Universidade do Futebol

Geraldo Campestrini

02/09/2015

Vale patrocinar diferente

A ótima entrevista do blog Mkt Esportivo com Rony Meisler, CEO da grife “Reserva”, que está dando nome ao “Banco de Reservas” do Estádio Maracanã (entrevista completa aqui: http://www.mktesportivo.com/2015/09/entrevista-rony-meisler-ceo-da-reserva/), é mais um alento e um indicador importante de que estamos evoluindo na abordagem ao patrocínio esportivo no Brasil.

Eis mais uma bela amostra de que o patrocínio pode ir muito além do que placas na beirada do campo ou estampada feita um outdoor na camisa dos clubes. Novamente, não que este tipo de estratégia não seja boa. Muito pelo contrário! O fato é que são propriedades caras e, quando utilizadas de forma intempestiva ou abusiva, pode resultar em uma multiplicação de um número grande por zero, ou seja, nada. Ou melhor, uma altíssima exposição combinada com uma baixíssima afinidade e engajamento do consumidor.

Por exemplos como esse é possível notar que podemos ser muito mais inteligentes na hora de fechar contratos de patrocínio. E existe ainda um mar de oportunidades para concebê-lo e aplicá-lo. Geralmente, a associação de atributos da marca patrocinadora com o perfil da propriedade a ser adquirida é o que garante os melhores resultados.

No patrocínio esportivo, estamos diante de um enorme quebra-cabeça. Precisamos organizar as peças primeiro para então encaixá-las da forma mais adequada possível. É a única maneira de colhermos bons resultados em comunicação e que seja bom para todos: o patrocinador e o patrocinado! O que temos visto mais recentemente nas camisas de Santos e Cruzeiro não parece benéfico para ninguém (apenas para ficarmos com exemplos mais recentes).

Vamos em frente. Trabalhando para que tenhamos mais projetos com uma visão equilibrada de negócios no patrocínio esportivo! 

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