Tullio Formicolla Filho, diretor de marketing e vendas da RBK

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Quando a Reebok anunciou o retorno dos investimentos ao futebol brasileiro, em 2005, escolheu o São Paulo como porta de entrada. O time tricolor acabara de ser campeão da Libertadores e disputaria o Campeonato Mundial de clubes. Para vestir a equipe do Morumbi, a marca fechou contrato de três anos de duração com valor total de R$ 21 milhões.
 
Agora, pouco antes mesmo de terminar o segundo ano do contrato em vigor com o São Paulo, a Reebok anuncia que renovou o acordo por mais três anos – até 2010 – e ainda dobrou o valor pago, chegando a R$ 45 milhões pelo período. O valor é quase o mesmo que a patrocinadora do São Paulo, a LG, paga para estampar a sua marca nos uniformes da equipe.
 
Em entrevista à Cidade do Futebol, o diretor de marketing e vendas da Reebok, Tullio Formicola Filho, fala sobre a renovação do acordo com o time paulista, do sucesso da parceria, da mega-loja no estádio do Morumbi, dos produtos promocionais e do planejamento para 2008.
 
Cidade do Futebol – A Reebok está com o São Paulo desde 2006 e o contrato só iria acabar em 2008. Por qual motivo vocês decidiram antecipar essa renovação?
Tullio Formicola Filho – É como eu conversei com um amigo nesta semana: é melhor ser campeão com quatro rodadas de antecedência do que esperar até a última. Como estava tudo bem entre as partes, todos satisfeitos, resolvemos isso logo. Agora, não teremos o desgaste da renovação no ano que vem. Essa fase é sempre recheada de rumores e boatos.
 
Cidade do Futebol – No contrato assinado com o São Paulo em 2005, já estava prevista a construção de uma loja em 2006. Ela é um dos benefícios que o São Paulo oferece no acordo. Esse atraso contribuiu para a renovação?
Tullio Formicola Filho – Acho que ajudou sim, mas não foi um fator determinante. O atraso foi por conta de problemas burocráticos para liberar a obra junto à prefeitura. O Morumbi é um estádio tombado e existe uma série de procedimentos para a abertura de uma loja que precisam ser feitos.
 
Cidade do Futebol – E como tem sido o desempenho da loja no Morumbi?
Tullio Formicola Filho – Tem sido muito bom. Em dois meses, já está entre as que mais faturam em todas as 14 que temos no Brasil. Isso mostra a importância desse acordo, tanto para a Reebok como para o São Paulo, uma vez que a operação da loja é conjunta entre as partes.

Cidade do Futebol – Logo após o jogo que deu o título brasileiro ao São Paulo, a Reebok lançou duas camisas – uma delas a 5-3-3 e a outra a Penta Code. Como elas surgiram?
Tullio Formicola Filho – Todos esses trabalhos que aparecem são fruto de uma parceria entre o departamento de marketing do São Paulo e o nosso. É uma forma de oferecer produtos diferentes e atrair a atenção do público.
 
Cidade do Futebol – E como foram as vendas das camisas logo após a conquista do pentacampeonato?
Tullio Formicola Filho – Não dá para falar assim por falar. Mas o que a gente pôde ver logo após a partida na loja, que fica aberta para atender aos camarotes, foi muita procura. Durante toda a quinta-feira, a procura foi grande também nas nossas lojas. Os produtos devem chegar ao mercado na próxima semana.
 
Cidade do Futebol – Sobre o uniforme do São Paulo para 2008: já existe alguma novidade?
Tullio Formicola Filho – O modelo já está definido e aprovado. Não teremos grandes mudanças no que diz respeito à parte estética. O que deve mudar mesmo é o tecido. Usaremos uma tecnologia mais moderna e a camisa será mais leve que a atual.
 
Cidade do Futebol – Existe alguma previsão para lançamento da linha 2008?
Tullio Formicola Filho – Ainda não definimos isso. Pode ser que aconteça ainda em dezembro, com previsão de chegada às lojas no início do próximo ano. Mas pode ser somente no ano que vem. Isso vai depender de alguns acertos, entre eles saber quando o São Paulo se reapresenta em 2008.
 
Cidade do Futebol – Para 2008 a Reebok vai ter uma linha especial para competições internacionais?
Tullio Formicola Filho – Não, essa estratégia não será adota dessa vez. Acontece que o produto é muito sazonal e depende do desempenho da equipe nas competições. Entre o fim da Libertadores e o início da Sul-Americana existem vários meses de intervalo. Além disso, não houve um representativo aumento no número de camisas vendidas devido ao lançamento.

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