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Eduardo Barros
Colunista

Técnico de futebol CBF-Licença B, formado em Educação Física pela UNICAMP-SP e pós-graduado em Administração de Empresas pela FGV-SP. Ex-atleta de futebol, também tem cursos e capacitações na área de Neurolinguística, Coaching e Liderança.

Trabalhou por quatro anos no Paulínia FC, exercendo as funções de técnico, auxiliar técnico e analista de desempenho, nas diferentes categorias, do sub-11 ao sub-17. Como membro do Departamento de Pedagogia participou da elaboração do “Currículo de Formação do Atleta”.

Em mais de duas temporadas no Grêmio Novorizontino, atuou como auxiliar técnico da equipe profissional e treinador das categorias sub-20 e 17. Exerceu também a função de Head Coach das Categorias de Base, coordenando as diretrizes técnicas da gestão de campo.

No Clube Atlético Paranaense, foi técnico da equipe sub-13, auxiliar técnico da equipe sub-17, Construtor Metodológico (sendo responsável pela criação didática do Modelo de Jogo do Clube) e Coach individual.

Atualmente, é auxiliar técnico da equipe sub-23 do Coritiba Foot Ball Club e consultor metodológico das categorias de base. Atua também como professor no curso de Gestão Técnica da Universidade do Futebol, além de ministrar outros cursos e palestras com os temas Categorias de Base e Metodologia de Treinamento.
 

Coluna
Você convocaria o Arouca para a seleção brasileira?
Analise comportamentos do atleta nos quatro momentos do jogo nas finais da Copa Libertadores da América-11
02/07/2011

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"Acho que o Mano (Menezes) tem que olhar com carinho para este jogador. Se não fossem as lesões ele já poderia pintar numa convocação". Essa foi a opinião de um comentarista esportivo durante a transmissão da final da Copa Libertadores, oportunamente, alguns minutos depois da participação do volante santista na jogada em que terminou com a finalização de Neymar e o 1 a 0 no placar. Como sabem, a partida terminou 2 a 1 para a equipe brasileira, que conquistou o título diante do Peñarol.

Para iniciar a análise individual de Arouca, é válido mencionar que todas as informações e vídeos divulgados na sequência da coluna não têm como objetivo estabelecerem julgamentos de valor, definindo acertos ou erros para cada ação. Caberá ao leitor a partir da interpretação das informações relatadas e observação das imagens, formar/melhorar uma opinião a respeito do referido atleta.

A final da Copa Libertadores permite uma análise do jogador exercendo regras de ação semelhantes em regiões distintas do campo de jogo. No confronto de ida, ainda com a ausência de Paulo Henrique Ganso, Arouca fez a função de volante com razoável estruturação do espaço pelo lado direito do campo e, na volta, com a presença do camisa 10, Elano retornou à posição de origem e Arouca exerceu a função de volante pelo lado esquerdo, predominantemente.

Na primeira partida, a plataforma de jogo utilizada pelo técnico Muricy Ramalho foi a 1-4-1-3-2 e como mandante utilizou a plataforma 1-4-4-2 (losango) como podem ser vistas nas figuras abaixo:




As ações técnicas de passe realizadas pelo volante na partida disputada no Uruguai totalizaram 30. Dentre elas, 12 tiveram predomínio vertical no sentido do alvo adversário, 10 predomínio horizontal, dois cruzamentos, dois passes para trás e quatro passes errados. Além disso, Arouca realizou duas interceptações, cometeu duas faltas e perdeu uma vez a posse de bola. Neste jogo Arouca não finalizou e não executou nenhum desarme.

No Pacaembu, Arouca foi o maior passador da equipe santista somando 43 ações. Destas, 19 tiveram predomínio vertical, 16 predomínio horizontal, quatro passes para trás e quatro passes errados. Em outras ações, recuperou seis vezes a posse de bola em desarmes e realizou duas interceptações. Perdeu a posse de bola por quatro vezes. Arouca também não finalizou neste jogo.

Os dados dos fundamentos técnicos acima (sem demais contribuições visuais/espaciais dos locais e situações de jogo nas quais tais ações aconteceram), não possibilitam uma análise global de desempenho do jogador. Com esses dados é possível somente perceber quais ações técnicas do futebol o jogador analisado executa com predominância.

Posto isso, a observação do jogo em sua fase ofensiva, defensiva e de transições em situações com e sem bola precisam ser inseridas para permitir uma análise mais completa.

Abaixo, veja uma sequência de lances sobre o comportamento do jogador santista na organização defensiva de sua equipe diante do Peñarol:
 


 

Dando continuidade na observação, o vídeo seguinte compreende uma síntese do comportamento de Arouca nas transições ofensivas da equipe santista:
 


 

Nos dois trechos publicados, informações importantes a respeito do desempenho de jogo do atleta podem ser obtidas. Para a fase defensiva, é possível perceber qual a região do campo mais utilizada para realizar suas ações defensivas, sua referência predominante de marcação, sua velocidade de recomposição, seu posicionamento entre bola e alvo, sua ação de recuperação da posse, sua velocidade de flutuação, entre outras questões.

Já para a transição ofensiva, pode-se visualizar sua predominância de comportamento em relação à movimentação, pode-se diferenciá-lo quando ele está mais próximo ou mais distante do centro do jogo, e ainda, quando recebe a bola é possível identificar setores/jogadores mais procurados.

Na próxima semana, o encerramento da coluna com a síntese das ações de Arouca na organização ofensiva e de transição defensiva da sua equipe contra o mesmo adversário e as conclusões.

Enquanto isso, veja a estreia da seleção brasileira na Copa América, analise o desempenho dos volantes que participarem do jogo e comece a estabelecer as devidas comparações.

Arouca poderia estar no lugar de Ramires, Lucas, Elias ou Sandro?

Para interagir com o autor: eduardo@universidadedofutebol.com.br

Leia mais:
Especial: Mano Menezes, o treinador da seleção brasileira 
 


 

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Tags: Santos , libertadores , Setor Técnico , Posse de Bola , Transiçao , Sistema defensivo , sistema ofensivo

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