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Erich Beting é jornalista formado pela PUC-SP e especializado em Gestão do Esporte pelo Instituto Trevisan (SP). Começou a carreira como jornalista em maio de 2000, na editoria de Esporte da Folha de S.Paulo. Em abril de 2001 foi contratado para ser repórter especial do diário Lance!. Lá, realizou ainda as funções de colunista e de editor do site Esporte Bizz. Em abril de 2004 foi contratado para o núcleo de esporte da AllComm Partners Comunicação Estratégica, empresa de assessoria de comunicação e marketing.
Em abril de 2005 criou a Máquina do Esporte, site voltado para a cobertura dos negócios do esporte, no qual exerce a função de editor executivo. Além disso, começou a atuar como comentarista do canal BandSports, ligado ao Grupo Bandeirantes de Comunicação, tendo realizado a cobertura da Copa do Mundo de 2006, na Alemanha.
É professor especialista do curso de pós-graduação em Administração e Marketing Esportivo da Universidade Gama Filho e, ainda, consultor da Universidade do Futebol.
Sim, o Fluminense foi o merecido campeão brasileiro porque soube jogar 38 rodadas, apesar de falhas, deficiências e outros erros que foram cometidos pelo Flu ao longo da campanha pelo bicampeonato.
Mas, ao término do campeonato, não há o que discutir: ganhou aquele que foi mais consistente e previsível durante toda a competição.
Fluminense, que foi o único entre os 20 clubes que disputaram a Série A do Campeonato Brasileiro a começar e terminar a competição com o mesmo treinador no banco de reservas, que contratou reforços importantes ao longo do torneio e não se desfez de nenhum jogador fundamental para a conquista.
Regularidade é a regra para quem quer ser campeão nos pontos corridos. Planejar e executar, duas palavras que muitas vezes fazem falta no vocabulário brasileiro no cotidiano, são fundamentais para que tenhamos o campeão dentro desse sistema que ainda não conseguiu, por incrível que pareça, ser compreendido pelo dirigente de grande parte dos clubes.
O brasileiro vinha se acostumando com essa lógica até 2008, quando o São Paulo foi tricampeão nacional por ser absolutamente constante, lógico, previsível. No ano passado houve um hiato com o Flamengo, que mesmo errando tudo (demitiu treinador, apostou em atletas que estavam renegados, mudou o time no meio do campeonato, etc.) foi o campeão.
Agora, 2010 devolve a lógica aos pontos corridos. Quem é previsível geralmente se dá bem. Não precisa ser brilhante, basta ser coerente em planejar o ano para disputar um torneio durante oito meses em que a regularidade é mais eficiente que o brilhantismo.
E, para ratificar ainda mais essa tese, o Goiás ajudou a ser o protagonista dessa história. O Flu corria o risco de passar para a história como o campeão que foi ajudado por papelões protagonizados por Palmeiras e São Paulo, que claramente fizeram corpo mole quando enfrentaram o Tricolor carioca para não beneficiar o Corinthians.
Mas o Goiás pregou uma boa peça ao apenas empatar com o Timão. O empate em Goiânia foi daqueles para devolver a lógica ao futebol. Campeão é quem vence mais. E pronto! Resta saber se, nesta quarta-feira, o Goiás prega outra peça no Brasileirão, "roubando" a vaga na Libertadores do Grêmio.
Eis que, no apagar das luzes de 2010, o maior protagonista do futebol brasileiro é justamente uma equipe rebaixada para a Série B. O Goiás virou o time do momento, mesmo com o Flu campeão!
Para interagir com o autor: erich@universidadedofutebol.com.br