este colunista está maluco ou revendo se entrou no site certo. Mas, calma. Esse show tem uma peculiaridade.

O rapper Tupac, conhecido como 2Pac, morreu em 1996. Isso mesmo, 1996. E, não, esse texto não foi escrito há 16 anos. Mas agora, no mês de abril de 2012.

Agora, o amigo pode estar se perguntando que raios o colunista está falando de um show na semana passada de um cara que morreu há 16 anos numa comunidade que discute futebol.

O ponto de intersecção está justamente nas possibilidades tecnológicas que foram utilizadas para a realização do show, uma mistura de técnicas holográficas, com 3D e 2D, que permitiram aos espectadores uma sensação diferenciada de evento.

Convido o amigo a ver o vídeo para ter uma ideia de como foi essa sensação. É algo que impressiona.


 

Assim, gostaria de levantar algumas sugestões para a utilização desse tipo de recurso para o futebol. Afinal, tecnologia vem para atender nossas necessidades, mas também surge de devaneios e exercícios de imaginação.

E por esse lado fico imaginando como seria criar uma representação de um jogo que tenha ocorrido, ou uma simulação com base em atletas projetados, ou mesmo uma equipe projetada.

Uma coisa que fazemos em treinos, ou seja, tentar simular uma partida real. Talvez, com isso, poderíamos partir para um treino projetado com o seu adversário propriamente dito. Imaginemos um coletivo feito contra a equipe do Barcelona projetada.

Pode parecer distante, irreal, mas não creio que seja impossível. Falhas nesse primeiro momento podem ser encontradas, pois falaríamos em projeção de algo que já aconteceu – por exemplo, o Barcelona, num determinado jogo, perde a imprevisibilidade, a ação e a reação entre equipe e adversário, mas não podemos deixar que elas nos limitem.

Mas será que não teremos tecnologia para embutir de inteligência artificial essas projeções? Os videogames já fazem isso com certa facilidade.

Talvez seja possível criarmos um grande videogame com inteligência artificial baseada em projeções holográficas e base de dados estatísticos dos atletas, e assim seriamos capazes de criar um treino tecnológico, porém fiel a situações de jogo – ainda que o adversário seja virtual…

Para interagir com o autor: fantato@universidadedofutebol.com.br

 

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