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destaque
Erich Beting
Colaborador

Erich Beting é jornalista formado pela PUC-SP e especializado em Gestão do Esporte pelo Instituto Trevisan (SP). Começou a carreira como jornalista em maio de 2000, na editoria de Esporte da Folha de S.Paulo. Em abril de 2001 foi contratado para ser repórter especial do diário Lance!. Lá, realizou ainda as funções de colunista e de editor do site Esporte Bizz. Em abril de 2004 foi contratado para o núcleo de esporte da AllComm Partners Comunicação Estratégica, empresa de assessoria de comunicação e marketing.

Em abril de 2005 criou a Máquina do Esporte, site voltado para a cobertura dos negócios do esporte, no qual exerce a função de editor executivo. Além disso, começou a atuar como comentarista do canal BandSports, ligado ao Grupo Bandeirantes de Comunicação, tendo realizado a cobertura da Copa do Mundo de 2006, na Alemanha.

É professor especialista do curso de pós-graduação em Administração e Marketing Esportivo da Universidade Gama Filho e, ainda, consultor da Universidade do Futebol.

Coluna
Quem aguenta as mesas-redondas?
A cada dia que passa, tenho a certeza de que a melhor coisa dos programas dominicais é o "merchan"
21/09/2009

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Ontem, definitivamente, desisti de tentar. Domingão de rara folga, depois de passar o dia em família fui me aventurar em assistir à Mesa Redonda, para tentar acabar com a síndrome de que esses programas de bate-papo sobre futebol na TV perderam cada vez mais sentido.

Depois de cinco minutos cheguei à conclusão de que, realmente, não existe mais a menor condição de alguém suportar acompanhar um programa de bate-papo sobre futebol, especialmente quando o debate é em canal de TV aberta.

Descobri que o meu limite para suportar os duelos verbais na TV tem ficado menor do que o tempo de intervalo entre um merchandising e outro.

Com a popularização da TV em banda larga e com o crescimento do acesso aos diferentes meios de comunicação, é praticamente impossível, hoje, o torcedor das classes sociais mais privilegiadas ainda se dar ao luxo de suportar um programa de mesa-redonda na televisão.

Como o Campeonato Brasileiro ainda tem desses inexplicáveis atrasos, a internet no Brasil já permite que, cinco minutos depois de o gol acontecer, o internauta assista a ele, na íntegra, mas ainda com a narração feita para a televisão.

Não conseguimos ainda quebrar a barreira da transmissão ao vivo para a internet, que poderá começar a revelar uma migração do telespectador das classes A e B para a tela do computador na hora de assistir a um jogo de futebol.

Para esse tipo de consumidor, muito mais do que o debate, o que vale é a bola dentro do gol. E, para isso, o torcedor que antes não tinha outra opção a não ser aguardar a mesa-redonda, agora pode simplesmente ligar o seu notebook, em qualquer lugar, e ver apenas os gols que lhe interesse, naquele exato momento.

Deve ser por isso que os programas de debate se digladiam para ver qual consegue ser mais apelativo para chamar a atenção, na lógica simplista de que as pessoas só querem ver desgraça e, com isso, ao promover todo e qualquer tipo de debate, turbina-se a audiência. Até balizadas discussões sobre homossexualidade foram vistas no último domingão.

Cada vez mais chego à conclusão de que a melhor coisa numa mesa-redonda é o merchandising. Pelo menos ali sabemos que não se faz qualquer coisa pela audiência...

Para interagir com o autor: erich@universidadedofutebol.com.br

Tags: coluna , comunicaçao , marketing

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