Vencendo o medo no processo de aprendizagem do futebol

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Você acredita que o medo seja uma reação humana muito presente nos jogadores e profissionais do futebol? Como podemos lidar com esta questão no processo de ensino-aprendizagem da modalidade?

De acordo com o dicionário on-line de português (Dicio), o medo é um estado emocional provocado pela consciência que se tem diante do perigo, uma grande inquietação em relação a algo desagradável ou possibilidade de um insucesso.

Diante desse grande grande adversário, profissionais da área de psicologia e especialistas tentam listar maneiras de como podemos enfrentar esse sentimento. No ambiente de formação de jogadores esse desafio também existe, afinal, aqui também estamos lidando com seres humanos. Diante desse contexto podemos tomar algumas medidas para tentar ajudar esses jovens e lidar com esse sentimento da melhor maneira possível. Veja, a seguir, algumas delas.

1. Procure entender a reação e colocar-se no lugar do jovem jogador. Explique que esse sentimento é normal diante de certas situações.

Durante o processo de formação, o papel do treinador é o de ajudar o jovem jogador a aprender a gerenciar suas emoções, incluindo o medo. Se o professor tem sensibilidade e empatia para perceber que sentir medo será normal durante o processo de aquisição de uma nova competência de jogo, lidará de forma muito melhor com os estímulos que tendem a amedontrar os jogadores, como sair jogando sob pressão, ter de marcar o adversário em linhas altas mesmo fora de casa, ter de enfrentar um adversário tecnicamente superior, ter de fazer uma regra de ação que não é habituado ou até jogar em uma nova posição.

2. Ofereça suporte e compreensão. Mostre que você pode ajudá-lo a perder o medo de algo específico.

Nesse ponto é necessário assumir e aceitar que os erros são permitidos e, principalmente, compreendidos. O medo de errar não pode impedir a atitude de tentar e arriscar. Nesse sentido, a coragem, que não significa ausência de medo, pode ser estimulada como a capacidade e disponibilidade de se arriscar diante de um possível perigo.

3. Ajude o jogador a analisar racionalmente que o medo pode estar hiperdimensionado.

Sair jogando sob pressão representa, de fato, um perigo real ou uma ameaça à vida? Estar numa região do campo em que não se está habituado é motivo suficiente para se esconder do jogo? Precisamos realmente recuar por jogarmos fora de nossos domínios? Convidar o jogador para refletir sobre seus medos, ajudando a trazê-lo para a consciência e melhor dimensioná-lo pode ser uma ótima alternativa.

4. Ensine-o a se acalmar usando alguma técnica de respiração.

Durante o jogo podemos transmitir, mesmo que de forma sutil, insegurança, nervosismo e desconforto. Aprender, no calor do jogo, a respirar e se acalmar diante de um erro ou de vaias da torcida por exemplo, é uma habilidade importante. Para além da respiração, a calma pode se manifestar se o jogador adquire confiança naquilo que está fazendo. Você, treinador, é um grande guia para que o jogador atinja este nível. Alguma vez você já ajudou o seu jogador a respirar para se acalmar e confiar no que está sendo construído?

5. Crie cenários de treino em que será necessário encarar o medo.

É comum pensarmos o treino para o desenvolvimento de aspectos físicos, técnicos e táticos. Porém, ao encararmos o jogo como uma atividade humana e numa perspectiva sistêmica, temos ciência que  podemos, metodologicamente, criar ambientes em que os jogadores sejam demandados a enfrentar alguns de seus medos.

Para encerrar, deixamos algumas reflexões:

Como você lida com o medo de seus jogadores?
Como você lida com os seus medos? Eles, de alguma forma, influenciam sua equipe?

Até breve!

Referência 

Seis consejos ayudan niños a superar miedos y fobias

Sobre o autor

Júlio Neres é treinador de futebol com as licenças C e B pela CBF e nível 1 pela UEFA e analista de desempenho pela CBF. Graduando em Educação Física e coordenador técnico da PSG Academy – Salvador.

Acompanhe o Júlio Neres no Instagram.

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