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Eduardo Fantato
Colaborador

Bacharel em Educação Física (Treinamento Esportivo) pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Mestre em Ciências do Esporte pela Unicamp, Sócio e Diretor Esportivo da ScoutOnline.

É professor da Academia de Ensino Superior (AES-Sorocaba), membro de grupo do Grupo de Estudos sobre Pedagogia do Esporte na Unicamp.

Atuou como observador de jogos no futebol com clubes brasileiros e veículos de comunicação. Como áreas de interesse estão o uso de tecnologia para melhoria dos processos de treino e jogo no futebol, e pesquisas para melhoria do processo pedagógico.

Coluna
Portas Fechadas: tecnologia não entra! Por quê?
Nos Jogos de Vancouver de 2010, a 'temida' tecnologia foi utilizada. Será que isso causou um mal gigantesco para os esportes? Ou será que apenas trouxe mais transparência?
09/03/2010

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Sugestão de um amigo e, novamente, trazemos à tona a questão da tecnologia na arbitragem. Recebemos inúmeros comentários dos amigos leitores se posicionando a respeito do tema.

Uma parte apela para o romantismo, para o charme e polêmica do futebol como razão para a não adoção da tecnologia como recurso complementar no futebol.

Outra parte, na qual me incluo, defende a adoção da tecnologia como importante ferramenta auxiliar na precisão das tomadas de decisão por parte dos árbitros.

Retomamos a discussão pela recente, mas não surpreendente, decisão da International Football Association Board em fechar as portas para a tecnologia no esporte.

Já havíamos citado anteriormente, nesse mesmo espaço, alguns comentários da Uefa, na pessoa de seu presidente Platini, que se manifestou contrária à adoção da tecnologia, assim como defesas contundentes em relação à necessidade de assumirmos a tecnologia no futebol, como a de José Mourinho, por um futebol mais limpo e transparente.

O secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, disse nesta semana, em alusão a adoção da tecnologia na linha de gol: "If we start with goal-line technology then any part of the game and pitch will be a potential space where you could put in place technology to see if the ball was in or out, whether it was a penalty and then you end up with video replays" *.

Em síntese, ele diz que se adotar tal tecnologia abre-se espaço para a utilização em outras possibilidades, como identificar se a bola saiu ou não, até mesmo a entrada de vídeos com replays de alguns lances decisivos.

Com esse argumento, a "porta está fechada" para a tecnologia no futebol.

Lembro, apenas para instigar a discussão, os Jogos de Vancouver de 2010, nos quais os tão temidos vídeos citados por Jerome Valcke foram utilizados para validar alguns gols nos jogos de hóquei. E aí... Será que isso causou um mal gigantesco para a modalidade? Ou será que apenas trouxe mais transparência?

Sabemos que esse espaço, dado ao elevado nível técnico dos leitores que por aqui passam pode ser utilizado como ferramenta de discussão e aprimoramento sobre o assunto. E justamente por isso não podemos ficar apenas na discussão do sim ou não, mas, com certeza, pensar nos prós e contras, nas dificuldades de implementar tais ferramentas, como colocá-las em prática considerando a diferença financeira das grandes ligas para ligas menores ou mesmo divisões inferiores.

Enfim, gostaria neste momento de fazer uma tentativa, junto com os amigos leitores, de abrirmos um espaço para compartilhar, nas próximas semanas, alguns pontos de vistas sobre o assunto. Um fórum aberto via coluna e via twitter (@edufanta) para que possamos trocar opiniões e, acima de tudo, para que possamos construir argumentos consistentes para o debate. Comprometendo-me a divulgar com o devido crédito aqueles que se manifestarem interessados em emitir seus pontos de vistas.

* SoccerExBussiness Report

Para interagir com o autor: fantato@universidadedofutebol.com.br

Tags: coluna , Fantato , Tecnologia , Fifa , International Board

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